A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (21), revela que o candidato Marcelo Aro (PP) registrou um crescimento expressivo quando o eleitor é questionado sobre a sua segunda opção de voto. O retrato mostra que a estratégia desenvolvida pelo candidato vem funcionando.
O levantamento aponta que, neste recorte do segundo voto, Marcelo Aro e Domingos Sávio (PL) aparecem empatados com 14% das intenções cada um. Na sequência, figuram Marília Campos (PT) com 12%, Carlos Viana (PSD) com 12%, Aécio Neves (PSDB) com 11%, Áurea Carolina (PSOL) com 8% e Marco Antônio Superman (Novo) com 7%.
A variação de Marcelo Aro ganha relevância quando comparada à rodada anterior conduzida pelo mesmo instituto. Na pesquisa publicada em 8 de setembro, o candidato do PP registrava 9% da preferência para a segunda vaga. O avanço nominal foi de cinco pontos percentuais em um intervalo de menos de duas semanas.
O segundo voto é um fator decisivo na eleição para o Senado com duas vagas por que produz um efeito em que a distribuição de votos pode mudar completamente o cenário.
Para efeito comparativo, a última vez que Minas elegeu dois senadores foi em 2018. Naquela época, Dilma Rousseff liderava com folga a disputa, sendo considerada eleita pelos analistas políticos. A ex-presidente, porém, terminou a disputa em quarto lugar. Apesar de ter garantido um primeiro voto, seus eleitores distribuíram o segundo entre seus rivais.
Essa sempre foi a estratégia de Marcelo Aro. Hoje ele tem potencial de ganhar o segundo voto de quase todos os candidatos. Como candidato da direita moderada, ele é um candidato de quem vota em Domingos Sávio, Carlos Viana, Aécio Neves e Marília Campos. Além de ser a primeira opção de muitos eleitores.
Marcelo Aro cresce 5% em duas semanas no 2° voto

Na pesquisa de 8 de setembro, ele aparecia com 9% no primeiro voto e 9% no segundo. No levantamento atual, o seu percentual como primeira escolha se manteve em 9%, mas a sua indicação como segunda escolha saltou para 14%.
Essa dinâmica reflete diretamente no cenário consolidado — quando o instituto combina matematicamente as duas escolhas do eleitor e recalcula os resultados para uma base de 100%. Neste quadro agregado, Aro passou de 9% na rodada do início do mês para 12% na atual.
A regra eleitoral e o peso dos dois votos
A separação dos dados ajuda a compreender a mecânica da eleição de 2026. Neste ano, o Senado Federal renova dois terços de suas 81 cadeiras. Isso significa que os eleitores mineiros elegerão dois senadores e, portanto, digitarão dois números diferentes na urna eletrônica.
Embora o software da urna apresente primeiro a tela para a “primeira vaga” e depois para a “segunda vaga”, a legislação eleitoral estabelece que não existe diferença hierárquica entre elas. Os dois votos possuem exatamente o mesmo peso matemático na totalização feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os dois candidatos que obtiverem o maior número absoluto de votos no estado estarão eleitos, independentemente da ordem em que foram digitados.


