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Cemig SIM adicionou uma usina solar a cada 10 dias em Minas

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A Cemig SIM, braço do Grupo Cemig voltado para geração distribuída e soluções energéticas, acelerou de forma agressiva a expansão do seu portfólio no primeiro semestre de 2026. A companhia adicionou 18 novas usinas fotovoltaicas (UFVs) à sua carteira e investiu R$ 227 milhões no período. O balanço divulgado pela estatal mineira na última semana contabiliza um acréscimo total de 45 MWp de capacidade instalada de energia solar.

Em termos proporcionais, considerando os 181 dias da primeira metade do ano, a velocidade de expansão equivale à incorporação de uma usina a cada dez dias, amparada por um desembolso médio de R$ 1,25 milhão a cada 24 horas.

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No entanto, uma leitura mais aprofundada dos números revela uma distinção essencial na execução desse plano de negócios. A ampliação expressiva não foi alcançada exclusivamente por meio da construção e inauguração de usinas a partir do zero, mas contou com um forte impulso via aquisições de parques solares que já operavam comercialmente no estado.

A tacada milionária no Norte de Minas

Uma análise detalhada dos dados do balanço, feita pelo Moon BH, aponta que a maior parcela do crescimento veio de uma única transação de mercado. Em junho, a Cemig SIM desembolsou R$ 155 milhões para assumir o controle integral de 11 usinas solares, concentradas nas cidades de Riachinho, São Romão, Brasilândia de Minas e Porteirinha — todos municípios da ensolarada região do Norte de Minas.

Esses ativos, que já estavam conectados à rede de distribuição, somam 26,2 MWp de potência:

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  • Ela responde por aproximadamente 68% de todo o capital investido (R$ 155 milhões de um total de R$ 227 milhões).
  • Garante 58% da nova capacidade de geração adicionada (26,2 MWp dos 45 MWp totais).

O movimento de comprar uma usina operacional já estabelecida permite que a empresa elimine o longo tempo de maturação de um projeto. Adquirir ativos prontos significa incorporar de imediato a capacidade de geração, a licença de operação, o acesso à rede elétrica e a estrutura já testada.

As outras sete usinas que completam o grupo das 18 UFVs adicionadas não foram detalhadas no balanço trimestral (2T26), impossibilitando cravar se elas foram projetos inaugurados do zero ou outras compras menores. O fato central é que a expansão financeira anual saltou vertiginosamente: no primeiro semestre de 2025, os investimentos da SIM foram de R$ 122 milhões (com acréscimo de 21 MW). O desembolso atual de R$ 227 milhões representa um crescimento anualizado de 86% no volume financeiro.

Energia longe do telhado do cliente

O modelo de negócios ancorado nessas usinas é a “geração distribuída compartilhada” (a energia solar por assinatura). Diferente da instalação tradicional de placas no telhado de uma residência, a energia é gerada longe do consumidor. As usinas no Norte de Minas produzem a eletricidade, que é injetada na rede convencional da Cemig.

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O consumidor “assina” uma cota dessa energia e recebe o desconto diretamente na sua conta de luz, sem precisar quebrar parede ou fazer obras em casa.

Neste cenário, cada megawatt adicional de usinas representa uma nova margem comercial. Com 45 MWp extras, a Cemig SIM tem mais energia em estoque para oferecer no mercado. Para escoar essa nova capacidade, a empresa vem criando pacotes e parcerias comerciais com clubes (como o Cruzeiro), redes de concessionárias e entidades públicas.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por exemplo, aderiu à assinatura solar em maio, prevendo uma redução de R$ 1,2 milhão anual em sua fatura de energia.

A corrida para bater 1 GWp até 2029

A injeção de R$ 227 milhões e a marca de 45 MWp adicionais são etapas de um projeto muito mais ambicioso. O plano de longo prazo da Cemig SIM estabelece a audaciosa meta de alcançar a marca de 1 Gigawatt-pico (1 GWp) de capacidade instalada até 2029. Para isso, o planejamento prevê investimentos consolidados na ordem de R$ 3,5 bilhões ao longo dos próximos anos.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.