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Banco Inter, BTG, XP, Nubank: Por que os donos de bancos estão comprando sites e revistas

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A fronteira entre o mercado financeiro e os veículos de comunicação no Brasil praticamente desapareceu. Nos últimos anos, gigantes como BTG Pactual, XP, Nubank e bilionários como Rubens Menin investiram pesado para comprar plataformas de mídia, em uma estratégia clara para controlar a narrativa econômica, conquistar audiência e reduzir os custos de aquisição de clientes.

A construção de influência de Rubens Menin

O movimento mais explícito de simbiose entre mídia e negócios em Minas Gerais tem a assinatura de Rubens Menin. O bilionário estruturou a fundação da CNN Brasil e, em 2021, adquiriu 100% da Rádio Itatiaia, histórica líder de audiência no estado.

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A operação criou um eixo poderoso e raro de influência. Menin garantiu presença simultânea no debate político nacional e na conversa cotidiana dos mineiros, transformando o controle da mídia em um ativo estratégico para consolidar suas demais verticais de negócios.

O avanço dos bancos: BTG, XP e Nubank na disputa

Para as instituições financeiras, ter um veículo próprio significa pautar o mercado sem depender de intermediários. O dinheiro quer a mídia porque ela organiza a reputação e a agenda pública.

Os movimentos recentes consolidaram um novo e bilionário mapa corporativo no Brasil:

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  • BTG Pactual e Exame: O banco comandado por André Esteves arrematou a revista em leilão por R$ 72,3 milhões, agregando credibilidade e um canal direto com o empresariado.
  • XP e InfoMoney: O portal atua como braço de distribuição de autoridade, pautando o debate sobre juros e renda fixa para baratear a captação de clientes da corretora.
  • Nubank e InvestNews: Sob o guarda-chuva do banco digital desde 2020, o portal aposta em educação financeira para disputar a interpretação diária do noticiário econômico.
  • Entre Investimentos e IstoÉ: A gestora provou que ecossistemas menores também operam na tese, arrematando os domínios digitais da IstoÉ por R$ 15 milhões em 2022.

O caminho inverso: Quando a mídia vira banco

Microfone da Globo Minas
Reprodução – Globoi

A relação entre jornalismo e dinheiro, no entanto, opera em uma via de mão dupla. As empresas de comunicação originais também usam suas audiências gigantescas para abocanhar fatias do setor financeiro, buscando escala e monetização recorrente.

O Grupo Globo, por exemplo, formou uma joint venture com a Stone (33% da Globo e 67% da fintech), utilizando a força da TV para alavancar a maquininha.

No ambiente digital, o UOL controla o PagSeguro/PagBank, fundindo a maior audiência da internet brasileira com uma plataforma financeira robusta.

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Esses intrincados arranjos estruturais e fusões de mercado costumam passar pelo crivo regulatório do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – CADE, que avalia a concentração de mercado no país.

O fim da linha: Jornalismo ou engrenagem de vendas?

O fenômeno revela uma mudança estrutural irreversível: um novo tipo de concentração de poder, menos ideológica na superfície, mas profundamente estratégica no controle da narrativa.

O grande teste para os próximos anos será a transparência. O mercado precisará observar se esse casamento bilionário produzirá veículos jornalísticos mais robustos ou ecossistemas fechados, onde informação isenta, produtos financeiros e influência operam como uma única e silenciosa engrenagem corporativa.

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Fhilipe Pelájjio
Fhilipe Pelájjiohttps://moonbh.com.br/fhilipe-pelajjio/
Publicitário, jornalista e pós-graduado em marketing, é editor do Moon BH e do Jornal Aqui de BH e Brasília. Já foi editor do Bhaz, tem passagem pela Itatiaia e parcerias com R7, Correio Braziliense e Estado de Minas. Especialista na cobertura de política, economia de Minas Gerais e de futebol e sua influência econômica e política.

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