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Atlético gasta mais de R$ 20 milhões com Dudu e Scarpa e pode adotar medida que a Globo tomou

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O Atlético tinha em Hulk seu maior jogador do século, e ele recebia adequadamente perante o posto e em todas as contribuições que deu ao futebol mineiro, mas agora, pelo que o Moon BH apurou, a onda de grandes salários está chegando ao fim e o clube quer manter patamares mais próximos a sua realidade, mesmo que isto lhe custe ir à campo sem grandes figurões. Dudu e Scarpa entram nessa equação.

Para um clube em dívidas quase que impagáveis, é preciso ter coragem de mudar, mesmo que de forma impopular. Vamos fazer um paralelo a outro setor: a TV Globo precisou promover um ajuste orçamentário há alguns anos, demitindo alguns de seus grandes nomes do elenco, cortando custos e remanejando verbas.

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Isso por que o cenários que se estabeleceu durante décadas mudou e era necessário para seguir em frente. O Galo percorre o mesmo caminho, mesmo que de forma diferente e em um setor diferente. Por isso avalia dois cenários para Dudu e Gustavo Scarpa nesta temporada.

O Moon BH trouxe algumas informações sobre os vencimentos dos atletas, quanto valem e a importância que cada um tem.

Quanto Scarpa e Dudu ganham no Atlético

Os salários individuais não são divulgados oficialmente pelo clube. Os valores disponíveis são estimativas de mercado, com base em fontes como Salary Sport, Goal e Transfermarkt.

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Dentro dessa leitura, o top 5 de maiores salários estimados do Atlético após a saída de Hulk ficaria assim:

JogadorSalário estimado/mês
ScarpaR$ 1,1 milhão
MayconR$ 1 milhão
DuduR$ 900 mil
Júnior AlonsoR$ 700 mil
BernardR$ 600 mil

Juntos, Scarpa e Dudu custariam cerca de R$ 2 milhões por mês ao Atlético — sem contar bônus, encargos, direitos de imagem e variáveis contratuais. Em 12 meses, só os vencimentos-base estimados representam algo próximo de R$ 24 milhões.

O problema não é o valor isolado. É a relação entre custo e entrega. Os dois estão na faixa salarial de protagonistas, mas não vivem um momento de protagonistas.

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Quanto eles valem no mercado hoje

Quando a análise passa de salário para valor de mercado, o contraste fica mais claro.

O Transfermarkt avalia o elenco do Atlético em € 87,1 milhões. Os cinco jogadores mais valiosos são Renan Lodi (€ 11 mi), Mateo Cassierra (€ 8 mi), Victor Hugo (€ 7 mi), Tomás Cuello (€ 6 mi) e Alexsander (€ 5,5 mi).

Scarpa aparece mais abaixo, avaliado em € 4,5 milhões. Dudu está ainda mais abaixo: € 800 mil — reflexo da idade e da curva natural de mercado para um atacante de 34 anos.

Esse contraste é o ponto central do dilema atleticano. Scarpa ganha como estrela, mas já não está entre os ativos mais valiosos. Dudu tem salário alto e valor de revenda baixo. Para uma SAF em processo de ajuste fiscal, essa diferença entre folha e retorno esportivo vira pressão real. Mas então a dúvida é o que fazer com eles e como administrar uma venda ou permanência no clube.

Estes dois cenários são diferentes para Scarpa e para Dudu. Isso por que eles chegaram de formas distintas e estão em fases igualmente diferentes.

O caso Scarpa: lesão no pior momento

Foto: Pedro Souza / Atlético

Scarpa passou por artroscopia no joelho direito para retirada de um fragmento solto, realizada pelos médicos Rodrigo Lasmar e Rodrigo Barreiros no Hospital Mater Dei. O clube não divulgou prazo de retorno.

A cirurgia chegou no momento mais delicado para uma possível venda. O meia de 32 anos já aparecia como nome negociável na janela do meio do ano, mas qualquer interessado agora terá que avaliar um jogador em recuperação cirúrgica, com pouca sequência recente e salário de protagonista.

No Brasileirão, Scarpa havia disputado apenas dez partidas. Com a lesão, dificilmente atingirá o limite de 13 jogos que impediria uma transferência para outro clube da Série A — o que mantém a porta do mercado nacional aberta, mas reduz o poder de negociação do Atlético.

Na prática, a cirurgia não impede a saída. Mas muda as condições. Um clube interessado pode pedir desconto, empréstimo com divisão salarial, metas por produtividade ou simplesmente esperar a recuperação antes de avançar.

O caso Dudu: mais fácil de movimentar, mas difícil de vender caro

Foto: Pedro Souza / Atlético

Dudu parece mais fácil de negociar do que Scarpa — não pelo valor de venda, mas pela disponibilidade física. O atacante não está lesionado, mas também não conseguiu se impor como peça central depois de deixar o Palmeiras.

Com salário estimado em R$ 900 mil mensais e valor de mercado de apenas € 800 mil, a lógica de uma transferência definitiva por valor expressivo não existe. O retorno financeiro de uma venda seria pequeno.

O que faz sentido é o alívio da folha. Liberar Dudu abriria espaço salarial, reduziria pressão no vestiário e permitiria ao Atlético buscar um atacante mais jovem e mais alinhado ao modelo de Domínguez.

O obstáculo é encontrar comprador disposto a bancar perto de R$ 900 mil mensais por um jogador de 34 anos. O cenário mais realista pode envolver rescisão negociada, empréstimo com parte do salário absorvida pelo Atlético ou saída para mercado alternativo.

Nossa análise: não é fácil abrir mão de dois grandes nomes, com currículos que falam por si só, mas é um ajuste que o Galo precisa fazer se quiser seguir o exemplo da Globo, que mesmo após o período mais turbulento da sua história viu a receita e o lucro crescerem com as mudanças. Se são tempos diferentes, é preciso tomar atitudes diferentes.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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