O empresário mineiro Rubens Menin alcançou a marca de R$ 9,2 bilhões em patrimônio na nova edição da Lista Forbes de Bilionários Brasileiros de 2026. Com essa avaliação, o fundador da MRV e do Banco Inter assumiu a trigésima sexta posição entre as maiores fortunas do país. O levantamento revela uma dinâmica curiosa. Menin viu sua riqueza encolher em relação ao ano anterior, mas conseguiu subir um degrau na classificação nacional.
Em 2025, a publicação atribuía ao empresário um patrimônio de R$ 9,8 bilhões, deixando o executivo na trigésima sétima colocação. A retração de 6,1 por cento não impediu seu avanço na lista, visto que o ranking final depende das oscilações conjuntas de todos os outros bilionários brasileiros.
No setor de construção civil, Menin permanece como a segunda maior potência do país, posicionado atrás apenas de Fábio Auriemo, da JHSF, detentor de R$ 10 bilhões.
A base da fortuna e os negócios diversificados
A origem da riqueza de Rubens Menin está ancorada em participações societárias no mercado financeiro e imobiliário. Na construtora MRV, documentos públicos registrados em março de 2026 apontam que o empresário detém 183,4 milhões de ações ordinárias, fatia equivalente a 32,6 por cento do capital da companhia.
Pela cotação adotada pela Forbes, na qual a construtora foi avaliada em R$ 3,18 bilhões na bolsa de valores, essa participação isolada representa pouco mais de R$ 1 bilhão.
Os negócios do executivo vão muito além das obras. O empresário possui investimentos expressivos no Banco Inter, na empresa de logística LOG, em empreendimentos imobiliários paralelos e na produção internacional de vinhos. Além disso, comanda um conglomerado de comunicação focado em jornalismo esportivo e hard news, atuando como fundador da CNN Brasil e proprietário da Rádio Itatiaia, sendo também um dos principais investidores da SAF do Atlético. Esse ecossistema gigante justifica a presença contínua do executivo nas badaladas listas mundiais de riqueza.
Metodologia explica por que o valor é uma estimativa

A metodologia de cálculo da revista ajuda a compreender por que a cifra de R$ 9,2 bilhões funciona estritamente como uma estimativa e não como um inventário contábil exato. O levantamento da fortuna utiliza dados abertos e a cotação das ações na bolsa de valores, adotando a data de corte de 30 de junho de 2026 para registrar as movimentações e os valores de mercado.
Essa sistemática metodológica confere precisão para ativos listados abertamente no mercado de capitais, mas impõe fortes limitações na hora de precificar empresas de capital fechado e bens particulares, como aeronaves privadas, embarcações, imóveis de lazer e obras de arte. Como a revista atua baseada em informações verificáveis, bens puramente pessoais acabam ficando de fora da soma final.
O valor divulgado pela Forbes retrata a fotografia oficial do poderio econômico do empresário em um momento bastante específico do ano.
Mesmo lidando com a perda nominal de R$ 600 milhões na comparação direta com o levantamento anterior, Rubens Menin preserva sua posição de destaque no capitalismo nacional, mantendo o controle acionário de corporações vitais que ditam o ritmo da economia e da geração de empregos no estado de Minas Gerais.


