Fred já estreou pelo Atlético, foi titular em um clássico contra o Cruzeiro e finalmente realizou o sonho de defender profissionalmente o clube que o revelou. Ainda falta, porém, uma experiência especialmente simbólica nessa volta para casa: entrar em campo com a camisa do Galo dentro da Arena MRV.
A oportunidade pode acontecer neste sábado (29), quando o Atlético recebe o Vitória, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro. Segundo a Itatiaia, o meio-campista já frequentou o estádio como torcedor e foi apresentado oficialmente no local, mas nunca disputou uma partida no gramado da nova casa alvinegra.
É uma curiosidade que resume bem a trajetória do novo camisa 7. Quando Fred deixou a base atleticana, ainda adolescente, a Arena MRV sequer existia.
Fred saiu antes mesmo de estrear profissionalmente pelo Galo
Natural de Belo Horizonte e formado nas categorias de base do Atlético, Fred deixou o clube ainda jovem para seguir ao Internacional.
Foi em Porto Alegre que começou efetivamente sua carreira profissional. Depois, construiu uma trajetória de 13 anos no futebol europeu, passando por Shakhtar Donetsk, Manchester United e Fenerbahçe, além de disputar duas Copas do Mundo pela Seleção Brasileira.
O retorno de Fred ao radar do Atlético vinha sendo tratado há meses como uma possibilidade, inicialmente condicionada à situação contratual do atleta na Turquia.
O próprio Moon também acompanhou a engenharia montada pelo Atlético para tentar contratar Fred sem uma grande taxa de transferência.
Quando finalmente voltou a Belo Horizonte, aos 33 anos, Fred assinou contrato até dezembro de 2029. O Atlético passou então a tratar sua chegada não apenas como reforço esportivo, mas como a volta de um jogador com identificação antiga com o clube.
Duas partidas pelo Atlético e nenhuma na Arena
Fred precisou de pouco tempo para entrar em campo.
A estreia aconteceu no Beira-Rio, justamente contra o Internacional, clube pelo qual se profissionalizou. Depois de começar no banco, o volante participou do empate sem gols pelo Brasileirão.
Três dias mais tarde, Eduardo Domínguez aumentou a aposta. Fred foi titular no empate por 1 a 1 entre Cruzeiro e Atlético, no Mineirão, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Ele formou o meio-campo com Kevin Castaño, outro reforço recente do elenco.
Agora, a terceira partida pode oferecer uma experiência completamente diferente.
Se for utilizado contra o Vitória, Fred pisará pela primeira vez no gramado da Arena MRV como jogador profissional.
Vitória também pode render outra primeira vez
Existe ainda outra coincidência.
Fred não venceu nas duas primeiras partidas pelo Atlético. O Galo empatou por 0 a 0 com o Internacional e ficou no 1 a 1 diante do Cruzeiro.
Dessa forma, a estreia na Arena também pode coincidir com a primeira vitória de Fred como jogador do clube, caso o Atlético supere o Vitória neste sábado.
A possibilidade de começar entre os titulares, contudo, não está garantida.
Domínguez administra o elenco de olho no confronto de terça-feira (1º), quando Atlético e Cruzeiro voltam a se enfrentar na Arena MRV valendo vaga na semifinal da Copa do Brasil.
O calendário decisivo do Atlético já vinha exigindo gestão física do elenco antes mesmo da chegada dos novos reforços.
Como Fred participou de dois jogos em poucos dias depois de desembarcar no Brasil, o treinador pode optar por reduzir sua carga contra o Vitória ou utilizá-lo apenas durante parte da partida.
Conhecer o gramado também pode ajudar antes do Cruzeiro
Mesmo alguns minutos podem ter um valor adicional.
Fred nunca disputou uma partida no gramado sintético da Arena MRV. Jogar contra o Vitória permitiria ao volante ter um primeiro contato competitivo com o campo antes do clássico mais importante desde seu retorno.
Na terça, não haverá margem para adaptação.
Depois do 1 a 1 no Mineirão, qualquer vitória classifica diretamente Atlético ou Cruzeiro. Novo empate leva a decisão para os pênaltis.
Assim, o jogo de sábado pode funcionar ao mesmo tempo como estreia emocional e preparação para uma decisão.
Fred passou pela Ucrânia, Inglaterra e Turquia, disputou Champions League e duas Copas do Mundo. Curiosamente, uma das experiências que ainda faltam em sua carreira acontecerá a poucos quilômetros de onde nasceu.
Dezessete anos depois de deixar a base, o camisa 7 pode finalmente entrar em campo pela primeira vez na casa que o Atlético construiu enquanto ele estava longe.


