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Flamengo recebeu uma boa notícia que virou dor de cabeça no Brasileirão

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A transferência frustrada de Gonzalo Plata para o Dínamo Moscou criou um problema que o Flamengo não teria caso a venda fosse concluída. Com o retorno do equatoriano e as chegadas de Anthony Valencia e Joaquín Freitas, o elenco rubro-negro passou a contar com 10 jogadores estrangeiros, um a mais do que pode ser relacionado em partidas do Campeonato Brasileiro.

A regra permite até nove estrangeiros na relação de cada jogo das competições nacionais. Isso significa que, quando todos estiverem disponíveis, Leonardo Jardim precisará escolher pelo menos um deles para ficar fora até mesmo do banco, cenário detalhado pelo ge ao analisar a nova composição do elenco rubro-negro.

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Flamengo chegou a 10 estrangeiros de sete nacionalidades

A lista atual reúne jogadores distribuídos por diferentes setores. São os argentinos Rossi e Joaquín Freitas; os uruguaios Varela, Arrascaeta e De La Cruz; o chileno Erick Pulgar; o colombiano Jorge Carrascal; o espanhol Saúl Ñíguez; e os equatorianos Gonzalo Plata e Anthony Valencia.

Jorginho não entra nessa conta porque nasceu no Brasil, apesar de também possuir cidadania italiana. Assim, a chegada dos dois reforços e a permanência inesperada de Plata fizeram o Flamengo ultrapassar exatamente em uma vaga o limite utilizado no Brasileirão, conforme também apontou o UOL ao analisar o número de estrangeiros do elenco.

O problema não existia quando a janela estava sendo planejada. Plata havia se despedido do clube e viajado para a Rússia, enquanto o Flamengo avançava nas contratações de Valencia e Freitas como parte da reorganização do elenco para a reta final do ano.

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De La Cruz adia o problema, mas não o resolve

Foto: Divulgação/ Flamengo X

Leonardo Jardim não precisará necessariamente cortar um estrangeiro imediatamente porque De La Cruz está fora por problema físico. Enquanto algum dos dez nomes estiver indisponível, o Flamengo consegue manter os demais na relação sem estourar o limite.

A situação muda quando todos estiverem recuperados e em condições de jogo. Nesse cenário, a escolha deixa de ser provocada por lesão ou suspensão e passa a ser uma decisão técnica obrigatória, mesmo que o treinador desejasse contar com todos no banco.

Esse detalhe ganha peso porque os estrangeiros não estão concentrados apenas entre reservas ou jovens em adaptação. A relação inclui Rossi, Arrascaeta, Pulgar e Carrascal, além de jogadores contratados recentemente e peças que disputam vagas em praticamente todos os setores da equipe.

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O Flamengo já conviveu em 2026 com dificuldade para colocar suas principais peças do meio-campo simultaneamente em campo. O Moon BH mostrou que Pulgar, Jorginho, Lucas Paquetá e Arrascaeta jogaram juntos durante apenas 175 minutos em toda a temporada, principalmente por problemas físicos que impediram uma sequência do quarteto.

Agora surge uma limitação diferente. Mesmo que o departamento médico fique vazio, o regulamento pode impedir Jardim de levar todas as opções estrangeiras para uma mesma partida nacional.

Rossi pode acabar resolvendo a conta

Foto: ( Marcelo Cortes/ Flamengo)

Existe uma saída que independe da venda de algum jogador. Rossi está em processo para obter a cidadania brasileira, procedimento iniciado anteriormente com apoio do Flamengo.

Caso a naturalização seja concluída e produza os efeitos necessários para sua inscrição nas competições nacionais, o goleiro deixaria de ocupar uma das vagas destinadas a estrangeiros. O elenco voltaria, então, ao limite sem que Leonardo Jardim precisasse excluir outro jogador da relação exclusivamente por causa da nacionalidade.

A solução teria peso adicional porque Rossi segue tratado como uma das principais opções do Flamengo para o gol. Retirá-lo de uma partida apenas para ajustar a conta de estrangeiros dificilmente seria uma solução esportivamente confortável.

Enquanto a questão documental não estiver resolvida, porém, a comissão técnica precisa trabalhar considerando dez jogadores para nove espaços disponíveis nas competições nacionais.

Problema nasceu de uma venda que já parecia concluída

O curioso é que a situação não foi criada simplesmente por uma decisão do Flamengo de ultrapassar deliberadamente o limite. Ela nasceu porque uma saída tratada praticamente como concluída deixou de acontecer depois que o clube já havia tomado outras decisões no mercado.

Plata chegou a viajar para Moscou, mas o Dínamo desistiu da contratação depois dos exames médicos. O clube russo apontou uma questão relacionada ao joelho direito do equatoriano, avaliação contestada pelo Flamengo, que considera o jogador apto para atuar em alto rendimento.

O retorno ocorreu quando Valencia e Freitas já faziam parte do planejamento. O próprio Moon BH mostrou que o Flamengo se preparou para perder Plata e acabou podendo terminar a janela com os três atacantes.

Aquilo que inicialmente seria uma reorganização das peças acabou aumentando o elenco sem retirar o jogador cuja saída havia ajudado a desencadear os movimentos posteriores.

Para Leonardo Jardim, ter mais uma alternativa pode ser esportivamente útil durante uma reta final com Brasileirão e Libertadores. A consequência, porém, é objetiva: quando os dez estrangeiros estiverem disponíveis, pelo menos um deles não poderá ser relacionado para a partida nacional.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.