A Cidade do Galo voltou a receber movimento de bola nesta segunda-feira. O elenco do Atlético se reapresentou após o período de férias concedido com a pausa do calendário para a Copa do Mundo. Entre os rostos no primeiro treino, um chamou atenção pela novidade: o zagueiro Léo Duarte.
A presença dele marca o início de uma nova fase. Depois de seis temporadas no futebol europeu, o defensor volta a vestir uma camisa brasileira em definitivo.
A chegada que selou o primeiro reforço da janela
Léo Duarte é o primeiro reforço oficial do Atlético para o segundo semestre. O acerto foi anunciado ainda no início de junho, quando o zagueiro encerrou o vínculo com o İstanbul Başakşehir, da Turquia. O contrato com o clube mineiro tem validade até dezembro de 2029, três anos e meio de vínculo.
A assinatura definitiva dependia apenas da aprovação dos exames médicos. Eles estavam previstos justamente para o período de retorno das férias, e tudo correu dentro do esperado para a reapresentação.
Revelado pelo Flamengo, Léo Duarte tem trajetória sólida. Foi promovido ao profissional ainda em 2016 e se firmou como titular do Rubro-Negro em 2018. No ano seguinte, deixou o Brasil para defender o Milan, da Itália. De lá, seguiu para a Turquia, onde se tornou capitão do İstanbul Başakşehir e somou mais de 200 partidas pelo clube.
O próprio técnico turco, Nuri Şahin, fez questão de elogiar publicamente o zagueiro antes da saída. Destacou a postura discreta e o respeito conquistado dentro do grupo. Para o Atlético, esse tipo de relato pesa tanto quanto qualquer estatística.
Uma contratação pensada para resolver um problema específico
Reforçar o sistema defensivo era prioridade clara da diretoria. O Atlético já havia investido em outros zagueiros nas janelas recentes, como Lyanco, Iván Román e Ruan Tressoldi. O detalhe é que todos eles, assim como Léo Duarte, atuam preferencialmente pelo lado direito da defesa.
Isso deixa o setor com um desequilíbrio que chama atenção. Com a saída do paraguaio Alonso, Vitor Hugo passou a ser o único zagueiro do elenco que joga naturalmente pela esquerda.
Na leitura do Moon BH, esse é um sinal de que a contratação resolve uma dor, mas abre outra. O Atlético ganhou profundidade pelo lado direito, mas ainda precisa equilibrar a zaga como um todo antes do meio de ano avançar.
O cenário da reapresentação
Nem todo o elenco esteve presente no primeiro dia de trabalhos. Jogadores convocados para defender suas seleções na Copa do Mundo ficaram de fora, caso do meia Alan Franco, do atacante Alan Minda e do lateral-direito Natanael, todos do Equador. O retorno deles ao clube depende diretamente da campanha do país na competição.
Outras situações também seguem indefinidas. O zagueiro Iván Román, o atacante Dudu e os meias Reinier e Igor Gomes têm futuro incerto no Atlético. Já a saída do zagueiro Alonso está confirmada, o que reforça a urgência por mais reposições na defesa.
O técnico Eduardo Domínguez já havia sinalizado, antes da pausa, que pretendia discutir o elenco com a diretoria. Disse que o grupo precisa de “algumas saídas e chegadas” e que o clube “não pode errar nas características” dos próximos reforços.
O calendário até a volta às competições

Apesar da reapresentação já ter começado, o Atlético ainda tem cerca de um mês de preparação até voltar a campo. O primeiro compromisso oficial está marcado para 22 de julho, contra o Bahia, na Arena MRV.
É tempo suficiente para Léo Duarte se adaptar ao novo grupo e ao estilo de trabalho de Domínguez. Também é tempo para a diretoria buscar outras peças, principalmente pelo lado esquerdo da zaga, onde a carência é mais evidente.
O torcedor atleticano observa esse início de trabalhos com expectativa moderada. Há otimismo com a chegada de um zagueiro experiente e com currículo internacional. Mas também existe a consciência de que o time ainda não está completo para os desafios do segundo semestre.





