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AtlasIntel cancela pesquisa com erro em Minas após matéria do Moon BH

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Um dia após o Moon BH revelar a inclusão de candidatos à Presidência da República em simulações para o Governo de Minas Gerais, a AtlasIntel abortou o cronograma original e registrou um novo levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mudança resultou no reinício das coletas de campo e no adiamento da divulgação dos resultados estaduais.

O levantamento original, cadastrado sob o número MG-04676/2026, previa a realização de 1.800 entrevistas entre os dias 26 e 31 de agosto, com autorização legal para publicação dos dados já nesta terça-feira, 1º de setembro.

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No entanto, um novo documento localizado pelo Moon BH no sistema da Justiça Eleitoral, registrado sob o número MG-01579/2026, estabelece um cronograma completamente reformulado: a nova rodada de consultas começou no domingo (30 de agosto) — data em que a reportagem sobre a inconsistência foi veiculada —, estende-se até 4 de setembro e só terá seus números conhecidos no próximo sábado, 5 de setembro.

O novo registro mantém a amostragem de 1.800 entrevistados, o custo declarado de R$ 75 mil financiado com recursos próprios da AtlasIntel e o escopo de avaliar as corridas para o Governo do Estado e o Senado Federal. Contudo, a reconfiguração zera a coleta anterior e altera peças centrais no tabuleiro das simulações estaduais.

O erro que forçou a mudança no questionário

A falha no questionário foi revelada pelo Moon BH após uma análise técnica dos formulários anexados pela AtlasIntel para duas pesquisas que estavam sendo conduzidas simultaneamente em território mineiro (uma estadual e outra de caráter presidencial).

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Na seção do formulário destinada a testar possíveis confrontos de segundo turno para o Palácio Tiradentes, o instituto incluiu cinco cenários. Enquanto os três primeiros contemplavam embates regulares entre os postulantes estaduais (Patrus Ananias x Cleitinho Azevedo, Alexandre Kalil x Cleitinho e Gabriel Azevedo x Cleitinho), os dois últimos cenários apresentavam simulações sem respaldo na realidade política de 2026:

  • Patrus Ananias x Romeu Zema
  • Patrus Ananias x Renan Santos

O problema técnico residia no fato de que nem Romeu Zema (Novo) e nem Renan Santos (Missão) são concorrentes ao Executivo mineiro neste pleito. Ambos disputam oficialmente a Presidência da República. Zema renunciou ao cargo de governador do estado em março de 2026 exatamente para construir sua campanha ao Palácio do Planalto, transferindo o comando de Minas para o seu vice, Mateus Simões. Renan Santos também cumpre agenda como presidenciável nas pesquisas nacionais.

A correção política: entrada de Mateus Simões e Flávio Roscoe

Além de colocar dois concorrentes ao Planalto em um pleito regional, o formulário anterior apresentava uma lacuna expressiva: havia deixado de fora das simulações de segundo turno o atual governador e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), e o candidato lançado pelo PL, o empresário Flávio Roscoe.

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Trata-se de dois nomes que pontuam de forma consistente no cenário estadual. Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, Simões registrou 7% e Roscoe obteve 3% das intenções de voto. Já no levantamento do Real Time Big Data, os índices foram de 11% e 5%, respectivamente. No novo questionário protocolado no TSE a distorção foi saneada, e ambos passaram a figurar nas baterias de testes para o governo.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.