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Flamengo tem 9 na Copa do Mundo, mas só 1 jogador deu resposta em campo até agora

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O Flamengo chegou à Copa do Mundo de 2026 como o clube brasileiro com mais jogadores convocados. São nove representantes no torneio, divididos entre Brasil, Uruguai, Colômbia e Equador. A presença numerosa reforça o peso internacional do elenco rubro-negro, mas o início do Mundial teve leituras bem diferentes para cada atleta.

Até a tarde desta terça-feira, 16 de junho, seis dos nove já tinham vivido a primeira rodada de alguma forma. Lucas Paquetá foi titular no empate do Brasil com Marrocos. Danilo, Alex Sandro e Léo Pereira ficaram no banco da Seleção. Pelo Uruguai, Guillermo Varela começou jogando, Nicolás De La Cruz entrou no segundo tempo e Arrascaeta sequer foi relacionado por causa de lesão. Gonzalo Plata foi titular pelo Equador contra a Costa do Marfim. Jorge Carrascal ainda aguarda a estreia da Colômbia.

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O balanço inicial tem um destaque claro: De La Cruz. Mesmo com apenas cerca de 20 minutos em campo, o meio-campista mudou o ritmo uruguaio, quase marcou e virou assunto entre torcedores do Fla nas redes. No outro extremo, Paquetá começou como titular do Brasil, mas teve atuação discreta em uma Seleção que sofreu para jogar bem contra Marrocos.

Paquetá foi titular, mas não conseguiu comandar o meio

Foto de Paquetá no Flamengo comemorando de forma muito enfática
Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Lucas Paquetá foi o único jogador do clube carioca titular na estreia brasileira. Carlo Ancelotti escalou o meia ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães, tentando dar ao meio-campo uma combinação de força, passe e chegada à área. A ideia, no entanto, não funcionou como esperado.

O Brasil empatou por 1 a 1 com Marrocos, em Nova Jersey, e teve dificuldades para controlar o jogo no primeiro tempo. A equipe africana pressionou, encontrou espaços entre as linhas e abriu o placar com Ismael Saibari. Vinícius Júnior empatou ainda antes do intervalo, mas a atuação coletiva deixou dúvidas.

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Paquetá entrou no mesmo pacote de cobrança. Não foi o pior em campo, mas também não conseguiu organizar a equipe, acelerar a circulação ou se aproximar com perigo dos atacantes. Teve um voleio no fim da primeira etapa, registrado pela Fifa entre as chances brasileiras, mas a participação geral ficou abaixo do peso que ele poderia ter no time.

A estreia foi mais decepcionante pelo contexto do que por uma falha individual. O camisa rubro-negro vinha em boa temporada no Rio, com gols, passes decisivos e retomada de confiança. Na Seleção, porém, ainda precisa encontrar a melhor função dentro do desenho de Ancelotti.

Danilo, Alex Sandro e Léo Pereira não saíram do banco. A decisão do treinador indica que os três começam a Copa como alternativas, não como titulares imediatos. Danilo e Alex Sandro disputam espaço com jogadores mais fortes fisicamente no momento, enquanto Léo Pereira briga em um setor com Marquinhos, Gabriel Magalhães, Ibañez e outros defensores mais consolidados na hierarquia.

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Para o Fla, a situação tem dois lados. Paquetá ganhou vitrine, mas não brilhou. Os três defensores foram preservados, o que reduz desgaste, mas também limita exposição internacional nesta primeira rodada.

De La Cruz entrou pouco e foi quem mais deixou boa impressão

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

O melhor início entre os rubro-negros veio com De La Cruz. O uruguaio começou no banco contra a Arábia Saudita e entrou aos 26 minutos do segundo tempo, no lugar de Ugarte, quando a Celeste perdia por 1 a 0.

A entrada mudou o tom da partida. O meio-campista deu mais mobilidade, aproximou setores e apareceu na entrada da área para finalizar de primeira. O chute obrigou Mohammed Al-Owais a fazer boa defesa e gerou repercussão imediata entre torcedores do Rubro-Negro.

O Uruguai empatou pouco depois, com Maxi Araújo, e terminou o jogo em 1 a 1. De La Cruz não participou diretamente do gol, mas sua presença ajudou a empurrar a equipe para frente. Em um Mundial no qual cada minuto conta, a estreia curta pode pesar para que Marcelo Bielsa repense a formação na segunda rodada.

A boa atuação também importa para o Flamengo. O jogador chegou à Copa depois de uma sequência de oscilações físicas e de uma relação sempre cuidadosa com minutagem. Mostrar intensidade, entrar bem e quase decidir em poucos minutos é um sinal positivo para o clube e para a seleção.

Varela também foi titular no Uruguai. O lateral começou pela direita e fez parte de uma defesa que sofreu com a bola parada no gol saudita, marcado após erro de Muslera. Não comprometeu de forma isolada, mas também não teve grande destaque ofensivo. Sua estreia pode ser definida como correta, sem brilho.

Arrascaeta foi o caso mais preocupante. O meia não foi relacionado para a estreia porque segue em recuperação de lesão na panturrilha direita. A expectativa extraoficial é que esteja disponível apenas para a terceira rodada, contra a Espanha, no dia 26. Para a Gávea, o tema é sensível: o camisa 10 vinha de recuperação cuidadosa após cirurgia na clavícula e a nova lesão gerou incômodo nos bastidores.

Plata foi titular, mas Equador tropeçou no fim

Jogador Gonzalo Plata do Flamengo
Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Gonzalo Plata começou jogando na derrota do Equador por 1 a 0 para a Costa do Marfim, na Filadélfia. O atacante foi escalado no setor ofensivo ao lado de Enner Valencia, John Yeboah e Alan Minda, em uma formação agressiva de Sebastián Beccacece.

O equatoriano do Fla teve participação ativa, mas a seleção não conseguiu transformar volume em gol. A partida foi equilibrada, com chances dos dois lados, bolas na trave e definição apenas aos 90 minutos, quando Amad Diallo marcou para os marfinenses.

A derrota colocou o Equador em situação de pressão no Grupo E. Para Plata, a avaliação fica no meio-termo. Foi titular, participou do jogo e tentou criar, mas não conseguiu ser decisivo. Como atacante, será cobrado por ações mais claras de gol ou assistência nos próximos compromissos.

Por fim, o ponto positivo é que segue prestigiado na seleção. A titularidade mostra que Beccacece confia no jogador. O ponto negativo é que a estreia coletiva abaixo do esperado pode abrir espaço para mudanças, principalmente porque o Equador agora precisa vencer Curaçao para não complicar a classificação.

Carrascal ainda espera a estreia da Colômbia

Foto de Carrascal do Flamengo
FOTOS: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

Jorge Carrascal é o único convocado rubro-negro que ainda não iniciou a caminhada. A Colômbia estreia contra o Uzbequistão na quarta-feira, às 23h de Brasília, pelo Grupo K.

O meia chega em uma situação interessante. Diferentemente de Arrascaeta, não tem problema físico relevante. Diferentemente de alguns brasileiros, pode ter mais espaço real dentro da seleção. A dúvida está no papel que terá: titular, opção de segundo tempo ou peça para mudar o ritmo quando o jogo pedir mais criatividade.

No Flamengo, Carrascal ainda busca consolidar protagonismo. Uma boa Copa pode mudar sua imagem. O jogador tem técnica, condução e passe vertical, mas precisa transformar talento em regularidade. A seleção colombiana pode oferecer justamente uma vitrine diferente, em um ambiente no qual ele tende a receber menos marcação do que no futebol brasileiro.

Para o Rubro-Negro, a presença dele no Mundial é estratégica. Uma boa sequência pode valorizar um ativo importante do elenco. Uma participação discreta, por outro lado, mantém o jogador no mesmo ponto de cobrança: muito repertório, mas ainda com necessidade de mais constância.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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