Poucos clubes no Brasil empilharam picos de performance como o Cruzeiro. Três campanhas sintetizam essa grandeza: a Tríplice Coroa de 2003, a Libertadores de 1997 e o bi do Brasileiro 2013–2014 — marcos que moldaram a identidade copeira e competitiva da Raposa.
Resumo em 30s
- 2003, o ano mágico: Mineiro + Copa do Brasil + Brasileiro; 100 pontos e 102 gols no nacional, time de Luxemburgo com Alex guiando em campo.
- 1997, América azul: final contra o Sporting Cristal; Elivélton decide no Mineirão lotado: 1–0.
- 2013–2014, retomada da hegemonia: bi consecutivo com Marcelo Oliveira; 2013 campeão com 4 rodadas de antecedência; 2014 fecha com 80 pontos (recorde da era de 20 clubes à época).
1) Tríplice Coroa de 2003 — perfeição competitiva
Com Vanderlei Luxemburgo no comando e Alex no ápice, o Cruzeiro venceu Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão no mesmo ano — a famosa Tríplice Coroa. No Brasileiro, foram 100 pontos e 102 gols, um futebol agressivo e dominante que virou referência da era dos pontos corridos.
Por que importa: foi o pacote completo — desempenho, taças e narrativa. Consolidou a imagem de clube capaz de ganhar tudo em alto nível.
2) Libertadores de 1997 — a noite de Elivélton

Depois do 0–0 em Lima, o Mineirão viveu um daqueles jogos que definem gerações. Elivélton marcou aos 30’ do 2º tempo (75’ na súmula) e selou o bi da América contra o Sporting Cristal: 1–0. Dida, Palhinha e Marcelo Ramos completam o elenco de memórias dessa campanha.
Por que importa: prova de casca em mata-mata continental — jogo grande, pressão máxima, execução perfeita.
3) Bi do Brasileirão (2013–2014) — a era Marcelo Oliveira
Sob Marcelo Oliveira, o Cruzeiro voltou a mandar no país. 2013 foi de futebol envolvente (Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Fábio, Dedé…) e título com 4 rodadas de antecedência. Em 2014, o time repetiu a dose e terminou com 80 pontos, topo do ranking de pontuações desde a adoção dos 20 clubes.
Por que importa: consistência. Dois campeonatos seguidos, com identidade clara e elenco protagonista.
Cruzeiro se consolidou como gigante
Essas três taças contam a mesma história por ângulos diferentes. 1997 comprova a vocação copeira. 2003 expõe a capacidade de dominar um calendário inteiro. 2013–2014 mostra que dá para reconstruir com método e voltar ao topo. Quando o Cruzeiro junta talento, projeto e ambiente, vira padrão de excelência — e não coincidência.