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Um único hospital em BH gerou a fortuna de R$ 2,2 bilhões da família dona do Mater Dei

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A família responsável por transformar um único hospital no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte, em uma das redes privadas de saúde mais valiosas do Brasil consolidou sua posição no mais recente levantamento nacional de bilionários. A revista Forbes estima em R$ 2,2 bilhões o patrimônio líquido de Henrique Moraes Salvador Silva e sua família, controladores e arquitetos da expansão nacional da Rede Mater Dei de Saúde.

Embora carregue a projeção pública da fortuna, Henrique pertence à segunda geração da família. O Mater Dei original foi idealizado e inaugurado na capital mineira em 1980 pelos seus pais, os médicos José Salvador Silva e Norma Salvador. Henrique comandou o forte processo de expansão da companhia pelas últimas décadas e atualmente preside o Conselho de Administração do grupo, tendo passado o bastão executivo para a terceira geração.

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Na lista da edição brasileira de 2026, a avaliação patrimonial permaneceu estável em R$ 2,2 bilhões, exatamente a mesma cifra apontada no levantamento do ano anterior, quando o grupo ocupou a 171ª colocação no ranking de bilionários. A estabilidade na fotografia da fortuna contrasta fortemente com o momento de extrema velocidade e capilaridade vivido pelos negócios da empresa na economia real.

Receitas recordes impulsionam a rede fora de Minas

Enquanto o patrimônio estimado não oscilou, a operação da Mater Dei rompeu tetos históricos. O balanço financeiro relativo ao segundo trimestre de 2026 revelou uma receita líquida recorde de R$ 613,6 milhões, um salto de 12,4 por cento na comparação anual. O desempenho do lucro líquido ajustado chamou ainda mais atenção ao registrar uma explosão de 66,1 por cento, atingindo R$ 45 milhões no período.

O crescimento robusto se deve em grande parte ao foco no atendimento “premium” focado na alta complexidade, aliado a um salto agressivo para praças fora de Minas Gerais.

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O projeto mais ambicioso até agora foi inaugurado em 2022 em Salvador, na Bahia, marcando a primeira unidade construída do zero fora do berço mineiro. O hospital na capital baiana cresceu estrondosos 30 por cento em receita apenas no último ano, e o volume de pacientes do setor oncológico disparou incríveis 133 por cento.

Nas unidades que o grupo adquiriu no mercado (como o Hospital Santa Genoveva, em Uberlândia, o EMEC, em Feira de Santana, e a unidade Mater Dei em Goiânia), as receitas também quebraram todos os recordes históricos da companhia. Somando todas essas peças, a taxa de ocupação da rede hoje encosta em excelentes 84 por cento, mesmo com a empresa adicionando novos leitos rotineiramente.

A chegada ao mercado mais rico do Brasil

Hospital Mater Dei
Hospital Mater Dei em expansão

Com quase 2 mil leitos de capacidade instalada e operações consolidadas no Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, a Mater Dei prepara seu desembarque estratégico mais relevante desde o IPO milionário de 2021. O grupo traçou a meta de fincar bandeira no disputado mercado de saúde privada da cidade de São Paulo.

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O CEO José Henrique Salvador, integrante da terceira geração no comando executivo, revelou que o primeiro hospital da rede na capital paulista deve iniciar operações entre o final de 2028 e o começo de 2029, situado no bairro de Santana, na Zona Norte.

A localização não é acidental: a empresa mapeia a correlação exata entre o tamanho da população, a renda média e a carência de equipamentos hospitalares de alto padrão. Somente Santana e seu entorno abrigam um mercado de quase 2 milhões de pessoas.

A diretoria já sinalizou que o desembarque em solo paulista não se limitará a um projeto isolado e que novas prospecções imobiliárias estão em andamento. Mesmo com a Forbes estabilizando a estimativa pública da riqueza familiar em R$ 2,2 bilhões, a fotografia operacional conta uma história muito mais dinâmica, mostrando que os bilhões vindos da operação mineira estão prontos para desbravar o mercado mais exigente e concorrido do Brasil.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.