A próxima pesquisa Datafolha sobre as eleições em Minas Gerais não mostrará apenas quem aparece na frente na corrida pelo Palácio Tiradentes. O questionário que será aplicado aos mineiros, obtido pelo Moon BH, permite medir quanto do voto já está consolidado, para onde podem migrar os eleitores dispostos a mudar de candidato e até se eles conhecem o número que precisarão digitar na urna.
O levantamento, previsto para ser divulgado nesta quinta-feira, 24, também testará rejeição, dois confrontos de segundo turno para governador, os dois votos para o Senado e a avaliação dos primeiros meses do governo Mateus Simões.
O Datafolha chega à nova rodada depois de ter registrado, em 11 de setembro, Cleitinho Azevedo com 37% das intenções estimuladas para governador, Patrus Ananias com 13% e Alexandre Kalil com 11%. Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel Azevedo tinham 4% cada. A pesquisa anterior ouviu 1.204 mineiros e tinha margem de erro de três pontos percentuais.
Datafolha perguntará para quem o eleitor iria se mudasse de voto
É provavelmente a informação mais interessante escondida no formulário. Depois de apresentar os 11 candidatos ao Governo de Minas, o Datafolha pergunta ao entrevistado se ele está “totalmente decidido” a votar no nome escolhido ou se seu voto “ainda pode mudar”.
Se o eleitor admitir que pode trocar de candidato, recebe uma pergunta adicional: caso não vote no nome indicado inicialmente, qual dos outros candidatos teria mais chance de receber seu voto?
A lista é apresentada novamente, permitindo identificar uma espécie de segunda preferência do eleitorado ainda volátil. O indicador pode ajudar a entender melhor uma movimentação que o percentual tradicional de intenção de voto não revela: quais candidaturas têm espaço para absorver eleitores dos adversários na reta final.
Pesquisa também pergunta o número do candidato na urna
Há outro teste pouco usual. Depois de o entrevistado escolher um candidato, o Datafolha pergunta qual número ele pretende digitar na urna eletrônica para confirmar o voto para governador. A mesma pergunta aparece na disputa presidencial.
A resposta poderá funcionar como uma medida complementar de familiaridade com a candidatura, embora o questionário, por si só, não defina como esse indicador será divulgado ou interpretado pelo instituto.
Antes da lista estimulada, o Datafolha também pergunta espontaneamente em quem o eleitor pretende votar para presidente, governador e nas duas vagas ao Senado.
Segundo turno terá apenas Cleitinho contra Kalil e Patrus
O Datafolha escolheu somente dois cenários de segundo turno para o Governo de Minas nesta rodada. O primeiro coloca Alexandre Kalil contra Cleitinho Azevedo. O segundo testa Cleitinho contra Patrus Ananias. Mateus Simões e os demais candidatos não aparecem nas simulações.
São os mesmos confrontos divulgados na rodada anterior. Em 11 de setembro, Cleitinho registrou 54% diante de Kalil, que teve 29%, e 59% contra Patrus, com 24%.
A nova pesquisa permitirá verificar se essas distâncias oscilaram desde então. Como sempre, resultados de pesquisas são retratos do período de coleta, e diferenças dentro da margem de erro não devem ser interpretadas isoladamente como mudanças efetivas.
Senado terá os dois votos medidos separadamente
O formulário também reproduz de maneira mais próxima a escolha que o mineiro fará na urna para o Senado. Primeiro, o entrevistado escolhe um candidato para a primeira vaga e depois responde separadamente quem receberia seu segundo voto. São apresentados 16 candidatos, incluindo Aécio Neves, Marília Campos, Carlos Viana, Domingos Sávio, Marcelo Aro e Marco Antônio Superman.
Na pesquisa anterior, Marília tinha 12%, enquanto Aécio e Carlos Viana registravam 10% cada. Domingos Sávio aparecia com 8% e Marcelo Aro com 6%. Como a margem era de três pontos percentuais, havia sobreposição estatística entre vários desses percentuais.


