A vitória de Cleitinho no primeiro turno da eleição para o governo de Minas Gerais foi antecipada pelas principais pesquisas, mas os levantamentos divergiram consideravelmente sobre o tamanho da vantagem e sobre o desempenho dos demais candidatos.
Comparando a última pesquisa de quatro institutos com o resultado das urnas, a Quaest apresentou o menor erro médio entre os sete principais candidatos ao governo mineiro.
O instituto terminou com uma diferença média de 1,89 ponto percentual em relação à votação efetivamente registrada. O cálculo considera a distância absoluta, em pontos percentuais, entre o percentual da última pesquisa e o resultado final de cada candidato.
Com a apuração concluída, Cleitinho recebeu 55,40% dos votos válidos. Patrus Ananias terminou com 26,34%, Flávio Roscoe com 6,97%, Mateus Simões com 4,65%, Alexandre Kalil com 3,54%, Gabriel Azevedo com 2,08% e Ben Mendes com 0,70%.
Quaest chegou muito perto da votação de Cleitinho
Na pesquisa divulgada na véspera da eleição, a Quaest apontava 54% para Cleitinho, apenas 1,40 ponto abaixo do resultado das urnas. Patrus aparecia com 23%, contra os 26,34% que receberia no domingo.
O maior desvio da Quaest ocorreu com Alexandre Kalil. O levantamento indicava 10%, mas o ex-prefeito de Belo Horizonte terminou com apenas 3,54%, uma diferença de 6,46 pontos percentuais. Nos demais candidatos, entretanto, a pesquisa apresentou diferenças pequenas.
Flávio Roscoe aparecia com 6% e obteve 6,97%. Mateus Simões tinha 4% e terminou com 4,65%. Gabriel Azevedo marcou 2% tanto na pesquisa quanto, praticamente, na urna: recebeu 2,08%.
Ben Mendes aparecia com 1% e obteve 0,70%. O conjunto desses resultados levou a Quaest ao menor erro médio, de 1,89 ponto percentual.
- Leia também: Qual pesquisa acertou mais a eleição presidencial em Minas? Veja a comparação
- Leia também: Qual pesquisa eleitoral mais acertou para o Senado em Minas Gerais? Veja o resultado
Real Time praticamente cravou votação de Roscoe
A Real Time Big Data ficou muito próxima da Quaest no ranking geral, com erro médio de 2,11 pontos. O levantamento apontava Cleitinho com 50%, cinco pontos abaixo do resultado final. Patrus tinha 24%, contra 26,34% nas urnas.
Mas um resultado chama atenção: a estimativa para Flávio Roscoe foi praticamente exata. A Real Time registrou o candidato com 7% dos votos válidos. Roscoe terminou a eleição com 6,97%.
A diferença foi de apenas 0,03 ponto percentual, o menor erro individual observado entre os principais candidatos nas quatro pesquisas analisadas.
Datafolha ficou em terceiro
O Datafolha apontava Cleitinho com 53%, Patrus com 21% e Kalil com 9%. O instituto terminou com erro médio de 2,72 pontos percentuais.
A votação de Cleitinho foi subestimada em 2,40 pontos. Já Patrus ficou 5,34 pontos acima da estimativa do levantamento. Assim como ocorreu com a Quaest, uma das maiores diferenças apareceu em Alexandre Kalil: 9% na pesquisa, contra 3,54% na urna.
Atlas subestimou força do vencedor
A AtlasIntel teve o maior erro médio entre os quatro institutos analisados: 3,29 pontos percentuais. Sua pesquisa apontava Cleitinho com 45,1%, quase dez pontos abaixo do resultado final.
O candidato terminou com 55,40%, o que produziu uma diferença de 10,30 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a Atlas estimava Patrus em 30,5%, enquanto o petista terminou com 26,34%.
Para candidatos como Roscoe e Mateus Simões, porém, a pesquisa ficou bastante próxima: 6,5% contra 6,97% para Roscoe e 4,1% contra 4,65% para Simões.
Pesquisas acertaram vencedor, mas erraram redistribuição dos votos
O resultado mostra que as pesquisas identificaram corretamente o amplo favoritismo de Cleitinho, mas tiveram mais dificuldade para medir a distribuição dos votos entre alguns concorrentes.
Dois movimentos aparecem em praticamente todos os levantamentos: Cleitinho terminou acima das estimativas e Alexandre Kalil abaixo delas.
A comparação não substitui uma avaliação metodológica das pesquisas e tampouco representa a margem de erro declarada pelos institutos. O objetivo é medir, após a votação, qual última pesquisa ficou numericamente mais próxima do resultado.


