O PDT colocou R$ 7 milhões na campanha de Alexandre Kalil ao Governo de Minas Gerais e transformou o ex-prefeito de Belo Horizonte, de uma só vez, em um dos candidatos com maior volume de recursos recebidos nas eleições de 2026 em todo o Brasil.
A prestação de contas consultada pelo Moon BH nesta quinta-feira (27) mostra R$ 7.006.300 em receitas na campanha mineira. Desse valor, R$ 7 milhões vieram do partido. Com a transferência, Kalil aparece em quinto lugar no ranking nacional de campanhas com mais recursos declarados, considerando todos os cargos.
É uma posição relevante: acima dele estão somente duas campanhas presidenciais e dois candidatos a governador de estados de grande peso eleitoral.
O ranking na consulta realizada pelo Moon BH estava assim:
- Flávio Bolsonaro (PL), presidente — R$ 42.000.006
- Lula (PT), presidente — R$ 35.267.671
- Sergio Moro (PL), governador do Paraná — R$ 11.045.000
- Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo — R$ 9.751.000
- Alexandre Kalil (PDT), governador de Minas — R$ 7.006.300
A expressão “arrecadação” é importante. O ranking considera os recursos recebidos pelas campanhas, incluindo transferências partidárias, e não apenas doações feitas diretamente por pessoas físicas.
R$ 7 milhões já representam 39% de tudo que Kalil pode gastar
O tamanho do aporte fica mais evidente quando comparado ao limite estabelecido pela Justiça Eleitoral. Uma candidatura ao Governo de Minas pode gastar até R$ 17.788.806,16 no primeiro turno de 2026. O valor foi mantido pelo TSE no mesmo patamar utilizado nas eleições gerais de 2022.
Os R$ 7,006 milhões já contabilizados por Kalil correspondem, portanto, a aproximadamente 39,4% de todo o teto de despesas da campanha.
Também é uma fotografia necessariamente provisória. A Justiça Eleitoral estabelece prazo de até 72 horas para que os recursos recebidos sejam informados, fazendo com que o ranking mude à medida que os partidos liberam novos lotes de dinheiro.
PDT abre o caixa enquanto Kalil tenta crescer nas pesquisas
O aporte ocorre em um momento importante para a candidatura mineira. Na Quaest divulgada na terça-feira (25), Kalil marcou 10%, atrás de Cleitinho, com 29%, e numericamente também de Patrus Ananias, com 11%. Mateus Simões tinha 7%.
Já a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta encontrou um cenário mais favorável ao ex-prefeito: Cleitinho 33%, Patrus 15%, Kalil 13% e Simões 11%. O levantamento ouviu 2 mil pessoas e tem margem de erro de dois pontos.
No segundo turno, o mesmo instituto encontrou Cleitinho com 46% e Kalil com 35%. Em uma disputa contra Patrus, Kalil aparece empatado em 38% a 38%; contra Simões, o empate é de 35% a 35%.


