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Damião veta bet no Arraial de Belô e manda devolver R$ 500 mil para a empresa

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O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, determinou o cancelamento do patrocínio de R$ 500 mil firmado entre a Esportes da Sorte e o Arraial de Belô 2026. O dinheiro recebido será devolvido à casa de apostas e a marca ficará fora da festa promovida pela Prefeitura. A decisão foi anunciada por Damião na segunda-feira, 20 de julho, quatro dias antes do início da programação no Mineirinho. O contrato havia sido celebrado antes do decreto municipal que proibiu a publicidade de bets em espaços e eventos públicos da capital.

“Esse contrato foi feito antes do meu decreto, então eu pedi para devolver o dinheiro. Não tem participação e nem terá participação de bet em espaços públicos e em eventos públicos enquanto eu for prefeito de Belo Horizonte”, afirmou o prefeito.

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O cancelamento não provocará redução na programação. A Belotur informou que assumirá integralmente os R$ 500 mil previstos no contrato, preservando a estrutura, as atrações e os serviços planejados para a 47ª edição do Arraial de Belô.

Na prática, o evento deixa de contar com o aporte privado da casa de apostas, mas o mesmo valor será coberto pela empresa municipal responsável pela promoção turística de Belo Horizonte.

Contrato poderia continuar, mas Damião mandou cancelar

O patrocínio havia sido obtido por meio de um processo seletivo promovido pela Belotur. A Esportes da Sorte ocupava a categoria “Patrocínio Master”, cuja cota mínima prevista no edital era justamente de R$ 500 mil.

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A situação entrou em discussão depois que Damião assinou, em 14 de julho, um decreto proibindo publicidade estática ou digital de operadoras de apostas de quota fixa em órgãos municipais, mobiliário urbano, imóveis da Prefeitura, concessões e eventos promovidos pelo poder público.

O texto deu aos órgãos municipais um prazo de 15 dias úteis para revisar contratos e atos administrativos já existentes. Inicialmente, a Procuradoria-Geral do Município avaliou que, durante esse período de adequação, a divulgação da patrocinadora poderia ser mantida no Arraial.

Damião adotou uma posição mais restritiva. Mesmo com o contrato anterior ao decreto e a possibilidade de transição, determinou a retirada imediata da empresa e a devolução do aporte.

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Festa manterá shows e estrutura no Mineirinho

A Belotur informou que a troca na fonte dos R$ 500 mil não afetará a programação. Segundo a empresa, o Arraial de Belô seguirá com R$ 2,4 milhões captados por meio de patrocínios e convênios, o maior volume da história do evento.

Entre os demais apoiadores estão Caixa Econômica Federal, CDL-BH, Mart Minas, Ministério do Turismo e Sesc em Minas.

Os contratos já publicados diretamente pela Belotur somam R$ 3,68 milhões. Desse total, R$ 3,08 milhões correspondem à contratação da empresa responsável pelo planejamento, infraestrutura, logística e execução da festa. Outros R$ 585 mil são destinados à locação do Mineirinho.

O Ministério do Turismo destinou R$ 400 mil para apoiar a programação artística e parte da locação do espaço. Desse montante, R$ 248 mil foram utilizados na contratação de Felipe Araújo e R$ 100 mil no show da banda Chama Chuva. Mumuzinho e Zé Vaqueiro serão custeados pelo Sesc em Minas.

O Arraial de Belô será realizado nos dias 24, 25 e 26 de julho e 1º e 2 de agosto, com entrada gratuita. A programação terá shows, apresentações de quadrilhas e uma vila gastronômica.

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The Politica
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