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Kalil recebe mais um pix do PDT e campanha chega aos R$ 14 milhões

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A direção nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT) realizou um novo repasse financeiro de R$ 7 milhões para a campanha de Alexandre Kalil ao Governo de Minas Gerais. O movimento dobra o investimento partidário no ex-prefeito de Belo Horizonte em apenas alguns dias.

Com a nova transferência registrada na Justiça Eleitoral, consultado pelo Moon BH, a legenda já aplicou um total de R$ 14 milhões na candidatura mineira. Somando duas doações privadas de pequeno valor, o caixa de Kalil chega a expressivos R$ 14.006.300 no início deste mês de setembro.

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O montante arrecadado corresponde a quase 80 por cento de tudo o que a campanha é autorizada a gastar durante o primeiro turno. O limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral para a disputa ao Palácio Tiradentes é de aproximadamente R$ 17,78 milhões. Restam apenas cerca de R$ 3,78 milhões para que o comitê do candidato alcance a capacidade máxima de despesas permitida por lei.

O peso do investimento partidário e as tensões internas

A primeira parcela de R$ 7 milhões já havia chamado a atenção do meio político na última semana por ser o maior valor individual destinado a uma candidatura em Minas Gerais. Com a injeção da segunda metade, o cenário interno do partido muda de figura.

O capital direcionado exclusivamente ao ex-prefeito supera com grande folga todos os recursos que as direções nacional e estadual haviam distribuído para as demais candidaturas da sigla no estado.

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O segundo candidato com mais recursos em Minas, até a consulta feita hoje, é Flávio Roscoe, que acumula R$ 10,2 milhões, sendo pouco mais de R$ 4 milhões de fundo partidário e o restante de apoiadores como pessoa física.

Comparação histórica e o acordo de filiação

O ritmo de arrecadação impressiona quando comparado à última corrida eleitoral. Na disputa de 2022 pelo Partido Social Democrático, Kalil arrecadou cerca de R$ 16,2 milhões ao longo de todos os meses de campanha.

Agora, ainda na largada de setembro de 2026, ele já garantiu 86 por cento desse valor histórico. Faltam pouco mais de R$ 2,2 milhões para que o caixa atual iguale nominalmente tudo o que foi gasto há quatro anos.

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Na eleição anterior, o candidato contava com uma ampla aliança que incluía o apoio direto de nomes da política nacional. Desta vez, ele concorre de forma independente da polarização presidencial.

O financiamento robusto foi justamente uma das principais exigências feitas por Kalil para aceitar o convite de filiação ao PDT, garantindo total autonomia sobre a gestão desse orçamento milionário.

Descompasso entre o caixa milionário e as pesquisas

Apesar da força financeira impressionante, o candidato ainda enfrenta o desafio de converter os recursos em liderança nas intenções de voto. Os levantamentos de opinião pública divulgados no final de agosto mostram um cenário que exige atenção. Na pesquisa da Quaest, Cleitinho Azevedo liderava a disputa com 29 por cento, seguido por Patrus Ananias com 11 por cento e Kalil com 10 por cento, configurando um empate técnico na segunda posição.

O instituto Real Time Big Data apresentou um quadro semelhante, apontando Cleitinho com 33 por cento da preferência dos eleitores, Patrus com 15 por cento e o pedetista com 13 por cento. A campanha entra no mês decisivo de setembro precisando transformar o caixa abastecido em crescimento eleitoral nas ruas e na televisão.

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The Politica
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O The Política é uma coluna que escreve sobre política local de forma especializada, com análises precisas e profundas do cenário político, sempre focado nos temas mais atuais e importantes para o brasileiro.