A volta de Bernard ao Atlético mexeu profundamente com o coração da torcida alvinegra. O retorno do grande ídolo formado na base representou o resgate de uma parte muito vitoriosa da história. No entanto, o aspecto financeiro dessa repatriação surpreendeu muita gente nos bastidores do futebol.
Apesar de sua vasta bagagem internacional, o salário de Bernard no Atlético é menor que o dos principais nomes do elenco, e seu valor no mercado da bola também. Para entender essa dinâmica, precisamos olhar de perto a atual estratégia de mercado do Galo e a postura do próprio atleta.
O esforço financeiro para o retorno
Quando decidiu deixar o futebol europeu, o jogador tinha em mãos um cenário extremamente confortável no Panathinaikos, da Grécia. Seus vencimentos giravam na casa de 1,5 milhão de euros por ano. Esse montante representava um valor considerável e ainda contava com isenções fiscais atrativas.
Porém, o desejo de retornar a Belo Horizonte falou muito mais alto no momento das negociações. O meia-atacante aceitou uma forte redução em seus ganhos mensais para viabilizar o tão aguardado negócio. Ele precisou adequar seus pedidos à atual realidade orçamentária da SAF do clube mineiro. Hoje, o seu contracheque fica posicionado em uma faixa intermediária dentro do grupo de jogadores.
A realidade da folha salarial alvinegra

O Galo possui hoje uma das folhas de pagamento mais robustas de todo o país. O custo total com o departamento de futebol costuma ultrapassar a expressiva marca de R$ 20 milhões por mês. Nos últimos tempos, a equipe passou por grandes reformulações em sua estrutura.
A saída de atacantes de muito peso e de salários estratosféricos, como Hulk e Paulinho, promoveu um claro alívio na folha salarial da instituição. Contudo, mesmo com essas saídas de forte impacto financeiro, Bernard não assumiu o posto de atleta mais bem pago. O topo da pirâmide salarial alvinegra foi preenchido por outras contratações de peso. Os principais protagonistas do time costumam possuir vencimentos bem acima da marca de R$ 1 milhão mensais.
Custo-benefício invejável e foco no campo

Bernard fatura valores mais modestos e se posiciona de forma muito discreta nos bastidores do clube. O contrato do ídolo foi avaliado pela diretoria como uma excelente e sustentável oportunidade de mercado. Para a cúpula do Atlético, o acordo firmado gerou um custo-benefício absolutamente invejável. O jogador entrega muita vivência técnica de futebol europeu sem colocar a saúde financeira da SAF em risco.
Enquanto a grande maioria das repatriações no Brasil exige salários astronômicos, o clube mineiro conseguiu trazer um ídolo histórico por um valor totalmente equilibrado. Esse cenário financeiro também acaba sendo muito benéfico para o próprio jogador no dia a dia.
Como o seu ordenado não é o maior da equipe, a pressão externa acaba sendo muito mais dividida. Bernard pode focar totalmente em entregar qualidade, passes e armação dentro das quatro linhas. Ele deixa a cobrança excessiva para as peças mais caras do atual elenco alvinegro. Assim, o jogador constrói um ambiente mais tranquilo para brilhar novamente na sua casa.





