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Atlético quase liberou Alexsander e ele volta com nota 8 e 99 passes

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Há apenas nove dias, o técnico Eduardo Domínguez explicava publicamente por que Alexsander sequer vinha sendo relacionado pelo Atlético. O meio-campista tinha uma proposta, estava autorizado pelo clube a discutir uma transferência e aparecia como um dos jogadores com possibilidade real de deixar a Cidade do Galo.

Neste sábado (29), a história ganhou um capítulo inesperado. Alexsander voltou ao time titular na vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, na Arena MRV, e os números do oGol analisado pelo Moon BH mostram que entregou uma das atuações individuais mais completas da equipe reserva escolhida por Domínguez.

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Foram 99 passes tentados, 89 completos e quatro finalizações — três delas no gol. Alexsander terminou com nota 8,0, a segunda maior entre todos os jogadores atleticanos, superado apenas por Reinier, autor do segundo gol, que recebeu 8,2.

A atuação muda pelo menos momentaneamente a discussão ao redor de um jogador que, até a semana passada, parecia muito mais próximo da porta de saída do que de disputar espaço para um dos jogos mais importantes da temporada.

Alexsander teve mais passes que qualquer jogador em campo

O número que mais chama atenção aparece na circulação de bola. Alexsander realizou 99 passes durante a partida. Nenhum jogador de Atlético ou Vitória teve mais. Foram 89 passes certos, aproveitamento próximo de 90%. Na sequência entre os atleticanos aparecem Tomás Pérez, com 82 acertos em 88 tentativas, e Natanael, com 66 em 71.

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Mas não foi uma posse improdutiva. O volante também terminou como o jogador que mais acertou finalizações no gol: três em quatro tentativas. Reinier, apesar do gol e da nota maior, finalizou quatro vezes e acertou uma no alvo.

Esse cruzamento é particularmente interessante: Alexsander liderou o jogo em volume de passes e, ao mesmo tempo, liderou o Atlético em chutes certos. Para um meio-campista, é uma combinação pouco comum. Ele permaneceu em campo até os 89 minutos, quando deixou o gramado para a entrada de Vitor Hugo.

A atuação ajudou o Atlético a controlar boa parte da partida. O Galo terminou com 61% de posse, 636 passes contra 388 do Vitória e 579 passes certos, além de 18 finalizações contra 14.

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A diferença de qualidade das oportunidades foi ainda maior: o Atlético criou três grandes chances; o Vitória, nenhuma. No indicador de gols esperados, o placar foi de 1,66 xG contra apenas 0,65. Ou seja, o 2 a 1 apertado no placar não retrata exatamente a superioridade estatística do time durante a maior parte da noite.

Há nove dias, Domínguez dizia que Alexsander tinha proposta

O desempenho ganha relevância justamente pelo contexto. Alexsander havia perdido espaço com Domínguez. Antes deste sábado, sua última partida como titular tinha acontecido em 21 de maio, diante do Cienciano, pela Copa Sul-Americana.

Em agosto, a situação chegou ao ponto de o Atlético permitir que o jogador procurasse um novo destino. O Santos abriu conversas pelo meio-campista, e a diretoria atleticana deu aval ao estafe para negociar. As tratativas chegaram a envolver a possibilidade de uma operação na faixa de 5,5 milhões de euros, cerca de R$ 33 milhões, mas esfriaram.

Em 20 de agosto, Domínguez explicou por que Alexsander vinha ficando até fora das relações. Segundo o treinador, o clube e o jogador estavam trabalhando diante de uma proposta e, por precaução, o meio-campista não estava sendo utilizado. Naquele momento, Alexsander já tinha perdido espaço esportivo antes mesmo das negociações.

O Atlético possui Kevin Castaño, Alan Franco, Maycon, Mamady Cissé e Tomás Pérez como alternativas para o meio. O clube havia desembolsado 5,5 milhões de euros, aproximadamente R$ 35 milhões na cotação da época, para contratar Alexsander definitivamente do Al-Ahli em 2025. O vínculo vai até dezembro de 2029.

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Naiara Souza
Naiara Souza
Jornalista formada há quase dez anos pela Universidade Estácio de Sá, cobre o futebol há mais de cinco anos, focada em Cruzeiro, Atlético, Palmeiras e Flamengo, e também as notícias mais importantes sobre Belo Horizonte e Minas Gerais.