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Jogador do Atlético na Copa do Mundo é exaltado pela imprensa internacional, mas ele está de malas prontas

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Júnior Alonso vive um momento curioso no Atlético. Ao mesmo tempo em que se prepara para disputar a Copa do Mundo pelo Paraguai, o zagueiro recebeu elogios do jornal britânico The Guardian e já se despediu do Galo. O defensor, um dos estrangeiros mais importantes da história recente alvinegra, deve seguir para o futebol dos Estados Unidos depois do Mundial.

O guia do The Guardian para a Copa destacou a liderança, a versatilidade e a resiliência do paraguaio. A publicação chamou atenção para o fato de o jogador ser zagueiro de origem, mas também atuar como lateral-esquerdo na seleção. O reconhecimento internacional chega justamente no encerramento de um ciclo em Belo Horizonte.

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A saída já foi confirmada pelo próprio atleta. Depois da vitória sobre o Puerto Cabello, pela Sul-Americana, ele afirmou que havia feito seu último jogo com a camisa alvinegra. Portanto, como estava suspenso para a rodada seguinte, contra o Vasco, não atuou mais antes de se apresentar ao Paraguai.

O caso tem um detalhe financeiro importante: o Galo não deve receber compensação pela transferência. Segundo o próprio jogador, havia um acordo feito em janeiro para que ele pudesse sair no meio do ano sem remuneração ao clube.

Saída foi combinada antes da janela

A situação de Alonso não surgiu de última hora. O zagueiro tinha contrato até dezembro de 2026, mas já havia uma conversa interna para permitir sua liberação na janela do meio do ano. O defensor deixou claro que o acordo foi construído com antecedência e que a despedida ocorreu em clima de gratidão.

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Na entrevista após o jogo pela Sul-Americana, o paraguaio disse que trabalhou pelo clube e que também recebeu muito da instituição. A fala teve tom de encerramento de ciclo, não de ruptura. Dessa forma, o camisa alvinegro sai pela terceira vez, mas agora em um contexto diferente.

Em 2022, o cenário foi financeiro. O clube mineiro vendeu o defensor ao Krasnodar, da Rússia, por US$ 8,2 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 46,7 milhões na época. A operação foi uma das grandes vendas recentes de zagueiros feitas pelo Alvinegro.

Agora, a saída não terá o mesmo impacto no caixa. Pelo valor de mercado atual, Alonso é avaliado em € 1,5 milhão pelo Transfermarkt, algo em torno de R$ 9 milhões na conversão aproximada. Mesmo assim, o Galo abriu mão de uma compensação por causa do acordo firmado com o atleta.

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Sendo assim, a decisão pode ser lida por dois lados. Do ponto de vista financeiro, o clube deixa de receber por um jogador ainda convocado para Copa e com mercado. Do ponto de vista de gestão de elenco, encerra um ciclo de um veterano com salário relevante e abre espaço para reformular a defesa.

Atlanta United aparece como destino provável

O destino ainda não foi anunciado oficialmente pelo novo clube, mas o caminho mais citado nos bastidores é o Atlanta United, da MLS. A Rede 98 informou que o acordo com os norte-americanos já estava encaminhado há meses, e o defensor deve aguardar a abertura da janela para assinar.

A escolha faz sentido. Alonso já confirmou que seguirá para os Estados Unidos. Além disso, o Atlanta tem Miguel Almirón, companheiro de seleção paraguaia, o que ajuda na adaptação. Dessa forma, para um zagueiro de 33 anos, a MLS oferece um calendário competitivo, boa estrutura e um contrato potencialmente mais estável nesta fase da carreira.

O mercado norte-americano também costuma valorizar atletas experientes de seleção, especialmente defensores com liderança e rodagem internacional. Portanto, Alonso se encaixa nesse perfil. Tem passagens por Lille, Celta de Vigo, Boca Juniors, Krasnodar e três ciclos pelo Galo, além de longa trajetória com a camisa paraguaia.

Para o clube mineiro, a saída ajuda a reorganizar a zaga. A diretoria já trabalhava com a necessidade de buscar outro defensor pelo lado esquerdo. Léo Duarte foi contratado, e o elenco ainda conta com nomes como Lyanco, Vitor Hugo, Ruan Tressoldi, e Ivan Román para a sequência.

O fim do ciclo do paraguaio também muda a liderança do setor. Ele era um dos jogadores mais experientes do grupo, com identificação forte e participação direta em títulos importantes. Dessa forma, sua ausência será sentida menos pelo valor de mercado e mais pela referência que representava dentro da defesa.

Reconhecimento internacional contrasta com críticas recentes

Jogador Júnior Alonso
Junior Alonso no Galo – Foto: Divulgação

A exaltação do The Guardian chega em um momento de contraste. Em 2026, o zagueiro vinha sendo alvo de críticas de parte da torcida, especialmente por atuações abaixo da imagem construída em sua melhor fase. Ainda assim, recuperou espaço com Eduardo Domínguez e voltou a ser usado como titular antes da despedida.

Esse contraste ajuda a explicar o tamanho do personagem. Para o torcedor que acompanha o dia a dia, a cobrança recente pesava. Para a imprensa internacional, o recorte é outro: defensor de seleção, experiente, canhoto, versátil e acostumado a jogos de pressão.

Por fim, As duas leituras podem coexistir. Alonso já não era o mesmo jogador dominante de 2020 e 2021, quando foi eleito entre os melhores zagueiros do país e virou pilar da equipe campeã brasileira e da Copa do Brasil. Ao mesmo tempo, seguia sendo um atleta respeitado, com leitura defensiva, força no jogo aéreo e capacidade de atuar em mais de uma função.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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