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Jarbas recusa ser vice de Kalil por processos e respeito ao Ministério Público

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Jarbas Soares rejeitou a possibilidade de ocupar a vice na chapa de Alexandre Kalil ao Governo de Minas, segundo apuração do Moon BH. O ex-procurador-geral de Justiça considerou que a composição seria incompatível com sua trajetória no Ministério Público de Minas Gerais e com a relação institucional que ainda mantém com o órgão.

A existência de um processo contra Kalil pesou na decisão. A recusa retira do PDT uma das opções para completar a chapa, justamente no momento em que os partidos encerram as convenções e precisam definir suas alianças para as eleições de outubro.

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Até o último fim de semana, Jarbas ainda aparecia publicamente como possível candidato a vice de Kalil ou de Patrus Ananias, além de ser considerado para uma das vagas ao Senado. O PSB manteve conversas com PT e PDT e deixou a definição sobre a chapa majoritária para os últimos dias do prazo partidário.

O partido também conversou com candidaturas de centro, mas a composição nacional inviabilizou tratativas.

Recusa é institucional, não apenas eleitoral

A decisão de Jarbas não se resume às divergências entre PSB e PDT ou a uma preferência automática pela candidatura de Patrus. O ponto central é a identidade pública que ele pretende levar para a política depois de uma carreira construída dentro do Ministério Público.

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Jarbas atuou durante 36 anos no MPMG e comandou a instituição por quatro mandatos. Em suas últimas passagens pela Procuradoria-Geral de Justiça, participou da condução de negociações relacionadas aos acordos de reparação pelos rompimentos das barragens de Brumadinho e Mariana.

Aceitar a vice de um candidato que responde a uma ação proposta pelo próprio Ministério Público produziria uma contradição difícil de administrar durante a campanha. Ainda que não exista condenação definitiva contra Kalil, adversários poderiam explorar a composição para questionar o discurso de independência e fiscalização que Jarbas pretende apresentar ao eleitorado.

A negativa também funciona também como uma proteção da principal credencial política do ex-procurador. Jarbas chegou ao PSB sem experiência eleitoral e busca transformar sua passagem pelo sistema de Justiça em um diferencial diante dos políticos tradicionais.

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Kalil perde uma opção estratégica para a vice

O nome de Jarbas ajudaria Kalil a responder a dois desafios. O primeiro seria ampliar a chapa para além da imagem pessoal do ex-prefeito de Belo Horizonte. O segundo seria agregar um candidato com discurso ligado ao combate à corrupção, à segurança pública e à fiscalização do Estado.

A presença do PSB também permitiria ao PDT avançar na formação de uma chapa completa. Até o início desta semana, o partido de Kalil ainda não havia anunciado o vice nem os dois candidatos ao Senado. O diálogo com os socialistas permanecia aberto justamente porque o PSB poderia oferecer Jarbas para uma das posições majoritárias.

Decisão aumenta pressão sobre o PDT

O prazo para as convenções partidárias termina nesta quarta-feira, 5 de agosto. Depois disso, as legendas terão até o dia 15 para registrar oficialmente as candidaturas e as composições das chapas perante a Justiça Eleitoral.

Só que, sem fechar coligações hoje, os partidos terão de registrar chapas puras ou com quem já estiver dentro da campanha.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.