O Flamengo saiu do Maracanã com a classificação assegurada e uma mudança obrigatória para o próximo confronto continental. Expulso diante do Independiente del Valle, Jorginho cumprirá suspensão na ida da semifinal da Libertadores, contra o Estudiantes, na Argentina.
A ausência leva Leonardo Jardim a reorganizar uma parte importante do time antes de uma partida fora de casa. A escolha envolve a substituição do volante e a distribuição das tarefas de construção e proteção pelo meio.
O empate por 1 a 1 na quinta-feira, 17 de setembro, foi suficiente porque o Rubro-Negro havia vencido a ida por 2 a 0. A vantagem construída no Equador garantiu a continuidade na competição, mas o cartão vermelho deixou uma consequência para outubro.
Dois cartões em nove minutos
Jorginho recebeu o primeiro amarelo aos dez minutos do segundo tempo, ao interromper um contra-ataque. Nove minutos depois, acertou o braço no rosto de Alcívar durante uma disputa para proteger a bola e recebeu a segunda advertência.
A suspensão automática foi confirmada pelo ge. O meio-campista não poderá atuar no primeiro encontro com o Estudiantes, em La Plata, independentemente da distância entre as duas fases.
Depois da partida, o jogador reconheceu o episódio nas redes sociais. “Infelizmente, o erro faz parte do futebol e hoje tive a infelicidade de cometer um”, escreveu, em manifestação na qual também agradeceu o apoio recebido.
A reação pública encerra uma parte do assunto, mas a comissão ainda precisa resolver sua consequência esportiva. O próximo jogo da Libertadores começará com uma formação diferente daquela utilizada na volta das quartas.
Saúl e De La Cruz aparecem como alternativas
Saúl e De La Cruz são apontados como as principais opções para a vaga. Até agora, porém, não há definição anunciada sobre o substituto.
A lista fica menor porque Evertton Araújo também está indisponível. O jovem sofreu uma lesão muscular considerada grave e tem retorno previsto apenas para novembro, segundo a mesma reportagem.
Para Jardim, a questão será encontrar uma combinação que funcione em diferentes momentos da partida. O escolhido precisará participar quando o Flamengo tiver a bola e se ajustar às coberturas quando a posse mudar de lado.
Uma troca no meio-campo também interfere nas opções de passe dos zagueiros e na aproximação com os jogadores mais adiantados. Por isso, a avaliação não se resume ao desempenho individual de quem entrar: passa pelo funcionamento dos companheiros ao redor.
A classificação deixou problemas para corrigir
A atuação contra o Del Valle trouxe material concreto para esse trabalho. Na coletiva, Jardim reconheceu dificuldades técnicas e duelos perdidos, além de ressaltar o apoio recebido depois da expulsão.
A resposta emocional ajudou o time a atravessar os minutos de maior pressão. Para a semifinal, o objetivo será transformar a reação vista naquele momento em organização desde o início, sem depender de uma situação de emergência para elevar a concentração.
O relato do ge sobre o vestiário após a classificação descreve uma comemoração contida e cobranças internas pela atuação. Entre os problemas discutidos estava a insistência em passes pelo centro diante de um adversário que esperava justamente essa tentativa para contra-atacar.
Essa observação se relaciona diretamente com a preparação do novo meio-campo. A circulação precisa oferecer alternativas para que o portador da bola reconheça quando acelerar, mudar o lado da jogada ou recuar para reiniciar a construção.
O tempo até outubro precisa produzir uma resposta
A semifinal será disputada em outubro, com ida na Argentina e volta no Maracanã. Datas e horários exatos ainda dependem da definição da Conmebol, mas o Flamengo já conhece a ausência que precisará administrar.
O intervalo permite trabalhar combinações e acompanhar a condição dos candidatos à vaga. Também cria espaço para corrigir comportamentos coletivos identificados nas quartas, especialmente a ocupação dos espaços durante a saída de bola.
Para quem assumir a posição, a oportunidade terá peso de semifinal, mas a responsabilidade precisará ser compartilhada. Uma equipe bem distribuída oferece linhas de passe e proteção ao substituto, reduzindo a dependência de uma solução individual.
O Flamengo conseguiu superar a expulsão durante a partida contra o Del Valle. Agora, terá de preparar com antecedência a versão do time que começará a disputa contra o Estudiantes sem Jorginho.


