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CNN de Rubens Menin supera Globo em ranking da Universidade de Oxford

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A CNN Brasil, controlada pelo empresário mineiro Rubens Menin, apareceu no topo do ranking de confiança entre marcas jornalísticas no Brasil no Digital News Report 2026, estudo anual produzido pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, ligado à Universidade de Oxford.

Segundo o levantamento, 62% dos entrevistados disseram confiar nas notícias da CNN Brasil. O índice colocou a emissora à frente de veículos tradicionais como Globo, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, UOL, Band, Record e SBT.

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O dado chama atenção porque a CNN Brasil entrou no ar em março de 2020 e ainda é uma marca jovem quando comparada aos principais grupos de mídia do país. Em pouco mais de seis anos, o canal passou a disputar espaço com empresas que têm décadas de presença na televisão, no impresso, no rádio e no digital.

Mais do que uma vitória simbólica sobre a Globo, o resultado mostra uma mudança no ambiente de confiança do jornalismo brasileiro. A liderança da CNN ocorre justamente em um ano em que a confiança geral nas notícias caiu ao menor nível da série histórica no país.

Ranking completo de confiança no Brasil

O ranking divulgado a partir do Digital News Report 2026 considera o percentual de pessoas que afirmaram confiar nas notícias de cada marca. A lista também mostra os percentuais de desconfiança e neutralidade.

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  • CNN Brasil: 62% confiam, 17% não confiam e 21% são neutros.
  • Record: 61% confiam, 18% não confiam e 21% são neutros.
  • SBT: 61% confiam, 18% não confiam e 21% são neutros.
  • Band: 59% confiam, 18% não confiam e 23% são neutros.
  • Jornais regionais: 57% confiam, 17% não confiam e 26% são neutros.
  • O Globo: 55% confiam, 25% não confiam e 20% são neutros.
  • Globo: 55% confiam, 26% não confiam e 18% são neutros.
  • UOL: 54% confiam, 21% não confiam e 25% são neutros.
  • Estadão: 54% confiam, 24% não confiam e 22% são neutros.
  • Folha de S.Paulo: 53% confiam, 24% não confiam e 23% são neutros.

O resultado tem dois recortes importantes. O primeiro é que a CNN Brasil lidera numericamente a lista. O segundo é que a emissora também aparece com a menor taxa de rejeição entre as marcas avaliadas, empatada com os jornais regionais no menor índice de desconfiança, com 17%.

Isso ajuda a explicar por que o dado ganhou peso no setor. Em um mercado em que marcas tradicionais ainda têm grande alcance, a vantagem da CNN não está apenas no topo do ranking, mas na combinação entre confiança alta e rejeição baixa.

O que a pesquisa mede — e o que ela não mede

Fotos: Divulgação

O ranking não deve ser lido como uma medição de audiência, tamanho de redação, alcance total ou qualidade objetiva do jornalismo. O que o Digital News Report mede, neste recorte, é a percepção de confiança dos entrevistados em relação às marcas jornalísticas. Essa diferença é relevante. Um veículo pode ter audiência maior e, ainda assim, aparecer abaixo em confiança. Também pode ter presença digital forte, mas enfrentar rejeição mais alta em determinados grupos do público.

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No caso da Globo, o resultado mostra uma posição ainda robusta, com 55% de confiança. Porém, a marca aparece sete pontos abaixo da CNN Brasil e com rejeição de 26%, índice superior ao registrado pela emissora de Rubens Menin.

O Globo, marca jornalística do mesmo grupo, também aparece com 55% de confiança, mas com 25% de desconfiança. Já Folha e Estadão, dois dos principais jornais de referência do país, ficaram próximos entre si: 53% e 54%, respectivamente.

O resultado de Record e SBT também merece atenção. As duas marcas aparecem empatadas em segundo lugar, com 61% de confiança, apenas um ponto abaixo da CNN Brasil. A Band vem logo depois, com 59%. Esse bloco mostra que a televisão ainda tem forte peso na percepção de credibilidade do público brasileiro. Mesmo em um ambiente cada vez mais digital, marcas de TV seguem entre as mais lembradas e avaliadas como confiáveis pelos entrevistados.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.