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Kalil tenta frear crescimento de Patrus e Mateus barrando Lula e Zema na TV

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Sem um candidato à Presidência da República ocupando o papel de padrinho político em sua campanha, Alexandre Kalil (PDT) decidiu abrir uma nova frente de batalha contra seus dois principais adversários na corrida pelo Governo de Minas Gerais. O alvo da vez é a presença maciça de Luiz Inácio Lula da Silva e Romeu Zema nas propagandas eleitorais de Patrus Ananias (PT) e Mateus Simões (PSD).

A campanha do ex-prefeito de Belo Horizonte acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (30 de agosto) contra as peças publicitárias nas quais o presidente da República aparece promovendo o candidato petista e o ex-governador pede votos para o atual chefe do Executivo mineiro. A equipe jurídica de Kalil sustenta que a participação desses apoiadores de peso ultrapassou o limite legal de 25 por cento do tempo previsto pela legislação para esse tipo de inserção.

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Por trás dessa disputa nos tribunais, existe uma questão estratégica essencial para o xadrez político. A ação tenta asfixiar a principal ferramenta de crescimento dos rivais, limitando a transferência de popularidade que Lula e Zema podem oferecer em um momento decisivo da disputa.

O desafio da transferência de votos em Minas

Dados levantados pela pesquisa Quaest mostram que o peso dos padrinhos políticos possui nuances complexas nesta eleição. Ambos possuem grande potencial para transferir votos, mas até o momento nenhum conseguiu converter integralmente sua própria força eleitoral na votação de seus respectivos candidatos.

O caso de Mateus Simões ilustra com precisão essa dificuldade. No levantamento da Quaest divulgado em julho, o governo de Romeu Zema era aprovado por 52 por cento dos eleitores. Além disso, 46 por cento dos entrevistados afirmavam que Zema merecia eleger seu sucessor.

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Apesar desse cenário amplamente favorável, Simões marcava apenas 7 por cento das intenções de voto na pesquisa mais recente do instituto, divulgada em 25 de agosto. Zema segue sendo seu principal cabo eleitoral, mas a transferência automática de prestígio ainda não se materializou nas urnas.

Patrus Ananias vivencia um desafio praticamente idêntico do outro lado da polarização. Em julho, 27 por cento dos eleitores mineiros diziam querer um governador alinhado a Lula.

A aposta de Kalil é tentar barrar apoio de rivais

Ao tentar barrar judicialmente o tempo de tela de Lula e Zema, ele procura impedir que os adversários fechem essa distância de conhecimento do eleitorado. Paralelamente, o ex-prefeito trabalha para capitalizar um sentimento crescente no estado.

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Na pesquisa Quaest de julho, o grupo de mineiros que declarou preferir um governador independente da polarização nacional saltou de 37 por cento para 44 por cento. Analisado isoladamente, esse bloco de eleitores sem padrinho superava com folga os grupos que preferiam candidatos atrelados ao lulismo ou ao bolsonarismo.

A eleição em Minas Gerais entra em setembro desenhando dois caminhos muito claros para a chegada ao segundo turno. Enquanto Patrus e Simões apostam todas as fichas na conversão da popularidade de seus influentes avalistas, Kalil joga na Justiça e na comunicação para tentar convencer o eleitor de que não precisar de um padrinho é a sua maior vantagem.

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The Politica
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O The Política é uma coluna que escreve sobre política local de forma especializada, com análises precisas e profundas do cenário político, sempre focado nos temas mais atuais e importantes para o brasileiro.