A presença de Kaio Jorge em Atlético x Cruzeiro nesta terça-feira (1º) ganhou atenção nos últimos dias por causa do julgamento no STJD. Liberado para atuar depois de receber apenas uma advertência, o atacante pode transformar a discussão jurídica em uma marca muito mais interessante dentro de campo: um único gol na Arena MRV é suficiente para colocá-lo à frente de Alex, Arrascaeta e Guilherme entre os maiores artilheiros do Cruzeiro no clássico neste século.
O camisa 19 já marcou seis vezes contra o Atlético. A marca o coloca atualmente empatado justamente com os três nomes que marcaram diferentes gerações da história celeste.
Com mais um gol, Kaio chegaria a sete e igualaria Fred, ex-atacante que defendeu os dois rivais, na segunda colocação do ranking geral do clássico no século XXI. O líder continua sendo Diego Tardelli, com nove.
Atlético já virou uma das maiores vítimas de Kaio Jorge
Existe outra estatística que ajuda a dimensionar a relação do atacante com o clássico. Entre clubes brasileiros, o Atlético já é a segunda equipe que mais sofreu gols de Kaio Jorge, segundo levantamento publicado pelo ge.
São seis gols contra o Galo. Apenas o Grêmio sofreu mais, com sete.
Isso significa que, se marcar nesta terça, Kaio não apenas ultrapassará Arrascaeta e outros ídolos recentes no recorte histórico do clássico. O Atlético também passará a dividir com o Grêmio o posto de maior vítima brasileira da carreira do atacante.
A trajetória até essa marca aconteceu rapidamente. Kaio passou em branco nos dois primeiros clássicos que disputou pelo Cruzeiro, mas começou a mudar a história justamente na Copa do Brasil de 2025.
Copa do Brasil iniciou sequência contra o rival
Nas quartas de final do ano passado, Kaio marcou no jogo de ida e balançou as redes duas vezes na volta, participação decisiva na eliminação atleticana. Depois disso, transformou o confronto em um dos jogos em que mais consegue produzir ofensivamente.
Em 2026, antes da partida desta terça, o atacante marcou em três dos quatro clássicos disputados. Um deles teve peso especial por contribuir para o título do Campeonato Mineiro conquistado pela Raposa depois de seis anos.
O desempenho chama atenção porque o clássico mineiro tradicionalmente reduz espaços e costuma produzir partidas de alta pressão. Ainda assim, Kaio conseguiu transformar esse tipo de jogo em terreno recorrente para gols.
O próprio Moon BH já mostrou como o jogador se consolidou como uma das principais referências ofensivas do Cruzeiro. A diferença agora é que sua produção começa a colocá-lo ao lado de personagens históricos específicos da rivalidade.
Alex e Arrascaeta construíram marcas em outras gerações

A comparação tem peso principalmente pelos nomes envolvidos. Alex marcou seis gols no Atlético durante sua trajetória pelo Cruzeiro e se tornou um dos maiores ídolos da história moderna do clube.
Arrascaeta atingiu a mesma marca antes de deixar Belo Horizonte para defender o Flamengo. Guilherme também marcou seis vezes com a camisa celeste, embora posteriormente tenha defendido o lado alvinegro do clássico.
Kaio chegou a esse grupo em um espaço relativamente curto de tempo. Isso ajuda a explicar por que sua presença nesta terça representa mais do que simplesmente recuperar o principal centroavante para uma partida decisiva.
STJD quase tirou atacante do jogo
A possibilidade de alcançar a marca só existe porque o julgamento realizado na segunda-feira terminou sem suspensão. Kaio havia sido denunciado por uma jogada envolvendo Ruan Tressoldi no empate por 1 a 1 no primeiro confronto das quartas de final.
Os auditores decidiram aplicar uma advertência, deixando o atacante disponível para Artur Jorge na decisão.


