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Atlético tem maior invencibilidade da Série A, mas posição ainda é incógnita no time

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O Atlético chega ao momento mais consistente da temporada com uma contradição curiosa. O clube possui atualmente a maior sequência sem derrota entre os integrantes da Série A, mas ainda não encontrou uma resposta definitiva para uma das posições mais importantes do time.

São nove partidas de invencibilidade, com seis vitórias e três empates. Nesse período, a organização defensiva avançou, alguns jogadores cresceram tecnicamente e o Galo conseguiu distribuir melhor seus gols. Mesmo assim, o comando do ataque segue sem um dono absoluto.

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Atlético cresce sem um centroavante indiscutível

Mateo Cassierra pelo Atlético após fazer gol
Foto: Pedro Souza / Atlético

Cassierra soma cinco gols na temporada, mas atravessa um período menos produtivo. Reinier chegou a ser utilizado como alternativa mais adiantada, enquanto outros jogadores também passaram a ocupar espaços diferentes no setor ofensivo.

A situação chama atenção justamente porque acontece enquanto o restante do time parece encontrar respostas.

Natanael se firmou pelo lado direito. Renan Lodi ganhou protagonismo pela esquerda. Bernard recuperou importância ofensiva. Cuello chegou aos seis gols. Na defesa, o Atlético passou seis dos últimos nove jogos sem ser vazado.

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O centro do ataque, portanto, surge como uma das poucas áreas em que Domínguez ainda pode experimentar diferentes soluções.

Invencibilidade diminui urgência, mas não elimina questão

A sequência de resultados positivos naturalmente reduz a pressão.

Quando um time vence, a discussão sobre uma posição sem titular incontestável perde força. Mas o calendário do Atlético ajuda a explicar por que essa questão continua relevante.

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Nesta quarta-feira (19), o Galo recebe o Bragantino na Arena MRV pelas oitavas da Sul-Americana. Depois de vencer por 1 a 0 fora de casa, o time joga pelo empate para avançar.

Em mata-matas, entretanto, partidas frequentemente são decididas por pequenas margens. É justamente nesse cenário que um atacante capaz de transformar poucas oportunidades em gols ganha importância.

Domínguez criou um time menos dependente

Ao mesmo tempo, a ausência de um centroavante dominante deixou de representar o problema que poderia ter sido alguns meses atrás.

O Atlético encontrou uma solução coletiva. Cuello e Bernard têm seis gols cada, Cassierra cinco. A produção espalhada diminui a obrigação de encontrar imediatamente um goleador que concentre as responsabilidades.

É uma mudança relevante na maneira como o Galo funciona.

O melhor Atlético de 2026 até aqui não nasceu porque encontrou um novo artilheiro incontestável. Surgiu justamente porque conseguiu jogar sem depender de um.

A dúvida agora é até onde esse modelo consegue levar a equipe quando os confrontos eliminatórios ficarem cada vez mais apertados.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.