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Flamengo tem € 10,4 milhões em 4 jogadores com contratos perto do fim e pode perder de graça

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O Flamengo chega ao meio da temporada com uma decisão contratual importante para resolver. Everton Cebolinha, Danilo, Alex Sandro e Dyogo Alves têm vínculo até 31 de dezembro de 2026 e, a partir de julho, poderão assinar pré-contrato com outro clube caso não haja renovação.

A situação não significa que todos estejam de saída, mas muda a dinâmica das negociações. Quando um jogador entra nos seis meses finais de contrato, o clube perde parte do controle sobre o futuro do atleta. O interessado pode esperar o fim do vínculo, enquanto o time precisa decidir se renova, tenta negociar na janela ou aceita o encerramento natural do ciclo.

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A lista tem perfis diferentes. Everton é o nome de maior valor de mercado, avaliado em 7 milhões de euros pelo Transfermarkt. Danilo e Alex Sandro são veteranos de peso, com histórico de seleção brasileira e experiência em grandes clubes europeus. Dyogo Alves, goleiro formado no clube, representa um ativo jovem em uma posição de desenvolvimento mais lento.

Somados, os quatro chegam a 10,4 milhões de euros em valor de mercado. O número não quer dizer que o Flamengo perderia exatamente esse montante em caso de saída livre, mas mostra que existe patrimônio esportivo e financeiro envolvido na decisão.

Everton Cebolinha é o caso mais valioso do Flamengo

Everton Cebolinha é o jogador que exige uma definição mais urgente do ponto de vista financeiro. Aos 30 anos, ainda tem mercado, experiência internacional e características valorizadas no futebol brasileiro. É um atacante de lado, com capacidade de condução, drible curto e chegada à área.

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O problema está no encaixe esportivo e no custo-benefício para os próximos anos. O Flamengo tem um elenco ofensivo forte, com concorrência alta e necessidade constante de renovar peças para manter intensidade. Nesse cenário, Everton precisa mostrar se ainda é parte importante do plano ou se virou um nome negociável.

Se a diretoria entender que o atacante segue relevante para Leonardo Jardim, a renovação pode ser discutida antes que o mercado avance. Caso contrário, a próxima janela vira a última oportunidade real de buscar alguma compensação financeira. Depois disso, o jogador terá liberdade para encaminhar o futuro sem que o clube participe diretamente da negociação.

Everton não é um caso simples porque ainda pode entregar rendimento. A questão é que, em elenco caro, jogadores de boa reputação e contrato perto do fim não podem ficar sem definição. O risco não está apenas na saída. Está na perda de poder de negociação.

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Danilo e Alex Sandro dependem de projeto e condição física

Danilo e Alex Sandro entram em outra lógica. O Flamengo não olha para os dois como ativos de revenda, mas como jogadores de liderança, experiência e capacidade de competir em jogos grandes.

Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Danilo tem 34 anos, valor de mercado de 2 milhões de euros e contrato até o fim da temporada. O zagueiro chegou ao clube depois de uma carreira construída em alto nível, com passagens por Real Madrid, Manchester City, Juventus e seleção brasileira. Na Gávea, sua importância vai além da posição em campo. Ele agrega leitura, organização e influência no vestiário.

Ainda assim, a idade torna qualquer decisão mais cuidadosa. Uma renovação para 2027 precisaria considerar minutagem, condição física, salário e função no elenco. O Flamengo pode optar por manter Danilo como peça de liderança e rotação, mas também pode deixar o ciclo se encerrar caso entenda que a defesa precisa de renovação.

Alex Sandro vive situação parecida. Aos 35 anos, o lateral-esquerdo tem valor de mercado de 1 milhão de euros e segue sendo um jogador técnico, experiente e acostumado a decisões. O desgaste natural da posição, porém, pesa. A lateral exige arrancadas, recomposição, força no duelo e sequência física difícil para atletas mais veteranos.

A permanência de Alex Sandro dependerá menos do histórico e mais do que o Rubro-Negro espera da posição para 2027. Se o clube quiser um elenco mais jovem e intenso, a tendência é buscar alternativa no mercado. Se entender que o lateral ainda pode contribuir em jogos selecionados e na gestão do grupo, uma renovação curta poderia ser avaliada.

Nos dois casos, o clube precisa separar respeito à trajetória de planejamento. Danilo e Alex Sandro têm currículo para permanecerem valorizados, mas o Flamengo precisa decidir se o próximo ciclo ainda comporta jogadores desse perfil.

Dyogo Alves é uma decisão de formação

Dyogo Alves aparece como o nome menos midiático da lista, mas seu caso também exige cuidado. O goleiro tem 22 anos, foi formado no clube e tem valor de mercado de 400 mil euros. Em uma posição de amadurecimento tardio, ficar sem jogar pode atrapalhar mais do que ajudar.

O clube tem Rossi consolidado e buscou alternativas para a posição, o que reduz o espaço imediato de Dyogo no elenco principal. Por isso, a diretoria precisa definir se o goleiro será renovado para ser emprestado, se terá espaço em uma rotação futura ou se deixará o clube ao fim do contrato.

A saída de um goleiro jovem sem compensação financeira não costuma gerar o mesmo impacto de um atacante valorizado, mas pode representar perda de formação. Clubes de Série B, equipes menores da Série A e mercados externos costumam observar atletas criados em estruturas fortes. Dyogo se encaixa nesse perfil.

O ideal, para o Flamengo, seria evitar indefinição. Se acredita no potencial do goleiro, renovar e buscar minutos em outro clube pode ser o caminho. Se não vê espaço, uma negociação com manutenção de percentual futuro pode proteger melhor o investimento de base.

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Tati Oliveira
Tati Oliveira
Há quase 15 anos no mercado de comunicação, é apaixonada pela notícias e trabalha no jornalismo cobrindo entretenimento, grandes eventos e futebol.

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