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Flamengo só cogita venda por valor fora da curva: clubes do exterior querem Rossi

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Agustín Rossi voltou a entrar no radar de clubes estrangeiros, mas o Flamengo não pretende negociar o goleiro neste momento. Mesmo após um primeiro semestre com falhas e cobrança da torcida, o argentino segue respaldado por Leonardo Jardim e é tratado internamente como titular da posição.

O cenário coloca o Rubro-Negro diante de uma decisão comum em elencos de alto nível: quando um jogador importante recebe sondagens, a venda só passa a fazer sentido se o valor compensar a perda esportiva imediata. No caso do camisa 1, essa conta é ainda mais sensível porque o mercado de goleiros costuma ser mais difícil, e uma reposição pronta dificilmente aparece sem custo alto.

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Rossi tem contrato até dezembro de 2027 e valor de mercado de € 10 milhões, segundo o Transfermarkt. Na cotação atual, isso representa algo em torno de R$ 60 milhões. O número ajuda a explicar por que as ofertas recentes ficaram abaixo do que a diretoria considera suficiente para abrir negociação.

O Besiktas, da Turquia, é o interessado mais concreto e recorrente. O clube já fez movimentos pelo goleiro em diferentes momentos, mas não conseguiu convencer a Gávea. O River Plate também monitora a situação, embora ainda não haja proposta formal colocada na mesa. Além disso, o nome do argentino já apareceu em consultas ligadas ao futebol italiano, especialmente pela Udinese, e em mercados com maior poder salarial.

Rossi tem mercado, mas Flamengo não quer perder titular

A posição da diretoria, hoje, é de resistência. O ge informou que o clube não tem intenção de vender o goleiro no meio da temporada e só avaliaria uma saída em caso de proposta muito vantajosa, somada à chegada imediata de outro titular.

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O Flamengo não considera Rossi inegociável em qualquer cenário, mas entende que vender agora abriria um problema esportivo. Andrew ainda não está à frente do argentino na hierarquia, e Dyogo Alves é tratado como nome de formação. Ou seja, o clube não teria uma substituição simples dentro do próprio elenco.

O goleiro terminou o semestre pressionado. Teve falhas em sequência, foi alvo de críticas e viu parte da torcida pedir mudanças na posição. Ainda assim, a comissão técnica manteve a confiança. Leonardo Jardim já indicou que vê o momento como uma oscilação, não como perda definitiva de posto.

A avaliação interna pesa o histórico. Desde que se firmou como titular, Rossi acumulou títulos e partidas decisivas. São 176 jogos pelo clube, com 102 vitórias, 43 empates e 31 derrotas, além de 128 gols sofridos, segundo levantamento feito pelo Moon BH. No período, conquistou três Cariocas, uma Copa do Brasil, uma Supercopa do Brasil, uma Libertadores e um Brasileirão.

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Foto: ( Marcelo Cortes/ Flamengo)

Em 2026, o recorte é menos dominante, mas ainda relevante: 28 partidas e 27 gols sofridos. O número mostra que a fase recente não foi tão segura quanto a de 2025, mas também não transforma o jogador em um problema simples de resolver. Para a diretoria, trocar de goleiro no meio do ano exigiria mais do que atender à pressão de momento.

Quanto seria irrecusável para o Flamengo

Pelo cenário atual, uma proposta irrecusável dificilmente seria inferior a € 12 milhões. Esse valor colocaria a operação acima da avaliação de mercado do goleiro e daria ao clube margem para buscar reposição. Ainda assim, o patamar ideal para o Rubro-Negro provavelmente estaria entre € 12 milhões e € 15 milhões, dependendo da forma de pagamento. Em reais, a faixa ficaria aproximadamente entre R$ 72 milhões e R$ 90 milhões.

A conta precisa considerar quatro fatores. O primeiro é o contrato até o fim de 2027, que dá poder de negociação, mas não é tão longo a ponto de permitir total tranquilidade. O segundo é a idade: aos 30 anos, Rossi ainda tem bons anos como goleiro, mas já não se encaixa no perfil de ativo jovem de revenda.

O terceiro é o custo esportivo. O Fla teria de encontrar um titular pronto no mercado, e goleiros desse nível raramente saem baratos no meio da temporada. O quarto é o momento do elenco. A equipe tem competições importantes pela frente e não quer mexer de forma brusca em uma posição de confiança.

Por isso, ofertas na casa de € 5 milhões ou € 6 milhões não parecem suficientes. Mesmo a cifra de € 8,5 milhões, citada como tentativa anterior dos turcos, ficaria próxima do limite de discussão, mas ainda abaixo de uma venda confortável. Para abrir mão do titular, a diretoria precisaria de algo acima do mercado ou de uma composição com bônus, metas e pagamento rápido.

Também há o lado do jogador. Um contrato longo no exterior, principalmente na Turquia, Itália ou Oriente Médio, pode ser financeiramente atrativo. Mas Rossi já indicou em diferentes momentos que está adaptado ao Brasil e há conversas para valorização e eventual renovação. Essa negociação pode ser usada pelo clube como forma de blindagem.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.

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