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Minas Gerais tem 4 no ranking dos 15 maiores faturamentos de supermercados do Brasil

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O novo Ranking ABRAS 2026 consolidou Minas Gerais como o grande motor do varejo alimentar no Brasil. Divulgado nesta segunda-feira (27), o balanço nacional posiciona sete empresas mineiras entre as 40 maiores do país, lideradas de forma isolada pelo Supermercados BH, que cravou o 4º lugar com um faturamento de R$ 25,72 bilhões. A força do estado atesta um ecossistema econômico resiliente, pautado por uma forte política de interiorização e expansão de fronteiras.

O Clube do Bilhão: As potências mineiras no topo

O recorte mineiro do levantamento revela uma estrutura mercadológica altamente diversificada. O estado não depende de um único formato, operando com extrema eficiência tanto no atacarejo de volume quanto no supermercado tradicional de vizinhança.

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A musculatura do estado é comprovada pelas cifras do bloco de elite mineiro no levantamento de 2026:

  • Supermercados BH (4º nacional): R$ 25,724 bilhões.
  • Mart Minas & Dom Atacadista (10º nacional): R$ 12,549 bilhões.
  • Martins (11º nacional): R$ 11,811 bilhões.
  • DMA Distribuidora (14º nacional): R$ 8,908 bilhões.
  • Grupo ABC (23º nacional): R$ 5,537 bilhões.
  • Grupo Supernosso (25º nacional): R$ 5,105 bilhões.
  • Supermercado Bahamas (27º nacional): R$ 4,492 bilhões.

A capilaridade regional também garantiu espaço para outras redes do estado no Top 100, como o Villefort (32º, com R$ 3,6 bilhões), Verdemar (58º) e Super Luna (83º), conforme os dados detalhados no Ranking ABRAS 2026 no portal da Associação Brasileira de Supermercados.

Muito além das gôndolas: A força da cadeia B2B no PIB

Foto da fachada do Supernosso, supermercado de Belo Horizonte
Foto: Divulgação

O peso desses gigantes transcende os caixas das lojas e atinge diretamente a base da economia real. Segundo a Associação Mineira de Supermercados (AMIS), o setor fechou 2025 com faturamento bruto de R$ 135,2 bilhões, o que equivale a expressivos 11,68% do PIB de Minas Gerais.

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A engrenagem do varejo alimentar é o principal trator da cadeia B2B (business-to-business) no estado. As mais de 100 novas lojas inauguradas em Minas no último ano não geraram apenas 509 mil empregos diretos. Cada nova unidade ativa uma rede complexa de negócios que abrange:

  • Contratos massivos com construtoras e fornecedores de tecnologia.
  • Logística, transporte de cargas e gestão de frotas.
  • Demanda acelerada por prestadores de serviços terceirizados e produtores rurais regionais.

O escudo contra a crise macroeconômica

No panorama nacional, o varejo alimentar movimentou R$ 1,145 trilhão, representando 9,02% do PIB brasileiro. Nesse cenário, Minas Gerais desponta como um escudo contra instabilidades.

O fato de o estado possuir um bloco robusto de empresas bilionárias — e não apenas um monopólio — fomenta a concorrência e blinda a economia regional. Mesmo diante de juros altos e um consumo mais cauteloso previsto para o restante de 2026, essas empresas mantêm fôlego de caixa para seguir expandindo, ditando o ritmo não apenas do consumo, mas da infraestrutura comercial de Minas Gerais.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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