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Atlético vê Ivan Román como ativo incômodo e mudança de rota está na mesa

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O futuro de Ivan Román no Atlético entrou em uma fase de indefinição. Contratado como uma aposta internacional de longo prazo, o zagueiro chileno perdeu espaço no elenco e passou a conviver com uma concorrência maior justamente no momento em que o clube reorganiza o setor defensivo para a sequência da temporada.

Aos 19 anos, Román ainda é visto como um jogador de potencial. Tem contrato longo, passagem pela seleção chilena e características valorizadas no futebol atual, como bom passe, personalidade para sair jogando e disposição para defender longe da área. O cenário, no entanto, ficou menos confortável do que parecia no início do ano.

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O defensor chegou a ganhar oportunidades com Eduardo Domínguez e marcou seu primeiro gol pelo Atlético em uma vitória sobre o São Paulo. Aquele momento indicava que ele poderia se firmar como uma alternativa importante na rotação defensiva. Depois, a sequência diminuiu. O chileno alternou banco, ausência entre os relacionados e entradas pontuais, sem conseguir consolidar uma posição fixa.

A chegada de Léo Duarte, zagueiro de 29 anos com passagens por Flamengo, Milan e Istanbul Basaksehir, aumentou a disputa. O novo reforço não chega como aposta, mas como jogador pronto para brigar por espaço. Com isso, Román passou a ter um caminho mais estreito para ganhar minutos em um setor que também conta com nomes mais experientes.

Ivan Román perde espaço em meio à nova disputa na defesa do Atlético

A perda de espaço de Román não está ligada apenas a um erro específico ou a uma queda brusca de rendimento. O caso envolve concorrência, momento do time e perfil de jogador.

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Eduardo Domínguez tem buscado uma defesa mais estável, com jogadores de maior leitura, imposição e experiência em partidas de pressão. Nesse tipo de cenário, zagueiros mais rodados tendem a ganhar vantagem, principalmente quando o time precisa reduzir riscos e construir uma base mais segura para competir no Brasileirão, na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

Román tem qualidade técnica para iniciar jogadas e costuma se sentir confortável quando precisa participar da construção desde trás. Também tem postura agressiva na antecipação, uma virtude importante para equipes que tentam defender mais longe do próprio gol.

Ao mesmo tempo, ainda é um defensor em formação. A idade pesa menos pela capacidade física e mais pela maturidade exigida na posição. Zagueiros jovens normalmente precisam de sequência para ajustar posicionamento, tempo de bote, cobertura e tomada de decisão. Sem minutos regulares, esse processo fica mais lento.

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Esse é um ponto importante para o Galo. Manter Román no elenco apenas como opção distante pode não ser o melhor caminho para o desenvolvimento do jogador nem para a valorização do ativo. O clube investiu em uma promessa sul-americana e tem contrato até o fim de 2029, mas precisa definir se pretende dar espaço real ao chileno ou se considera uma movimentação de mercado.

Ivan Roman do Atlético
Foto: Pedro Souza/Atlético

A convocação para a seleção chilena ajuda a manter o zagueiro em evidência. Mesmo sem sequência no time, Román continua sendo observado em seu país e participou de compromissos recentes da equipe nacional. Esse fator preserva parte de sua vitrine, mas não substitui a necessidade de jogar com regularidade no clube.

Quanto vale Ivan Román no mercado

O valor de Ivan Román varia conforme a base consultada. O Transfermarkt avalia o zagueiro em cerca de 1,5 milhão de euros. Já o FotMob trabalha com uma estimativa superior, na faixa de 4,7 milhões de euros.

Na conversão aproximada, a diferença coloca o jogador em uma faixa ampla, entre algo próximo de R$ 9 milhões e R$ 29 milhões. Essa distância mostra como o caso é difícil de precificar.

Pelo lado mais conservador, a baixa minutagem pesa contra. Jogador jovem que não atua com frequência perde força de negociação, porque possíveis interessados entendem que ele não está entre as prioridades do elenco. Isso reduz o poder de barganha do clube vendedor.

Pelo lado mais favorável ao Atlético, Román ainda reúne atributos valorizados: idade baixa, contrato longo, experiência internacional, presença na seleção chilena e margem de crescimento. Zagueiros jovens com esse perfil costumam interessar a mercados que buscam potencial de revenda, especialmente quando já passaram por competições importantes na América do Sul.

Por isso, uma saída definitiva por valor baixo não parece o melhor cenário para o Galo. Caso o clube entenda que Román não terá espaço no segundo semestre, um empréstimo com opção de compra, metas de desempenho ou manutenção de percentual futuro poderia proteger melhor o investimento.

A janela do meio do ano tende a ser decisiva para esse tipo de definição. Se o defensor permanecer sem sequência, a tendência é que a discussão sobre uma saída ganhe força. Se conseguir convencer Domínguez durante o período de treinamentos, pode voltar a ser utilizado como peça de rotação.

Possíveis mercados para Ivan Román

Até agora, não há um clube publicamente colocado como comprador direto de Ivan Román. Ainda assim, há mercados que combinam com o perfil do zagueiro.

A MLS aparece como um destino plausível para jogadores sul-americanos jovens, com experiência em seleção e potencial de revenda. Clubes dos Estados Unidos têm ampliado esse tipo de captação e costumam oferecer estrutura, minutagem e exposição internacional. Para o Atlético, uma negociação em dólar e com gatilhos por metas poderia ser interessante.

O futebol mexicano também se encaixa no perfil. A Liga MX historicamente observa defensores sul-americanos de imposição, boa idade e experiência profissional. Román poderia atrair clubes que buscam um zagueiro jovem, mas já testado fora do país de origem.

Outra possibilidade seria uma liga intermediária da Europa. Portugal, Bélgica, Holanda e outros mercados de desenvolvimento costumam olhar para atletas jovens da América do Sul. O obstáculo, nesse caso, é o preço. Clubes europeus desse patamar normalmente tentam comprar por valores menores, principalmente quando percebem que o jogador perdeu espaço no clube atual.

No Brasil, uma saída por empréstimo também não pode ser descartada. Equipes da Série A que precisam renovar o setor defensivo poderiam enxergar Román como oportunidade, especialmente em um acordo temporário. Para o Galo, porém, negociar com concorrentes diretos exigiria cuidado, sobretudo se houver chance de o jogador se valorizar rapidamente.

A chegada de Léo Duarte reforça a necessidade de uma decisão. Mesmo com possíveis saídas no setor, o Atlético terá uma disputa forte por posição. Román precisará mostrar nos treinos que pode ser útil imediatamente, não apenas no futuro.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.

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