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Flamengo fecha o cofre na janela e pode usar saídas para mudar o elenco

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O Flamengo deve entrar na segunda janela de transferências do ano com uma postura bem diferente daquela que marcou os últimos mercados. Depois de investimentos pesados, a tendência interna é de uma janela mais cirúrgica, com contratações pontuais, busca por oportunidades e atenção especial às saídas.

A mudança não significa falta de ambição. O ponto é outro: o clube já gastou alto, tem parcelas relevantes a pagar, ainda não fez uma venda expressiva na temporada e precisa equilibrar o desejo de Leonardo Jardim por mais intensidade com a realidade de caixa do futebol.

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A segunda janela no Brasil será aberta em 20 de julho e ficará disponível até 11 de setembro, conforme calendário oficial anunciado pela CBF para 2026. Até lá, o Flamengo deve usar a pausa da Copa do Mundo para fazer duas leituras ao mesmo tempo: quais posições realmente precisam de reforço e quais jogadores podem sair sem comprometer a espinha dorsal do time.

Flamengo muda o tom após gastar pesado

FOTOS: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

O Flamengo não deve repetir uma contratação de impacto na casa dos 30 milhões de euros. A tendência, neste momento, é trabalhar com um investimento mais controlado, principalmente porque as últimas janelas já consumiram boa parte da margem financeira do clube.

Segundo o ge, a diretoria entende que o investimento inicial nesta janela não deve ser significativo, justamente porque o Rubro-Negro gastou pesado no começo do ano, especialmente com Lucas Paquetá, e ainda não realizou uma venda relevante que aumente o espaço para novas compras.

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Esse é o ponto que explica a cautela. O Flamengo tem receita grande, torcida nacional, arrecadação alta e elenco valioso. Mas janela de transferência não é apenas “ter dinheiro”. É fluxo de caixa, parcelas antigas, luvas, comissões, impostos, folha salarial e metas de venda.

O departamento de futebol trabalha com um investimento anual de cerca de R$ 1,1 bilhão, incluindo folha e contratações. A folha do elenco gira em torno de R$ 450 milhões por ano, e o clube ainda carrega pagamentos de negociações anteriores. Nesse cálculo, a margem inicial para novas compras ficaria entre 10 milhões e 15 milhões de euros, podendo crescer se houver vendas ou parcelamentos longos.

Na prática, o Flamengo não está pobre. Está administrando um elenco caro.

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A janela deve ser de precisão, não de ostentação

A busca no mercado deve priorizar atletas jovens, com bom histórico físico, intensidade e possibilidade de valorização. A ideia é evitar jogador caro demais, acima da curva de preço, que resolva uma posição, mas impeça movimentos em outros setores.

O clube vê quatro áreas com atenção: centroavante, meia, lateral esquerda e volante. Ainda assim, nem todas serão reforçadas com o mesmo peso.

O centroavante aparece como necessidade porque Pedro precisa de concorrência real e também de alguém que permita variação. O perfil ideal seria um atacante entre a referência de área e a mobilidade de Bruno Henrique, capaz de atacar espaço, pressionar saída e não deixar o time preso a um único modelo.

No meio, a busca é por uma alternativa a Arrascaeta. O uruguaio continua sendo peça central, mas o calendário exige um reserva com criatividade e capacidade de conduzir jogos de menor espaço. O Flamengo aprendeu, nos últimos anos, que depender demais de um camisa 10 específico pode virar problema em sequência pesada de Brasileirão e mata-mata.

A lateral esquerda também entra no radar. Alex Sandro tem conversas por renovação, mas a idade e o desgaste físico tornam natural a busca por uma peça mais jovem. Esse movimento ajuda a explicar por que Ayrton Lucas passou a ser observado como nome negociável.

Quem pode deixar o Flamengo

Everton Cebolinha
Jogador Everton Cebolinha – Foto: Adriano Fontes / CRF

O mercado do Flamengo deve ser tão importante nas saídas quanto nas chegadas. E há uma diferença relevante entre “negociável” e “à venda”. Alguns nomes só saem por proposta forte. Outros podem ser envolvidos em operações para abrir espaço, reduzir custo ou evitar perda de valor.

Everton Cebolinha é um dos casos mais claros. O atacante tem mercado no Brasil, ainda pode defender outro clube da Série A e não vive o auge técnico no elenco. Pelo nome, idade e currículo, ainda é um ativo atrativo para clubes que precisam de ponta pronto, mas o Flamengo sabe que o tempo pode jogar contra uma valorização maior.

Luiz Araújo entra em situação parecida. É um jogador com boa capacidade de aceleração, finalização de média distância e experiência internacional, mas que oscilou em protagonismo. Em uma janela com poucos clubes brasileiros capazes de pagar alto, pode virar moeda de negociação ou venda se surgir uma oferta compatível.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, é apaixonada por contar histórias e conhecer pessoas. Tem ampla experiência em jornalismo esportivo e passou pelo setor público e em assessoria de imprensa.

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