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Vale fará leilão de três helicópteros executivos com lances pela internet em setembro

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A Vale colocou três helicópteros executivos da fabricante Airbus à venda em leilão público marcado para o dia 30 de setembro, conduzido pelo Palácio dos Leilões, em Minas Gerais. O lote reúne duas aeronaves com mais de duas décadas de uso e um modelo VIP de maior porte, cujas propostas combinadas já somam R$ 35,42 milhões no sistema da casa de leilões.

Como o pregão permanece aberto e recebe lances até o fim do mês, as cifras registradas na plataforma são provisórias e não representam os preços finais de venda. Os lotes continuam sujeitos a alterações normais de certames dessa natureza, mas a movimentação dos compradores já movimenta dezenas de milhões de reais no mercado de aviação corporativa.

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Os três helicópteros colocados à venda pela Vale

A relação oficial identifica aeronaves que atuaram por anos no apoio às operações logísticas e corporativas da companhia, com histórico de voos frequentes pelo Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, e pela região mineral de Carajás, no Pará.

  • Airbus EC155B1 (prefixo PR-VSA): Fabricado em 2010, com número de série 6886, é o equipamento de maior valor individual do pregão. Configurado para transporte executivo VIP, o modelo registrou lance de R$ 16,32 milhões. A aeronave biturbina média pertence à família Dauphin, utiliza dois motores Turbomeca Arriel 2C2, atinge velocidade de cruzeiro de cerca de 267 km/h e tem alcance operacional próximo a 850 quilômetros.
  • Airbus EC135P2 (prefixo PR-HZA): Montado em 2005, com número de série 408, acumulava 21 lances e alcançou o patamar de R$ 11,345 milhões. O helicóptero operou com frequência a partir de bases em Minas Gerais.
  • Airbus EC135P2 (prefixo PR-HZB): Também com ano de fabricação 2005 e número de série 422, apresentava lance de R$ 7,752 milhões na consulta recente, após ter aberto a disputa com valor inicial estipulado em R$ 6,936 milhões. O modelo tem histórico documentado de atendimento logístico à operação da mineradora em Carajás.

Parâmetros de mercado e avaliação técnica

Os dois modelos EC135 são equipamentos de porte compacto, equipados com motores Pratt & Whitney PW206B2, velocidade estimada em 123 nós e autonomia para até 282 milhas náuticas. O arranjo de cabine tradicional abriga dois tripulantes e até cinco passageiros em configuração executiva.

O EC155B1 ocupa uma categoria superior em espaço interno e capacidade de carga. No mercado internacional de usados, a mediana de preço para unidades do EC155B1 fabricadas em 2010 gira em torno de US$ 7 milhões, valor equivalente a cerca de R$ 36 milhões na conversão cambial direta.

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A diferença em relação aos R$ 16,32 milhões ofertados no leilão decorre de critérios estritamente técnicos do setor aéreo. O valor de mercado de aeronaves executivas de segunda mão é balizado por fatores específicos de manutenção: contagem de horas voadas da célula, ciclos de motores disponíveis, proximidade de grandes revisões programadas, data de vencimento de componentes de vida limite e pacote tecnológico de aviônicos instalado.

Renovação da frota aérea corporativa

A desmobilização dos três aparelhos coincide com um movimento de atualização tecnológica e etária da aviação corporativa da empresa. As duas unidades do modelo EC135 completaram 21 anos de fabricação, enquanto o EC155 atingiu 16 anos de operação em 2026.

Registros aeronáuticos públicos indicam que a mineradora incorporou recentemente helicópteros de gerações mais novas. Entre as adições constam dois modelos Airbus H145: uma unidade de matrícula PR-HAJ, fabricada em 2021 com capacidade para nove passageiros, e outra de prefixo PS-CKS, montada em 2025.

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A venda em lote também se alinha a ajustes prévios na frota de asas fixas da companhia. Em março de 2025, a mineradora negociou seu jato de longo alcance Bombardier Global Express XRS por cerca de R$ 87 milhões, substituindo o avião por um Embraer Praetor 500, com foco na eficiência de custos operacionais. Com o leilão marcado para o final de setembro, as três aeronaves encerram seu histórico de voos a serviço da mineradora em Minas Gerais e no Norte do país para serem integradas a novos operadores privados.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.