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Salário de Bruno Henrique no Flamengo é digno de craque e vale pelo que ele entrega

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Um dos principais jogadores do Flamengo, Bruno Henrique entrega gols e performance apesar de ter 35 anos e caminhar para seu último grande contrato no futebol. Isso se ele quiser, já que seu desempenho anda pode lhe garantir pelo menos mais umas 3 ou 4 temporadas. E hoje ele tem um salário à altura.

A apuração do Moon BH levantou dados do O Globo e também nos bastidores do mercado da bola para chegar a um número atual dos vencimentos do jogador. Descobrimos que apesar das cifras chegarem a R$ 1,8 milhão antes da última renovação, ele não teve grandes ganhos para renovar seu contrato.

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O valor permaneceu o mesmo, mas ele ainda vai ganhar algumas luvas e o novo valor foi negociado perto dos R$ 2 milhões. É comum no futebol que os jogadores recebam luvas, compensações, quando o clube não precisa pagar por seus direitos econômicos.

Essa compensação costuma acontecer com jogadores em fim de contrato, que lucrariam mais vendendo seus direitos para outros times. Isso coloca Bruno Henrique no topo da pirâmide salarial brasileira, que anda cada vez mais inflacionada por causa das Bets.

Esse valor o coloca entre os mais bem pagos do elenco rubro-negro e explica a cobrança dentro de campo. Jogador com custo de estrela precisa decidir, produzir e sustentar minutagem relevante em um ataque que conta também com Pedro, Samuel Lino, Luiz Araújo, Plata e Cebolinha.

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Em maio, o Flamengo anunciou a renovação do contrato do atacante até o fim de 2027. O movimento deixou claro que o clube não enxerga Bruno Henrique apenas como custo — enxerga como liderança, memória vencedora e peça útil para jogos específicos.

Quanto Bruno Henrique vale hoje

O Moon BH apurou no Transfermarkt, que registra o atacante com valor de mercado de 750 mil euros, que dão cerca de R$ 4,6 milhões na cotação atual. Para quem coleciona títulos e recordes no maior clube do país, o número parece baixo. Mas é coerente com a lógica do mercado: jogadores de 35 anos têm pouco valor de revenda, independentemente do impacto histórico. Em 2019 ele chegou a valer 6,5 milhões de euros.

É aí que está a distinção que importa.

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Bruno Henrique no flamengo
Jogador Bruno Henrique – Fotos Gilvan de Souza/Flamengo

Bruno Henrique vale pouco no mercado, mas ainda vale muito dentro do Flamengo. Uma venda dificilmente traria retorno financeiro expressivo. A permanência, por outro lado, pode entregar gols, liderança e experiência em mata-mata continental.

A conta correta não é “quanto o Flamengo consegue vender?”. É “quanto Bruno Henrique ainda entrega em jogos que valem temporada?”.

Como ele joga hoje — e por que mudou

O Bruno Henrique de 2026 é diferente do que explodiu em 2019.

Naquele auge, era um atacante devastador em campo aberto: arrancava em velocidade, vencia no alto, pressionava zagueiros e transformava cada transição em pânico. Era quase impossível de defender quando recebia com espaço.

Hoje, o jogo dele é mais seletivo. Ainda tem velocidade, mas já não depende só de explosão em sequência. Passou a atuar como atacante de leitura, presença de área e ataque ao segundo pau. Escolhe melhor as diagonais, aparece nas costas do lateral e usa experiência para chegar antes do marcador.

Contra o Cusco, os dois gols mostraram esse novo perfil com clareza. Ele não dominou o jogo inteiro — não precisava. Precisava estar no lugar certo, na hora certa. E estava.

Chegou ao fim da carreira?

Não chegou ao fim. Entrou na fase final. A distinção é importante. Fim de carreira seria não conseguir mais competir em alto nível, não decidir jogos e depender apenas da história acumulada. Bruno Henrique ainda está longe disso. Mas também não dá para tratá-lo como se tivesse 28 anos.

O modelo ideal é híbrido: titular em jogos que pedem experiência e presença de área; opção de impacto em partidas que exigem velocidade contra defesa cansada; liderança de vestiário em semanas de pressão.

Nesse papel, ele ainda pode ser muito importante — especialmente na Libertadores, onde chegará ao mata-mata como o brasileiro com mais participações em gols na história da competição.

O salário é alto demais para o Flamengo?

Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

É alto, mas não consideramos alto demais. Se for pago R$ 2 milhões por mês para ser titular absoluto em 60 jogos, a conta parece arriscada. O corpo, a idade e a concorrência já não apontam para esse uso.

Se for pago esse valor para ser ídolo ainda decisivo, liderança interna e atacante capaz de resolver jogos como o do Cusco, a conta fica mais defensável. O Flamengo tem folha salarial gigantesca e pode sustentar jogadores caros, desde que tenham função clara. Depois dos dois gols na Libertadores, Bruno Henrique mostrou que ainda entrega.

Por que uma venda não faz sentido

Pelo valor de mercado atual, uma transferência dificilmente renderia quantia relevante ao Flamengo. Bruno Henrique vale mais ficando do que saindo.

Ou seja, pegar o dinheiro que ele ainda pode render faria pouco sentido ao caixa Rubro-Negro, mas seu futebol ainda faz um estrago dentro de campo e assusta aos rivais. Não é à toa que o Atlético Mineiro foi um dos interessados na contratação dele antes da renovação, com valores cogitados em até R$ 70 milhões.

Isso mostra que no futebol valor de mercado não define potencial de jogador. E neste ponto, Bruno Henrique ainda tem muito a oferecer.

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Marcos Amaral
Marcos Amaral
Jornalista formado pela Estácio de Sá, cobre futebol por paixão e profissão. Jogador amador, é especialista na cobertura do Flamengo, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético, Grêmio e Corinthians. Há mais de 10 anos acompanha de perto o futebol nacional.

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