O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, neste domingo (4). Com o resultado das urnas, (ainda em andamento) a disputa pelo comando do Palácio Tiradentes foi liquidada diretamente nesta rodada inicial, dispensando a realização de um segundo turno que estava previamente agendado para o dia 25 de outubro.
Na segunda colocação figurava o ex-ministro e deputado federal Patrus Ananias (PT), que registrava 26,25% da preferência do eleitorado mineiro. O empresário Flávio Roscoe (PL) somava 7,22%, enquanto o atual governador do estado e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), aparecia com 4,47%. Projeções estatísticas de véspera e análises de boca de urna de institutos como o Datafolha já haviam apontado a probabilidade de vitória em turno único quando o líder superava 54% dos votos com pouco mais de 64% das urnas apuradas.
Da bancada do sacolão ao Palácio Tiradentes
A chegada ao cargo máximo do Executivo estadual coroa uma das trajetórias eleitorais mais meteóricas da história política recente de Minas Gerais. Natural de Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, Cleiton Gontijo de Azevedo iniciou sua vida pública em 2016, quando conquistou um mandato de vereador em sua cidade natal com forte apelo popular e discurso de fiscalização nas redes sociais.
A partir desse ponto de partida, o avanço nas urnas deu-se de forma ininterrupta a cada biênio eleitoral. Em 2018, foi eleito deputado estadual para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Apenas quatro anos depois, em 2022, disputou uma eleição majoritária estadual pela primeira vez e conquistou uma cadeira no Senado Federal ao somar 4.268.193 votos (41,52% dos votos válidos).
Agora, antes mesmo de completar a metade do mandato de oito anos para o qual havia sido empossado em Brasília, Cleitinho deixará o Senado para assumir a chefia do Poder Executivo em Belo Horizonte a partir de 1º de janeiro de 2027.
Superação de resistências e confirmação das pesquisas
A consolidação da chapa não ocorreu sem turbulências. Ao longo do primeiro semestre de 2026, especulações e pressões de diferentes forças partidárias chegaram a ventilar a possibilidade de retirada de sua candidatura ao governo. Em junho, Cleitinho utilizou a tribuna do plenário do Senado para afastar os boatos, reafirmando publicamente seu projeto ao governo estadual. A candidatura foi confirmada pelo Republicanos em aliança com o Podemos, tendo como vice Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas.
O desempenho confirmado nas urnas ratificou o cenário antecipado pelas pesquisas eleitorais de véspera. Na rodada final do Datafolha, divulgada em 3 de outubro, o candidato já aparecia com 53% dos votos válidos, ante 21% de Patrus Ananias, 9% de Alexandre Kalil e 4% de Flávio Roscoe e Mateus Simões. No mesmo sentido, o levantamento do instituto Quaest indicou 54% das intenções válidas para o postulante do Republicanos contra 23% do candidato petista, projetando com exatidão a manutenção do índice acima da barreira de 50% dos votos necessários para afastar a segunda rodada.
Transição e novo arranjo político no estado
Durante o avanço da contagem dos votos, com mais de 60% das seções totalizadas, Cleitinho publicou uma declaração oficial em suas redes sociais para celebrar o resultado. Relembrando suas origens no comércio popular, afirmou que saiu “de verdureiro a governador”, agradeceu aos eleitores e assegurou que fará uma gestão voltada a toda a população: “Vou governar para quem votou em mim e para quem não votou”.


