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Supermercados BH vão abrir mais 12 lojas em 3 estados diferentes do Brasil

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Depois de levar a bandeira Supermercados BH para Porto Seguro, na Bahia, a rede comandada por Pedro Lourenço tem um mapa claro de novas praças fora de Minas que podem passar pelo mesmo processo de conversão. A mudança faz parte da integração das operações adquiridas da DMA Distribuidora, dona das marcas EPA, Mineirão Atacarejo e Brasil Atacarejo.

O cronograma oficial de troca de bandeira ainda não foi detalhado publicamente para todas as unidades. Mesmo assim, as cidades que entram no radar são aquelas incluídas no pacote aprovado pelo Cade fora de Minas Gerais. O movimento envolve principalmente a Bahia, além de uma operação em Pernambuco.

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Na prática, Porto Seguro funciona como vitrine da chegada do BH ao mercado baiano. A cidade tem peso turístico, fluxo constante de visitantes e uma economia local movimentada por hotéis, pousadas, restaurantes, bares, casas de temporada e comércio de praia. Se a primeira conversão funcionar bem, a tendência é que a rede avance para outras praças onde já herdou lojas da DMA.

Cidades fora de Minas que entram no radar do Supermercados BH

Na Bahia, a cidade mais importante do pacote é Vitória da Conquista. O município reúne três lojas de atacarejo e um centro de distribuição, o que torna a praça estratégica para qualquer plano de expansão no estado. Mais do que uma loja isolada, Conquista pode funcionar como base logística e comercial para o avanço do grupo no interior baiano.

Outra cidade relevante é Ilhéus, que aparece com uma loja de atacarejo e um posto de combustível. Assim como Porto Seguro, Ilhéus combina mercado local, turismo e influência regional no sul da Bahia. Para o Supermercados BH, é uma praça interessante porque permite disputar tanto o consumo de moradores quanto o abastecimento de pequenos negócios ligados à economia turística.

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Também entram na lista baiana Bom Jesus da Lapa, Brumado, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Irecê, Itamaraju e Nova Viçosa. Todas aparecem no pacote com uma loja de atacarejo. São cidades de perfis diferentes, mas com um ponto em comum: funcionam como polos de abastecimento para regiões do interior.

A presença em Feira de Santana tem peso especial. A cidade é uma das maiores da Bahia, tem forte atividade comercial, posição logística estratégica e ligação direta com fluxos rodoviários importantes. Uma operação do BH ali colocaria a marca em uma praça muito mais competitiva, mas também com grande potencial de volume.

Eunápolis, Itamaraju e Nova Viçosa ajudam a completar a presença no extremo sul baiano, região próxima ao eixo de Porto Seguro. Para uma rede que começa sua entrada na Bahia por uma cidade turística, consolidar esse entorno pode ser uma forma de ganhar reconhecimento regional antes de disputar mercados maiores.

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Fora da Bahia, a principal cidade com loja no pacote é Petrolina, em Pernambuco. A unidade de atacarejo autorizada pelo Cade coloca o Supermercados BH em um dos polos econômicos mais relevantes do Nordeste, com força no agronegócio irrigado, comércio regional e ligação direta com Juazeiro, na Bahia. Há ainda uma operação em Porto Velho, Rondônia, mas ela envolve posto de combustível, não loja de supermercado ou atacarejo.

Por que a troca de bandeira importa

A mudança de Mineirão ou EPA para Supermercados BH não é apenas visual. No varejo alimentar, a bandeira define percepção de preço, padrão de loja, comunicação, aplicativo, promoções, negociação com fornecedores e identidade com o consumidor.

Ao levar o nome BH para cidades fora de Minas, Pedro Lourenço tenta transformar uma marca regional em rede nacional. O grupo já era muito forte em Minas e avançou pelo Espírito Santo. Com a integração da DMA, passa a testar sua marca em mercados onde o consumidor ainda não tem a mesma relação histórica com o Supermercados BH.

Esse é o desafio. Em Minas, o nome BH já carrega reputação de preço e volume. Na Bahia e em Pernambuco, a rede terá de construir essa confiança do zero, mesmo ocupando pontos comerciais que já funcionavam sob outras marcas. O consumidor local vai comparar preço, açougue, hortifrúti, padaria, limpeza da loja, atendimento, promoções e variedade.

Para a empresa, a vantagem está na escala. Ao padronizar mais lojas sob a mesma bandeira, o grupo ganha força de compra, melhora negociação com a indústria e pode organizar melhor campanhas, sortimento e logística. Em um setor de margem apertada, volume faz diferença.

A operação também muda a disputa regional. No Nordeste, o BH encontra concorrentes fortes, como Assaí, Atacadão, redes locais e o Grupo Mateus, que tem presença robusta no atacarejo. Isso significa que a rede mineira não entra em terreno vazio. Entra em mercados onde preço, logística e abastecimento são testados diariamente.

Por isso, as próximas conversões serão observadas de perto. Se Porto Seguro for bem-sucedida, Vitória da Conquista, Ilhéus, Feira de Santana, Eunápolis, Itamaraju, Guanambi, Irecê, Brumado, Bom Jesus da Lapa, Euclides da Cunha, Nova Viçosa e Petrolina aparecem como as praças mais naturais para receber a nova identidade.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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