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Atlético deixa dependência de Hulk para trás e encontra nova fórmula antes de decisão

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O Atlético chega ao confronto decisivo contra o Red Bull Bragantino pela Copa Sul-Americana carregando uma diferença importante em relação a outros momentos recentes do clube. A equipe continua tendo Hulk como uma de suas principais referências, mas de longe, já que o jogador agora faz parte do elenco do Fluminense. Agora, sua imagem reflete muito mais uma inspiração para o que deve ser feito, com mais independência.

A mudança aparece nos números. Cuello e Bernard dividem a artilharia atleticana na temporada, com seis gols cada, enquanto Cassierra e Hulk, já superado, aparecem logo atrás, com cinco. A distribuição ajuda a explicar por que o Galo atravessa seu período mais estável de 2026 justamente em uma fase na qual nenhum jogador monopoliza a produção ofensiva.

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Atlético encontra caminhos diferentes para marcar

Durante diferentes períodos dos últimos anos, neutralizar Hulk significava retirar boa parte do poder de decisão do Atlético. Isso não significa que o atacante tenha deixado de ser importante para o histórico de gols do time. A diferença está ao redor dele.

Bernard passou a ocupar um papel mais efetivo tanto na construção quanto na chegada à área. Cuello também transformou presença ofensiva em números e foi justamente o responsável pelo gol da vitória sobre o Bragantino no duelo de ida das oitavas da Sul-Americana.

O argentino aproveitou uma falha do goleiro Cleiton para marcar o único gol em Bragança Paulista. Com o resultado, o Atlético pode até empatar nesta quarta-feira (19), às 19h, na Arena MRV, para avançar às quartas de final.

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Mais do que a vantagem no confronto, porém, o momento mostra uma equipe que começa a diminuir sua previsibilidade.

A melhor sequência do Galo passa pelo coletivo

O Atlético chegou a nove partidas consecutivas sem derrota, com seis vitórias e três empates, aproveitamento de 77% no período. A última derrota ocorreu em 24 de maio, diante do Corinthians. Em seis dessas nove partidas, a equipe sequer sofreu gols.

Há, portanto, uma transformação que não depende somente dos números ofensivos. Eduardo Domínguez conseguiu tornar o time mais compacto e, a partir dessa segurança, permitiu que jogadores diferentes passassem a aparecer no ataque.

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A vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio no último domingo reforçou essa percepção. O Atlético subiu para a oitava posição do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos, e permaneceu sem derrotas desde a retomada das competições após a Copa do Mundo.

Hulk deixa de ser uma “saudade”?

Foto: Pedro Souza / Atlético

Talvez essa seja a melhor notícia para o Atlético às vésperas de mais uma decisão. O artilheiro deixa de ser aquele que “poderia ter feito”.

Hulk segue como uma referência técnica e simbólica do elenco. Mas o Galo que chega ao segundo semestre menos dependente do que o jogador costumava ser para o elenco.

Se Bernard, Cuello, Cassierra e outros jogadores mantiverem capacidade de dividir a responsabilidade pelos gols, Domínguez terá uma equipe mais completa, e mais difícil de ser controlada. Essa mudança pode ser tão importante quanto qualquer contratação para uma temporada que entra definitivamente em sua fase decisiva.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.