O Atlético conquistou a preferência de Renan Lodi antes de o lateral vestir a camisa alvinegra. Em entrevista publicada no domingo (27), o jogador contou que a visita de representantes do clube à sua casa, durante um período de indefinição profissional, teve importância na escolha pelo Galo.
O relato acrescenta um componente pessoal a uma contratação normalmente analisada pelo currículo e pelo desempenho em campo. Para Lodi, a aproximação aconteceu quando ele tentava reorganizar a carreira depois da saída do futebol saudita.
A visita que pesou na decisão
Na entrevista ao ge, o lateral explicou que recebeu o contato presencial do Atlético em Curitiba. “Quando mais precisei, eles foram lá”, afirmou, ao relembrar a negociação.
Lodi também mencionou possibilidades na França, na Espanha e na Inglaterra. A conversa com a esposa, que desejava permanecer no Brasil, ajudou a definir o destino escolhido para a continuidade da carreira.
O jogador relatou ansiedade durante os três meses e meio de indefinição e disse que a terapia o ajudou naquele período. A declaração oferece a perspectiva dele sobre a espera, sem transformar o acerto com o clube em explicação única para uma experiência pessoal mais complexa.
O Atlético ofereceu um projeto de cinco temporadas
O interesse se transformou em um compromisso longo. No anúncio oficial da contratação, publicado em 27 de dezembro de 2025, o Atlético confirmou um acordo de cinco anos e apresentou o lateral como seu primeiro reforço para 2026.
Lodi havia chegado à capital mineira no dia anterior para exames e conclusão dos procedimentos necessários à assinatura. O vínculo estabeleceu uma perspectiva que ia além da necessidade imediata de preencher uma posição no elenco.
O comunicado também destacou a experiência internacional do reforço e suas 19 partidas pela Seleção Brasileira até aquele momento. Aos 27 anos na assinatura, o jogador chegava com passagem por diferentes campeonatos e uma trajetória que incluía a participação na Copa América de 2021.
Para o planejamento esportivo, um contrato dessa duração permite trabalhar com a expectativa de continuidade no setor. Ao mesmo tempo, exige que o investimento seja avaliado ao longo das temporadas, considerando disponibilidade, rendimento e adaptação às mudanças da equipe.
O retorno começou a aparecer dentro de campo
A contribuição ofensiva de Lodi ganhou destaque já no primeiro ano. Em agosto, o Moon mostrou que ele havia alcançado cinco gols na temporada, sua melhor marca por um clube em um único ano.
O quinto saiu no empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na ida das quartas de final da Copa do Brasil. Naquela altura, eram 40 partidas pelo Galo, com participação ofensiva que ampliava a contribuição esperada de um lateral.
O resultado individual tinha uma particularidade: seus melhores registros anteriores por uma mesma equipe em uma temporada eram de quatro gols. A chegada ao Atlético, portanto, coincidiu com a superação de uma marca pessoal, em um momento importante do calendário alvinegro.
Esse desempenho ajuda a compreender por que a história da contratação voltou a ganhar interesse. O jogador que precisou decidir onde retomaria a carreira passou a oferecer ao time uma alternativa de chegada à área, além do trabalho habitual pelo corredor esquerdo.
Uma contratação também envolve o contexto do jogador
A visita relatada por Lodi permite observar uma parte das negociações que raramente aparece nos anúncios. Salário, duração contratual e projeto esportivo fazem parte da decisão, mas o momento da abordagem e a participação da família também podem influenciar a escolha.
No caso do lateral, essa importância foi reconhecida pelo próprio atleta. Não há informação suficiente para comparar financeiramente as possibilidades mencionadas ou afirmar que o Atlético venceu uma disputa formal com propostas equivalentes.
O que o depoimento permite concluir é mais específico: o contato do Galo foi valorizado por quem o recebeu. A decisão familiar de permanecer no país também se encaixou na possibilidade apresentada pelo clube.
A relação precisa continuar sendo construída
Uma boa aproximação na contratação não garante, sozinha, identificação duradoura ou rendimento constante. Esses vínculos dependem do trabalho diário, da maneira como o jogador atravessa fases diferentes e da continuidade das oportunidades dentro da equipe.
Ainda assim, o bastidor ajuda a explicar o ponto de partida dessa relação. Antes de Lodi começar a produzir gols e disputar clássicos pelo Atlético, houve uma conversa em casa que aproximou o projeto do clube do momento vivido pelo lateral.


