Tomás Cuello encontrou uma maneira particular de se aproximar da história do Atlético durante a pausa no calendário. O argentino comprou uma camisa de 2013 associada a Ronaldinho Gaúcho e apareceu treinando com o modelo que remete à primeira conquista alvinegra da Libertadores.
Em entrevista ao ge, que apurou a origem da camisa, o atacante revelou que coleciona uniformes antigos. A peça foi encontrada em um vendedor de Belo Horizonte, e o interesse por outras camisas do Galo já faz parte dos planos do jogador.
“Com certeza, é uma das minhas camisas antigas mais bonitas”, afirmou Cuello. A reportagem identifica o uniforme como um modelo daquela temporada, sem apresentar comprovação de que tenha sido utilizado por Ronaldinho em uma partida.
A camisa recupera uma temporada central na história do Galo
A escolha do ano ajuda a explicar o interesse pelo uniforme. Em 24 de julho de 2013, o Atlético conquistou sua primeira Libertadores, encerrando uma campanha que combinou bom desempenho na fase de grupos e classificações decididas nos momentos finais do mata-mata.
Na retrospectiva publicada pelo próprio clube sobre a conquista, o caminho começa com a vaga obtida pelo vice-campeonato brasileiro de 2012. Na primeira fase do torneio continental, o Galo venceu cinco dos seis jogos e terminou com a melhor campanha.
A partir das quartas, a trajetória mudou de tom. Houve classificação com defesa de pênalti nos acréscimos, recuperação de desvantagens e duas decisões por cobranças da marca da cal, incluindo a final.
Esse conjunto de acontecimentos transformou o uniforme em uma referência facilmente reconhecida pela torcida. Para quem guarda uma camisa daquele ano, a lembrança pode estar ligada a uma partida específica, ao lugar onde acompanhou a decisão ou às pessoas com quem comemorou.
Ronaldinho deixou números que ajudam a dimensionar a admiração

A participação de Ronaldinho naquela campanha foi além da imagem de principal estrela do elenco. Segundo levantamento histórico do Atlético, o camisa 10 terminou a Libertadores de 2013 com quatro gols e sete assistências.
O título continental também acrescentou uma conquista importante à carreira de um jogador que já havia vencido a Copa do Mundo e a Liga dos Campeões. No Galo, ele encontrou espaço para construir uma relação própria com a torcida e participar de uma das temporadas mais lembradas do clube.
A passagem continuou até 2014, quando Ronaldinho também conquistou a Recopa Sul-Americana. Ao todo, foram 21 partidas, cinco gols e nove assistências pelo Atlético em Libertadores, de acordo com os registros alvinegros.
Cuello já admirava o ídolo antes de jogar no Atlético
A relação de admiração não começou com a compra recente. Em 2023, quando ainda defendia o Athletico-PR, Cuello encontrou Ronaldinho em um hotel de BH e aproveitou a oportunidade para registrar uma foto ao lado dele.
O episódio permite observar a mudança de posição do argentino nessa história. Naquele momento, ele visitava a cidade como adversário; agora, usa o uniforme atual do Atlético nos jogos e escolheu um modelo antigo para uma atividade pessoal.
A diferença dá ao registro um interesse que ultrapassa a curiosidade sobre a roupa. Um atleta pode conhecer um clube primeiro por seus grandes jogadores e, anos depois, passar a participar do cotidiano da instituição que acompanhava à distância.
O colecionador aparece em meio ao protagonismo esportivo
Dentro de campo, Cuello já vinha ocupando espaço importante no noticiário alvinegro. Em setembro, o Moon BH mostrou que o Atlético recusou uma proposta pelo atacante, preservando uma peça relevante de seu setor ofensivo.
A permanência foi tratada naquele contexto como uma decisão esportiva e financeira. A história da camisa acrescenta outra informação ao perfil do jogador, sem permitir que um gesto pessoal seja usado como garantia sobre contratos ou futuras escolhas de carreira.
Para o torcedor, as duas dimensões podem coexistir. Existe o profissional avaliado por atuações, gols e assistências, mas também o admirador que procura uma peça antiga porque reconhece o significado de quem a tornou conhecida.
Uma lembrança que continua em circulação
Camisas antigas permitem que temporadas encerradas permaneçam presentes fora dos arquivos e das retrospectivas. Quando alguém volta a vestir um modelo, detalhes de cor, numeração e desenho recuperam referências que o uniforme mais recente não carrega da mesma forma.
No caso de Cuello, o interesse oferece um retrato desse vínculo entre gerações. A história de 2013 continua chegando a jogadores que hoje defendem o Atlético, enquanto esses atletas constroem partidas e lembranças que poderão dar significado às camisas atuais.


