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Quaest: Cleitinho cai 6 pontos no 1° turno em um mês, mas cresce no 2° turno

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A nova Quaest trouxe um sinal aparentemente contraditório para Cleitinho Azevedo (Republicanos): o senador perdeu terreno numericamente na disputa de primeiro turno pelo Governo de Minas, mas ficou ainda mais forte nas simulações de segundo turno. Em 28 de julho, Cleitinho aparecia com 35% no principal cenário da Quaest. Nesta terça-feira (25), foi registrado com 29%. São seis pontos percentuais a menos em aproximadamente um mês.

Ao mesmo tempo, nenhum dos três principais adversários disparou. Patrus Ananias (PT) passou de 10% para 11%; Alexandre Kalil (PDT), de 12% para 10%; e Mateus Simões (PSD), de 6% para 7%. O cálculo feito pelo Moon BH mostra uma curiosidade: Kalil, Patrus e Simões somavam juntos 28% em julho. Continuam somando exatamente 28% agora.

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Ou seja, os seis pontos que deixaram de aparecer com Cleitinho não foram absorvidos, ao menos diretamente, pelo trio que está logo atrás dele.

Distância para o segundo colocado cai de 23 para 18 pontos

A composição do segundo pelotão também mudou. Na rodada anterior, Kalil era numericamente o segundo colocado, com 12%, seguido por Patrus, com 10%. Agora, Patrus aparece com 11% e passa numericamente à frente de Kalil, que tem 10%. Pela margem de erro de três pontos, os dois continuam tecnicamente próximos.

Com isso, a distância entre Cleitinho e o segundo colocado passou de 23 pontos em julho para 18 pontos agora. Simões avançou apenas um ponto, de 6% para 7%. Gabriel Azevedo (MDB) foi de 4% para 5%, enquanto Flávio Roscoe (PL) passou de 2% para 3%. Ben Mendes (Missão) permaneceu com 2%.

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Há uma ressalva metodológica: os levantamentos são amostras diferentes, e a lista completa de candidatos também sofreu alterações. Portanto, os números mostram oscilações entre duas fotografias, não transferência comprovada de votos entre candidatos.

Curiosamente, Cleitinho cresceu justamente no segundo turno

Senador Cleitinho
Foto: reprodução

É quando se compara o segundo turno que surge o dado mais interessante. Contra Kalil, Cleitinho tinha 44% a 29% em julho, vantagem de 15 pontos. Agora, o placar é 48% a 27%, diferença de 21 pontos.

Contra Patrus, a mudança é ainda maior. O cenário anterior era de 46% a 31%, também com 15 pontos de vantagem. Na nova Quaest, Cleitinho aparece com 51% contra 26%, abrindo 25 pontos. Já contra Mateus Simões, a vantagem praticamente permanece no mesmo patamar: passou de 46% a 15% para 49% a 17%.

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Assim, Cleitinho perdeu seis pontos na pergunta de primeiro turno, mas aumentou seu desempenho e suas margens quando confrontado individualmente com os principais adversários.

Isso sugere que parte do eleitor que não escolhe Cleitinho imediatamente ainda pode migrar para ele quando o número de alternativas é reduzido a dois.

Eleitor mineiro também está mais decidido que em julho

Outro indicador mudou de forma expressiva. Na Quaest de julho, 63% diziam que ainda poderiam mudar o voto para governador, enquanto apenas 36% consideravam sua decisão definitiva.

Agora, o quadro praticamente se inverteu: 54% dizem que a escolha já é definitiva e 45% ainda admitem mudar. Isso acontece justamente quando 19% continuam indecisos na pergunta estimulada, contra 15% no principal cenário de julho.

A nova fotografia, portanto, é mais complexa do que uma simples queda de Cleitinho. Ele foi de 35% para 29%, viu Patrus assumir numericamente a segunda posição e sua vantagem no primeiro turno diminuir. Ao mesmo tempo, tornou-se mais competitivo em todos os confrontos diretos em que aparece.

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The Politica
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O The Política é uma coluna que escreve sobre política local de forma especializada, com análises precisas e profundas do cenário político, sempre focado nos temas mais atuais e importantes para o brasileiro.