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Prefeitos ‘rebeldes’ do PT, PP, PL e Cidadania apoiam “rivais” nesta eleição

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O mapa oficial das coligações em Minas Gerais está começando a contar apenas uma parte da eleição. Nesta segunda-feira (24), prefeitos e dirigentes do Cidadania formalizaram apoio político a Mateus Simões (PSD), embora a federação da qual o partido faz parte esteja na coligação de Alexandre Kalil (PDT). Meses antes, o prefeito de Pará de Minas, Inácio Franco, eleito pelo PL, declarou voto em Marília Campos (PT) para o Senado, mesmo com o próprio PL lançando Domingos Sávio para a vaga.

Os dois casos ampliam um movimento que o Moon BH já vinha acompanhando. A prefeita de Frei Gaspar, Jackeliny Nascimento (PT), decidiu apoiar Cleitinho Azevedo (Republicanos) para governador, deixando de lado Patrus Ananias, candidato de seu próprio partido. Em Itapecerica, Gleytinho do Valério (PP) também declarou apoio a Cleitinho, embora PP e União Brasil estejam formalmente na coligação de Mateus Simões.

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Não há evidência suficiente para falar em debandada dos partidos. Mas já existe algo mais interessante: apoios municipais relevantes atravessando pelo menos quatro legendas e três candidaturas diferentes.

O fenômeno não fica restrito ao Palácio Tiradentes. Ele chega também à disputa pelo Senado e mostra que o mapa das prefeituras pode ser bem mais fragmentado do que o desenho produzido pelas convenções.

Prefeito do PL escolheu Marília Campos, do PT, para o Senado

O caso de Inácio Franco talvez seja o mais simbólico porque atravessa justamente a principal divisão ideológica da política nacional.

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Prefeito de Pará de Minas, na Região Central, Inácio foi eleito em 2024 pelo PL, partido que neste ano lançou Domingos Sávio ao Senado em Minas. Mesmo assim, anunciou ainda em maio apoio a Marília Campos, candidata do PT.

Em vídeo divulgado pela própria Marília, Inácio explicou que conheceu a petista quando os dois eram deputados estaduais e colocou a relação pessoal acima das diferenças partidárias. Disse ser um prefeito do PL apoiando uma candidata do PT porque, em sua avaliação, ela representaria bem Minas.

O deputado federal Junio Amaral pediu a expulsão do prefeito. A direção mineira encaminhou o caso à Comissão de Ética e Disciplina e afirmou, em análise preliminar, que a declaração poderia representar descumprimento das diretrizes partidárias.

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Cidadania está com Simões, mas sua federação está com Kalil

O caso desta segunda-feira é institucionalmente ainda mais peculiar. O Cidadania integra uma federação com o PSDB. Para a Justiça Eleitoral, partidos federados precisam atuar como uma única legenda. Em Minas, a Federação PSDB-Cidadania integra a coligação de Alexandre Kalil, com o PSDB indicando Carlos Mosconi para vice-governador.

Só que o Cidadania mineiro não quer apoiar Kalil. Nesta segunda, dez prefeitos e representantes da legenda participaram de encontro com Mateus Simões, no comitê de campanha do governador, em Belo Horizonte. O grupo entregou um documento de compromissos e declarou apoio à reeleição do candidato do PSD.

Cleitinho já havia aberto duas fissuras

Os novos casos se somam aos dois primeiros identificados pelo Moon BH. Em Frei Gaspar, Jackeliny Nascimento (PT) montou uma espécie de chapa própria. Declarou apoio a Lula para presidente, mas escolheu Cleitinho para governador, em vez de Patrus Ananias. Para o Senado, colocou Marília Campos, do PT, ao lado de Marcelo Aro, do PP.

O PT mineiro passou a discutir se a atitude poderia gerar punição partidária.

Em Itapecerica, Gleytinho do Valério (PP) seguiu pelo mesmo caminho em relação ao governo. O PP faz parte da Federação União Progressista, que está formalmente na coligação de Mateus Simões. Mesmo assim, o prefeito declarou apoio a Cleitinho e chegou a convidar publicamente outros gestores municipais a acompanhá-lo.

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The Politica
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O The Política é uma coluna que escreve sobre política local de forma especializada, com análises precisas e profundas do cenário político, sempre focado nos temas mais atuais e importantes para o brasileiro.