HomeCapital M - Negócios e EconomiaRede de Pedrinho BH vai inaugurar loja no nordeste, em cidade turística

Rede de Pedrinho BH vai inaugurar loja no nordeste, em cidade turística

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O Supermercados BH começa a aparecer na Bahia com uma mudança de letreiro que diz muito mais do que parece. O Mineirão Atacarejo de Porto Seguro será convertido para a bandeira da rede mineira, marcando a primeira loja baiana a carregar oficialmente a marca comandada por Pedro Lourenço, o Pedrinho BH.

A alteração faz parte da integração das operações compradas da DMA Distribuidora, dona das marcas EPA, Mineirão Atacarejo e Brasil Atacarejo. O movimento foi aprovado pelo Cade e inclui lojas, atacarejos, postos de combustíveis e centros de distribuição em diferentes estados. Na Bahia, a operação alcança cidades como Porto Seguro, Vitória da Conquista, Ilhéus, Feira de Santana, Eunápolis, Brumado, Bom Jesus da Lapa e Guanambi.

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A loja de Porto Seguro tem valor simbólico. A cidade é um dos principais destinos turísticos do país, recebe fluxo constante de visitantes e reúne uma economia local fortemente ligada a hotéis, pousadas, restaurantes, bares, comércio de praia e serviços. Para uma rede de supermercados, isso significa atender não apenas o morador, mas também uma cadeia de consumo movimentada pelo turismo.

A chegada da bandeira BH nesse mercado mostra como Pedrinho tenta transformar uma empresa que nasceu na Região Metropolitana de Belo Horizonte em uma marca de alcance nacional. O Supermercados BH já havia se consolidado em Minas e avançado pelo Espírito Santo. Com a compra de ativos da DMA, passa a ter uma porta de entrada mais forte no Nordeste.

Novos mercados no nordeste para o Supermercados BH

A mudança em Porto Seguro também revela uma escolha estratégica: em vez de manter todas as bandeiras herdadas, o grupo começa a levar o nome Supermercados BH para novas praças. Isso ajuda a fortalecer marca, padronizar comunicação, ampliar negociação com fornecedores e criar uma identidade única para consumidores de regiões diferentes.

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No varejo alimentar, tamanho importa. Redes maiores conseguem comprar melhor, negociar volumes maiores, melhorar logística e reduzir custos por escala. Quando uma marca cresce para além do seu estado de origem, ela também passa a ter mais força diante da indústria, especialmente em categorias de alto giro, como arroz, feijão, leite, carnes, bebidas, limpeza, higiene e hortifrúti.

Divulgação

É esse ganho de escala que explica o interesse de Pedrinho em operações como a da DMA. O Supermercados BH já era a quarta maior rede supermercadista do Brasil, com faturamento de R$ 25,7 bilhões em 2025, atrás de Carrefour, Assaí e Grupo Mateus. Com a integração das operações da DMA, o grupo se aproxima de uma receita combinada estimada em R$ 34,6 bilhões.

A Bahia entra nesse plano por razões claras. É um mercado populoso, com cidades médias fortes, turismo relevante, interior dinâmico e presença crescente do atacarejo. Para uma rede mineira, ocupar cidades como Porto Seguro, Vitória da Conquista e Feira de Santana significa disputar consumo em regiões com características diferentes de Minas, mas com grande potencial de volume.

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O caso de Porto Seguro é especialmente interessante porque une varejo alimentar e economia turística. Uma loja de atacarejo em cidade turística não atende só famílias locais. Ela pode abastecer pequenos comerciantes, restaurantes, pousadas, bares, ambulantes, condomínios, casas de temporada e prestadores de serviço que dependem de preço competitivo para manter margem.

Nova bandeira entra em operação também em Minas Gerais

A conversão de Mineirão para Supermercados BH também tende a ser observada por consumidores de Minas Gerais. Mudança de bandeira costuma gerar expectativa sobre preço, sortimento, promoções, açougue, hortifrúti, padaria, atendimento e manutenção dos empregos.

Supermercado moderno e bem iluminado Imagem gerada por IA
Imagem gerada por IA Moon BH

Lojas pelo interior de Minas já estão anunciando aos clientes as mudanças, que devem ser implementadas aos poucos. O negócio pode transformar a rede de Pedrinho BH em uma das maiores do Brasil. Isso por que as compras não devem ser vistas de forma isolada. Ao ganhar espaço em um novo espaço, o caminho natural deve ser abrir mais e mais lojas.

Supermercados, em geral, trabalham com uma margem apertada. Ou seja: é preciso ter volume para lucrar. Assim, ter mais lojas traz um poder de barganha maior na compra de produtos, o que aumenta a margem final.

O desafio é que o Nordeste já tem concorrentes fortes. O Grupo Mateus, terceiro maior do varejo alimentar brasileiro, avançou em diferentes estados e construiu presença robusta no atacarejo. Assaí, Atacadão e redes regionais também disputam espaço. Isso significa que Pedrinho não entra em um mercado vazio. Entra em uma região onde preço, logística e abastecimento são testados todos os dias.

A vantagem do Supermercados BH está no histórico de expansão por aquisição e conversão. A rede cresceu comprando pontos, absorvendo operações e transformando lojas em unidades com sua marca. Esse modelo permite ganhar território mais rápido do que abrir tudo do zero, mas exige capacidade de integração. Sistemas, fornecedores, equipes, estoques, cultura operacional e comunicação precisam ser ajustados sem afastar o consumidor local.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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