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Sigma Lithium divulgará números do 3º trimestre em novembro após paralisação em Minas

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A Sigma Lithium informou à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, que publicará até 13 de novembro os indicadores operacionais e financeiros referentes ao terceiro trimestre de 2026. O balanço abrange o período marcado por paralisações nas atividades de extração e beneficiamento de lítio no complexo Grota do Cirilo, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

O documento protocolado especifica a divulgação de cinco métricas principais: volume de produção, volume de vendas, preço médio realizado, custos operacionais e posição de caixa. A companhia não confirmou a publicação das demonstrações financeiras completas na mesma data, formato adotado no trimestre anterior, quando realizou teleconferência com investidores.

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O impacto do TAC na produção e nos custos

O desempenho de julho a setembro refletirá diretamente a suspensão parcial das atividades industriais e de mineração iniciada na semana de 17 de julho. A inatividade ocorreu durante a negociação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Governo de Minas Gerais, motivada por autuações ambientais que somaram US$ 540 mil (multas contestadas pela empresa). A operação foi retomada em 21 de agosto, após a assinatura do acordo. Durante o intervalo, a Sigma manteve apenas a comercialização de finos de lítio oriundos de reprocessamento.

Os indicadores do terceiro trimestre testarão a manutenção dos ganhos de eficiência registrados no período imediatamente anterior. No segundo trimestre, a mineradora obteve seu melhor desempenho no ano: produziu 35,4 mil toneladas de concentrado de óxido de lítio (alta de 50% na base sequencial) e vendeu 24,4 mil toneladas. A receita líquida atingiu US$ 54,7 milhões, com o preço realizado em US$ 2.089 por tonelada. O custo total (AISC) havia recuado para US$ 668 por tonelada.

Renegociação de dívida e liquidez

A posição de caixa será o principal termômetro financeiro após mais de 30 dias de operações interrompidas. Ao fim de junho, a companhia detinha US$ 16,7 milhões em caixa e equivalentes, frente a uma dívida total de US$ 136,1 milhões.

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Em 23 de outubro, a Sigma aliviou o fluxo de caixa de curto prazo ao rolar uma dívida garantida de US$ 100 milhões com a Synergy Capital. O vencimento foi postergado de dezembro de 2026 para junho de 2027, mantendo as condições atreladas à taxa SOFR mais 6,95% ao ano. A empresa declarou que seu endividamento total havia recuado para US$ 125 milhões em outubro (redução de 40% em dois anos).

O balanço também capturará o início de um segundo entrave jurídico. Em 30 de setembro, último dia do terceiro trimestre, a produção foi novamente paralisada por uma liminar de primeira instância que questionou as licenças ambientais do projeto. A operação foi retomada em 6 de outubro após o Tribunal Regional Federal (TRF) assegurar a validade do licenciamento. Até 22 de outubro, a mineradora registrava a produção de 7.090 toneladas nessa nova etapa.

A despeito dos obstáculos operacionais e jurídicos, a Sigma Lithium ratificou a projeção de alcançar 330 mil toneladas de concentrado de lítio em capacidade anualizada até o fim de 2027. O plano estratégico da companhia prevê uma segunda etapa de expansão na planta mineira para 580 mil toneladas anuais e uma terceira fase projetada para 830 mil toneladas.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.