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Câmara de BH deve aprovar 2 Leis para as escolas públicas e particulares

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A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) intensificou, na última semana, o debate sobre a inserção de conteúdos culturais e cívicos no currículo escolar da capital. Dois projetos de lei (PLs) distintos, mas que compartilham o objetivo de moldar a formação simbólica dos estudantes, avançaram no plenário: um focado na difusão da música erudita e outro na obrigatoriedade do ensino do Hino Nacional Brasileiro.

Os movimentos revelam uma tendência do Legislativo belo-horizontino em 2026 de intervir de forma mais direta nas diretrizes educacionais, buscando reforçar identidades artísticas e valores patrióticos dentro das instituições de ensino.

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Música erudita no contraturno das escolas municipais

O PL 198/2025, de autoria do vereador Neném da Farmácia (Mobiliza), concluiu sua tramitação legislativa no dia 6 de maio. A proposta prevê a promoção da música erudita ou clássica entre os alunos do ensino fundamental da rede pública municipal.

Durante a análise das comissões, o texto original sofreu um ajuste estratégico para evitar conflitos pedagógicos:

  • Formato: As atividades (concertos, audições e leitura de partituras) ocorrerão obrigatoriamente no contraturno escolar.
  • Objetivo: Estimular a criatividade, a sensibilidade estética e a concentração dos estudantes.
  • Status atual: Aprovado em definitivo, o projeto agora aguarda a sanção ou o veto da Prefeitura para se tornar lei.

Ao optar pelo contraturno, a Câmara preservou a carga horária regular das escolas de tempo integral, atendendo às críticas sobre a pressão curricular, sem abrir mão do fomento cultural.

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Hino Nacional: Civismo e letra correta nas salas de aula

Ilustração criada com AI – Grork

Já o PL 69/2025, proposto pela vereadora Flávia Borja (Pode), avançou em primeiro turno no dia 8 de maio. Diferente do projeto da música clássica, esta proposta abrange tanto as escolas públicas quanto as privadas da capital mineira.

O projeto determina que as instituições ensinem e incentivem os alunos a conhecer e cantar corretamente o Hino Nacional. Segundo a justificativa da vereadora, a medida visa:

  • Reforçar sentimentos de ética, respeito e patriotismo;
  • Estimular a musicalidade, a memória e a ampliação do vocabulário;
  • Retomar práticas cívicas que, sob a ótica da parlamentar, perderam força no ambiente escolar nos últimos anos.

Ao contrário do projeto de música erudita, o PL do Hino Nacional ainda precisa passar por uma segunda votação em plenário antes de seguir para a mesa do Executivo.

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Tendência: O Legislativo na formação de valores

A aprovação dessas propostas em 2026 sinaliza um esforço da Câmara para que a escola atue além dos conteúdos tradicionais (Matemática, Português, etc.). Existe uma convergência, ainda que de matrizes ideológicas diferentes, na ideia de que o ambiente escolar deve ser o berço de um repertório artístico mais sofisticado e de uma consciência cívica mais robusta.

Se sancionadas, as leis imporão desafios logísticos e pedagógicos às diretorias, que precisarão integrar concertos e práticas cívicas ao cotidiano dos alunos. O desfecho agora depende da análise política do Executivo e da mobilização do setor educacional frente a essas novas diretrizes.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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