HomePolítica e PoderSenador Cleitinho vai ser candidato a governador? O prazo que ele deu

Senador Cleitinho vai ser candidato a governador? O prazo que ele deu

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O prazo político do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, para decidir se disputa o governo de Minas Gerais entrou na fase mais sensível. O parlamentar vinha usando a Copa do Mundo, as festas de São João e o calendário eleitoral como argumentos para adiar uma resposta definitiva. Com o Brasil eliminado pela Noruega nas oitavas de final, a cobrança tende a aumentar, mesmo que o Mundial siga até 19 de julho.

A decisão não é apenas pessoal. Cleitinho virou a peça que condiciona todo o tabuleiro da direita em Minas.

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Por que a decisão trava o tabuleiro da direita

O PL aguarda uma resposta do senador para definir sua estratégia. O partido precisa saber se embarca em aliança com o Republicanos, se lança nome próprio ou se busca outro arranjo para a disputa estadual. O governador Mateus Simões, do PSD, candidato à reeleição, também acompanha o movimento de perto. A entrada de Cleitinho muda o tamanho da disputa e dificulta uma tentativa de unificação do campo anti-PT no estado.

O ponto central é que o prazo não é jurídico, mas político. Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral, as convenções partidárias começam em 20 de julho e vão até 5 de agosto. O registro das candidaturas deve ser feito até 15 de agosto.

A demora de Cleitinho tem sido tratada por aliados como estratégia. Em junho, ele afirmou que a eleição só começaria em 15 de agosto e que o eleitor estaria mais preocupado com Copa, São João e rodeio do que com a sucessão estadual.

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A diferença agora é que o tempo passou a pressionar os partidos. A partir de 20 de julho, as legendas entram no período formal de convenções, quando precisam definir coligações, composição de chapa, vice, suplentes ao Senado e divisão do tempo de televisão. Quanto mais o senador adia, menos espaço os aliados têm para ajustar a própria rota.

O que o PL e o Republicanos preparam

O PL trabalha com a possibilidade de apoiar Cleitinho, mas mantém alternativas. Segundo o Metrópoles, caso o senador não dispute o governo, o partido tem como opções o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli e o ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe. O presidente estadual do PL, Zé Vitor, confirmou que a legenda aguarda a decisão. Já como mostra a apuração do Moon BH, o senador avalia que seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, pode lhe substituir.

O Republicanos, por outro lado, tenta transmitir confiança. O presidente estadual da sigla, Euclydes Pettersen, afirmou à Itatiaia que Cleitinho será candidato ao governo em uma chapa pura, com Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, como vice. Segundo a coluna, o anúncio formal ocorreria após o fim da Copa, às vésperas das convenções.

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O custo de continuar em silêncio

Os números dão margem para o senador esperar. Ao não se lançar formalmente, ele reduz a exposição a ataques diretos, evita compromissos antecipados com aliados nacionais e mantém PL e Republicanos dependentes de seu gesto.

A espera, porém, tem preço. Em algum momento, o suspense deixa de ser trunfo e passa a parecer indefinição.

A disputa em Minas tem peso nacional. O estado é o segundo maior colégio eleitoral do país e costuma ser decisivo em eleições presidenciais. A definição de Cleitinho afeta o palanque de Flávio Bolsonaro, o espaço do Republicanos, a estratégia do PL e a tentativa da esquerda de montar uma candidatura competitiva.

O próximo movimento esperado é uma fala pública do próprio senador. Tempo ainda há, porque o calendário formal só fecha em agosto. A questão é outra: depois de meses segurando o anúncio, qualquer nova postergação pode começar a reorganizar o jogo sem ele.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.