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Atlético fez escolha oposta à do Santos antes da decisão e placar engana

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O placar do fim de semana sugere que o Santos chega em situação melhor que o Atlético para as quartas de final da Copa Sul-Americana. O Peixe venceu o Internacional por 3 a 2 fora de casa, enquanto o Galo perdeu por 2 a 0 para o São Paulo e encerrou uma sequência de 14 partidas sem derrota.

A comparação, porém, esconde uma diferença importante na preparação para o confronto desta quarta-feira (9), às 19h, na Vila Belmiro. Enquanto o Atlético aceitou alterar quase metade da equipe e administrar o desgaste acumulado, o Santos utilizou nomes importantes desde o início contra o Internacional.

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Os resultados contam uma história. As escalações contam outra.

Atlético abriu mão de força antes do mata-mata

Reinier jogando pelo Atlético
Reinier jogando – Foto: Pedro Souza / Atlético

Eduardo Domínguez promoveu cinco mudanças na equipe que iniciou o duelo com o São Paulo. O movimento aconteceu poucos dias depois da classificação sobre o Cruzeiro pela Copa do Brasil e em uma semana que termina com mais uma partida eliminatória.

Entre os jogadores preservados inicialmente estava Fred, que havia acabado de assumir papel decisivo na virada sobre o Cruzeiro na Arena MRV. Mateo Cassierra e Victor Hugo também começaram no banco.

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A escolha teve impacto dentro de campo. Sem um centroavante de origem entre os titulares, Reinier atuou de maneira mais centralizada, enquanto Bernard e Cuello ocuparam os lados.

O São Paulo aproveitou melhor o cenário e venceu por 2 a 0. A análise publicada pelo ge após a partida destacou que o Atlético sofreu mais de 20 finalizações, mas também observou que Domínguez rodou parte dos titulares justamente antes da decisão continental.

Ou seja, o time que perdeu no Morumbis não necessariamente representa a força que aparecerá na Vila Belmiro.

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Santos escolheu caminho diferente

O Santos fez uma preparação menos conservadora.

Na vitória contra o Internacional, o técnico utilizou desde o começo jogadores como Gabriel Brazão, Luan Peres, Christian Oliva, Rollheiser e Gabigol. A estratégia permitiu ao Peixe construir uma vantagem de 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Gabigol marcou duas vezes, enquanto Oliva fez o terceiro. Somente depois da vantagem construída o Santos passou a retirar alguns de seus principais nomes.

O próprio clube destacou a vitória por 3 a 2 no Beira-Rio como o terceiro triunfo consecutivo da equipe fora de casa pelo Campeonato Brasileiro.

A diferença entre as estratégias é clara. O Santos utilizou o Brasileirão para manter boa parte da estrutura principal em ritmo competitivo. O Atlético preferiu distribuir minutos e aceitar o risco de uma queda de rendimento.

Derrota encerrou uma sequência importante do Galo

O resultado contra o São Paulo encerrou 14 jogos de invencibilidade do Atlético, período que ajudou a mudar a percepção sobre o trabalho de Eduardo Domínguez.

Essa transformação já havia sido mostrada pelo Moon BH quando os números revelaram o tamanho da evolução do Atlético sob Domínguez. O treinador conseguiu elevar o aproveitamento e transformar uma equipe irregular em um time muito mais difícil de derrotar.

Perder justamente antes de um mata-mata, portanto, poderia soar como um sinal de alerta.

O contexto muda essa interpretação.

O Atlético vinha de uma partida de enorme desgaste físico e emocional contra o Cruzeiro e já havia colocado a Sul-Americana como uma das prioridades da sequência. A escolha por preservar peças permite que jogadores importantes cheguem ao duelo contra o Santos com carga menor.

Neymar também mudou o cenário da eliminatória

Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.

O confronto ainda perdeu um dos personagens que poderiam alterar completamente sua dinâmica.

Quando o chaveamento foi definido, o Moon BH mostrou que Neymar poderia reencontrar na Arena MRV o gramado sintético que já havia criticado. A lesão do camisa 10, porém, retirou essa possibilidade da eliminatória.

Com isso, Santos e Atlético chegam à partida de ida com cenários curiosamente invertidos.

O clube paulista possui o melhor resultado recente e venceu fora de casa utilizando peças importantes. O Galo perdeu, encerrou uma invencibilidade de 14 partidas e apresentou problemas defensivos.

Mas o Atlético também chega com parte de seus jogadores mais importantes tendo recebido uma carga menor justamente na rodada anterior.

O fim de semana diz que o Santos chega embalado e o Atlético chega derrotado. O planejamento das duas equipes mostra que a diferença não é tão simples.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.