O nome de Hulk voltou a ser entoado por atleticanos em Belo Horizonte neste domingo, 27 de setembro. Desta vez, a homenagem aconteceu na orla da Lagoa da Pampulha, onde o atacante participou da primeira edição da Hulk Run e encontrou uma manifestação de carinho construída durante sua passagem pelo Atlético.
Atualmente no Fluminense, o jogador completou o percurso de cinco quilômetros e se emocionou ao falar sobre a recepção. A corrida beneficente levou a relação entre ídolo e torcida para um ambiente diferente, em que o encontro com o atleta também serviu de incentivo para caminhar, correr e ocupar um dos espaços mais conhecidos da capital.
Segundo a cobertura de O Tempo sobre a Hulk Run, o atacante foi ovacionado pelos participantes. “Estou me segurando para não me emocionar muito”, afirmou, ao agradecer a forma como o evento foi recebido.
A escolha de BH tinha uma razão pessoal
A realização da primeira edição na capital mineira foi uma escolha explicada pelo próprio jogador antes da prova. Em entrevista à Itatiaia sobre a organização da corrida, Hulk relacionou a decisão à gratidão pela cidade e contou que o projeto vinha sendo preparado com sua esposa e a equipe responsável pelo evento.
Essa intenção ajuda a compreender o significado da manhã de domingo. Ao escolher BH para tirar a iniciativa do papel, o atacante trouxe uma atividade de sua vida fora dos clubes para o lugar em que construiu uma parte importante da carreira.
A programação foi pensada para receber públicos com diferentes níveis de preparação. Além das corridas de cinco e dez quilômetros, o evento anunciou caminhada de três quilômetros e uma modalidade infantil, permitindo que a participação não dependesse de experiência anterior em provas de rua.
O formato ampliou as possibilidades de encontro. Uma família poderia participar sem que todos precisassem disputar a mesma distância, enquanto corredores mais habituados às competições encontravam percursos compatíveis com suas rotinas de treinamento.
Carinho pelo ídolo atravessou a troca de clube
A relação de Hulk com os atleticanos passou por mudanças depois de sua transferência. Em julho, o Moon mostrou que o atacante precisou explicar uma declaração sobre as diferenças entre sua experiência no Galo e o início da trajetória no clube carioca.
Naquele momento, ele reafirmou o respeito pelo Atlético e citou a própria corrida como exemplo do vínculo que continuava mantendo com Minas. O evento, ainda no campo dos planos, aparecia como uma maneira de permanecer próximo da cidade mesmo com outra rotina profissional.
A realização da prova acrescentou um fato concreto a essa relação. A recepção na Pampulha oferece um registro público de afeto, embora não permita presumir que todos os torcedores tenham a mesma avaliação sobre a saída ou sobre as declarações do jogador.
Também seria inadequado transformar o encontro em indicação de uma negociação esportiva. A visita ocorreu para uma iniciativa anunciada anteriormente, com programação própria e finalidade beneficente, sem que a corrida representasse qualquer anúncio sobre seu futuro no futebol.
Uma manhã que aproximou públicos diferentes
Depois da prova, Hulk também destacou a presença de torcedores de outros times. O agradecimento ampliou o sentido do evento, que tinha a imagem de um ídolo atleticano como principal referência, mas permitia a participação de pessoas com outras relações com o futebol.
Essa é uma característica interessante das iniciativas esportivas organizadas em torno de jogadores. A admiração pode atrair o público inicialmente, enquanto a atividade oferece uma experiência compartilhada que não exige concordância sobre resultados, escalações ou rivalidades.
O caráter solidário integra essa proposta. Conforme a divulgação do evento, a arrecadação seria destinada a instituições de caridade, vinculando a mobilização em torno do atacante a uma finalidade que continuaria depois da entrega das medalhas.
Os valores efetivamente arrecadados e a distribuição dos recursos, porém, dependem de divulgação dos organizadores. Sem esses dados, o alcance financeiro da ação ainda não pode ser dimensionado apenas pela presença de participantes ou pela repercussão nas redes sociais.
Atlético aparece na memória que acompanha o jogador
Para o torcedor do Galo, a cena guarda uma familiaridade evidente: o nome do atacante sendo repetido coletivamente. Na Pampulha, esse gesto apareceu associado a uma corrida e à convivência com o ídolo, ampliando os lugares em que a memória de sua passagem pelo clube pode ser compartilhada.
A continuidade dessa iniciativa dependerá dos próximos passos da organização e de eventuais novas edições. A primeira já deixou um registro de como uma relação construída no futebol pode sustentar encontros na cidade mesmo depois que o jogador passa a defender outra camisa.


