A apresentação de Lucas Paquetá no Ninho do Urubu virou palco para um “delírio” coletivo que parou a internet para o Flamengo. Em tom de resenha, o diretor de futebol José Boto soltou a frase que todo rubro-negro queria ouvir, projetando a volta de Vinícius Júnior “de graça” ao Flamengo.
A brincadeira aconteceu ao vivo, citando o fim do contrato do craque com o Real Madrid, e obrigou o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) a intervir na hora para cortar o barato e evitar que a torcida cobrasse o impossível.
A Frase que Viralizou: “Não vamos pagar nada”
O gancho para a piada foi o empresário de Paquetá, que também agencia a carreira de Vini Jr. Boto não perdeu a chance:
“O estafe dele está aqui… depois, a seguir, vamos falar de Vinícius Júnior. O contrato está acabando, não vamos precisar pagar nada ao Real Madrid” — disparou o diretor, arrancando risos na sala de imprensa.
Imediatamente, Bap, com um sorriso nervoso, tratou de frear a empolgação: “Não vai se animando, não…”, lembrando que o salário do melhor do mundo hoje é impagável para o futebol sul-americano.
O Abismo de R$ 6 Bilhões no Flamengo
A brincadeira de Boto tem um fundo de verdade no calendário, mas esbarra em uma muralha financeira.

- O Contrato: O vínculo atual de Vini com o Real vai até junho de 2027. Teoricamente, se não renovar, ele ficaria livre.
- A Multa: Até lá, quem quiser tirá-lo antes precisa pagar a bagatela de € 1 bilhão (mais de R$ 6 bilhões).
- A Realidade: Segundo a Reuters, Vini Jr já manifestou desejo de renovar e está feliz na Espanha. A chance de ele sair livre em 2027 é praticamente zero, já que o Real Madrid não perderia seu maior ativo de graça.
Por que falar disso agora?
A declaração serviu para “humanizar” a coletiva e reforçar o elo dos Garotos do Ninho. Com a volta de Paquetá, o Flamengo manda um recado ao mercado: “nossos crias voltam”. Boto já havia dito em entrevistas anteriores que o retorno de Vini é uma questão de tempo (“chegará o momento”), apostando na paixão do jogador pelo clube. Mas, por enquanto, 2027 é apenas uma data no papel — e um sonho distante no orçamento.
A fala de Boto é o entretenimento perfeito: mistura sonho de torcedor, timing de contrato e bastidor de agência. A piada é boa porque é plausível no calendário (2027 está logo ali) e impossível no orçamento.