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Atlético-MG prepara “Liquidação de Luxo” com 5 pontas que podem render R$ 100 milhões

O Atlético-MG entra em 2026 com uma estratégia de mercado definida: transformar a profundidade de seu elenco em dinheiro. O setor escolhido para “fazer caixa” é o das pontas. Com um excesso de opções que mistura jovens valorizados e veteranos caros, a diretoria alvinegra projeta arrecadar cerca de R$ 100 milhões negociando ativos como Tomás Cuello, Biel, Dudu, Bernard e Júnior Santos.

A lógica da SAF é pragmática: aproveitar o interesse de mercados emergentes (MLS, México, Arábia) e europeus periféricos para equilibrar as finanças sem desmontar a estrutura do time titular.

Os Ativos Premium do Atlético-MG: Cuello e Biel

São as “joias da coroa” para venda.

Tomás Cuello (25 anos): Avaliado em € 6 milhões (R$ 38 milhões), o argentino vive o auge físico e técnico. É o nome mais cotado para uma transferência à Europa ou MLS.

Biel (24 anos): Emprestado pelo Sporting com obrigação de compra, tem valor de mercado de € 4,5 milhões (R$ 29 milhões). O Galo vê nele um ativo de “flip”: comprar para revender com lucro imediato. Mas também há a chance dele ser devolvido assim que acabar o empréstimo.

Os Medalhões: Dudu e Bernard

Aqui, o foco é alívio na folha salarial.

Dudu (33 anos): Avaliado em € 1 milhão, não renderá uma fortuna em transferência, mas sua saída liberaria um dos maiores salários do clube.

Foto: PEDRO SOUZA / ATLETICO

Bernard (33 anos): Ídolo, mas com valor de mercado em queda (€ 750 mil). Sua permanência depende mais do custo-benefício e da liderança do que do potencial de venda.

A Oportunidade: Júnior Santos

O “Raio” (31 anos), comprado por € 7,6 milhões, é visto como um ativo de mercado asiático ou mexicano. Se chegar uma oferta na casa dos € 3,5 a 4 milhões, o Atlético recupera parte do investimento e abre espaço.

Análise Moon BH: Vender para Crescer

A estratégia do Atlético-MG é ousada, mas necessária. Em um futebol inflacionado, ter cinco pontas de alto nível é um luxo. Transformar parte desse excedente em R$ 100 milhões permitiria ao clube reinvestir em carências (como a zaga) e manter a saúde financeira da SAF. O desafio será acertar o timing: vender na hora certa para não perder força na hora de decidir títulos.

Esportes Redação
Esportes Redação
Jornalista esportivos que trabalham há mais de 15 anos na cobertura diária dos principais clubes brasileiros, com foco em Atlético, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, Corinthians e Botafogo.