HomeCapital M - Negócios e EconomiaApós dominar BH, Araujo agora traça um plano diferente para os mineiros

Após dominar BH, Araujo agora traça um plano diferente para os mineiros

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A Drogaria Araujo está acelerando sua entrada em Uberaba e reforçando a disputa pelo varejo farmacêutico no Triângulo Mineiro. Poucas semanas depois de inaugurar a primeira unidade na cidade, a rede já prepara uma segunda loja no município, em mais um sinal de que a expansão deixou de ficar concentrada na Grande BH.

A primeira loja uberabense começou a operar em 25 de junho, na Avenida Apolônio Sales, no bairro São Benedito, perto do Shopping Uberaba. A próxima unidade está prevista para abrir nas próximas semanas na Avenida Edilson Lamartine Mendes, no Parque das Américas, em frente ao Parque de Exposições Fernando Costa.

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A chegada a Uberaba se soma à operação já consolidada em Uberlândia, onde a Araujo afirma ter chegado à quarta loja. O movimento coloca a marca em duas das cidades mais importantes do Triângulo, região com renda, agronegócio forte, universidades, hospitais, consumo regional e disputa crescente por conveniência.

A Araujo tem mais de 120 anos de história e se tornou uma das marcas mais fortes de Minas. Nasceu em Belo Horizonte, cresceu em bairros da capital e da Região Metropolitana e, nos últimos anos, passou a mirar com mais força cidades médias e polos regionais.

Essa virada não é pequena. O Triângulo Mineiro não é apenas mais uma praça. Uberaba e Uberlândia funcionam como centros de consumo para dezenas de municípios ao redor, com público que busca farmácia, perfumaria, produtos de higiene, conveniência, saúde preventiva, delivery e atendimento estendido.

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Por que o Triângulo virou alvo da Araujo

O avanço no Triângulo tem lógica econômica. Uberlândia é uma das maiores economias do interior brasileiro, com força em logística, atacado, serviços, saúde, universidades e agronegócio. Uberaba combina agro, pecuária, eventos, indústria, saúde, educação e uma população regional que circula entre comércio, hospital, shopping e serviços.

Para uma rede de farmácias, esse tipo de cidade oferece mais do que venda de medicamento. Oferece fluxo recorrente.

Farmácia moderna já não vive só de remédio com receita. O modelo passou a combinar autosserviço, dermocosméticos, higiene, beleza, vitaminas, suplementos, conveniência, itens infantis, exames rápidos, vacinação, programas de acompanhamento e canais digitais.

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A loja de Uberaba segue esse padrão. A unidade tem cerca de 500 metros quadrados, mix superior a 27 mil produtos e integração com aplicativo, site, WhatsApp, Drogatel e “Clique e Retire”. Também conta com espaço Araujo Saúde, voltado a serviços básicos e preventivos, como vacinas, exames rápidos e monitoramento de pressão arterial.

Divulgação

Esse formato ajuda a explicar por que a rede não está apenas abrindo pontos de venda. Ela tenta levar para o interior um modelo que combina farmácia, conveniência e serviço de saúde.

Em cidades médias, isso pode ser decisivo. O cliente quer comprar remédio, mas também resolver outras demandas na mesma visita: pegar item de higiene, comprar suplemento, buscar pedido feito pelo aplicativo, medir pressão, comprar produto de beleza e sair rápido.

A disputa das farmácias ficou mais ampla

O varejo farmacêutico em Minas ficou mais competitivo. Grandes redes nacionais, grupos regionais, farmácias independentes, drogarias populares, marketplaces e delivery disputam o mesmo consumidor.

Nesse ambiente, a Araujo tenta defender uma vantagem construída em Minas: marca conhecida, presença física, sortimento amplo e canais digitais integrados. A rede informa ter mais de 360 lojas em mais de 65 cidades do estado e planeja abrir mais 150 unidades até 2028.

O plano é ambicioso. A empresa quer chegar a R$ 8 bilhões de faturamento até 2028, ante R$ 5,3 bilhões em 2025. Para 2026, a projeção divulgada é de 31 novas lojas. A companhia também informa market share de 28,07% em Minas e mais de 12 mil colaboradores.

Esse tamanho dá força de compra, logística, reconhecimento e escala digital. A participação dos canais digitais já chegou a 25% das vendas, segundo a empresa, com mais de 700 mil pedidos por mês. O avanço no interior, portanto, não depende só da loja física. Depende de uma rede que permite comprar pelo celular e retirar ou receber com rapidez.

Para concorrentes locais, isso aumenta a pressão. Uma farmácia independente pode conhecer bem o bairro e ter relação próxima com clientes, mas enfrenta dificuldade para competir em sortimento, aplicativo, promoções, logística e serviços de saúde.

Ao mesmo tempo, o interior não é simples para grandes redes. O consumidor valoriza atendimento, confiança e proximidade. Uma marca forte precisa provar que entende a rotina da cidade, e não apenas replicar um modelo da capital.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.