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Análise do Atlético: Minda volta da Copa, dá 1ª assistência e perde gol sem goleiro no mesmo jogo

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Alan Minda precisou de apenas seis minutos para transformar seu retorno ao Atlético em uma participação decisiva. Depois, no último ataque da partida, teve a oportunidade de fechar a vitória com um gol e mandou a bola para fora quando Carlos Miguel já não protegia a meta.

Foram duas cenas opostas em uma passagem de 19 minutos pelo gramado do Nubank Parque. Na primeira, velocidade, recuperação da jogada e o passe para Igor Gomes marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras. Na segunda, um cabeceio desperdiçado diante de um gol praticamente vazio.

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O equatoriano entrou aos 71 minutos, no lugar de Bernard, e participou de apenas 12 ações com a bola. Mesmo sem acumular passes ou conduções, produziu a primeira assistência desde que foi contratado pelo Atlético e ainda esteve perto de fazer o terceiro gol alvinegro.

A intensidade dos dois lances mostrou por que Minda pode ter uma função importante na sequência da temporada. Diante de defesas cansadas e partidas mais abertas, sua aceleração oferece ao time um recurso que poucos jogadores do elenco conseguem repetir.

Minda voltou da Copa sem condições de enfrentar o Bahia

A partida contra o Palmeiras foi o primeiro compromisso de Minda pelo Atlético depois da Copa do Mundo.

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O atacante defendeu o Equador no torneio, mas teve pouco espaço. Começou como titular na estreia contra a Costa do Marfim e acompanhou do banco os compromissos seguintes, incluindo a eliminação diante do México.

Mesmo com a participação limitada, o calendário da seleção retardou seu retorno à Cidade do Galo. Minda e Ángelo Preciado reapresentaram-se em 15 de julho, quando o restante do elenco já estava mais avançado na preparação para a retomada do futebol brasileiro.

Os dois passaram por um trabalho de recondicionamento físico e não enfrentaram o Bahia, em 21 de julho. Minda estava em Belo Horizonte, mas não havia participado normalmente dos treinamentos comandados por Eduardo Domínguez.

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Contra o Palmeiras, o atacante começou no banco. O cenário da partida, porém, abriu o espaço ideal para sua utilização.

O Atlético vencia por 1 a 0, enquanto o time paulista aumentava o número de jogadores no campo ofensivo. Domínguez retirou Victor Hugo e Bernard para colocar Igor Gomes e Minda. A dupla que entrou junta seria responsável, seis minutos depois, pelo gol decisivo.

Assistência nasceu de uma jogada que parecia perdida

JUVENTUD (URU) X ATLÉTICO - COPA SULAMERICANA
Vitor Hugo e Alana Minda no Galo – Foto: Pedro Souza / Atlético

O Palmeiras empatou aos 75 minutos, com Felipe Anderson. A reação atleticana foi praticamente imediata.

Dois minutos depois, Minda recebeu em velocidade e inicialmente perdeu a disputa com o próprio Felipe Anderson. A jogada poderia ter terminado ali, mas o equatoriano conseguiu alcançar a sobra, manteve o ataque vivo e avançou sobre a defesa palmeirense.

Carlos Miguel saiu da área para tentar fechar o espaço. Minda levantou a cabeça e encontrou Igor Gomes livre. O meia dominou e finalizou para recolocar o Atlético em vantagem. O lance foi registrado oficialmente como assistência do atacante.

A recuperação depois de perder o primeiro duelo foi tão importante quanto o passe.

Minda não desistiu da bola, aproveitou a dificuldade de Felipe Anderson para completar o desarme e atacou uma defesa que ainda tentava se reorganizar após o empate. Em poucos segundos, o Palmeiras saiu de uma situação de controle para um confronto direto entre o atacante e o goleiro.

A decisão também foi correta. Com Carlos Miguel fora da meta, Minda poderia tentar concluir, mas percebeu a chegada de Igor Gomes e entregou a bola ao companheiro em melhor posição.

Foi um lance construído a partir das principais características do equatoriano: velocidade para atacar em campo aberto, insistência na disputa e capacidade de decidir sem precisar diminuir o ritmo.

Gol sem goleiro impediria atuação quase perfeita

A primeira assistência poderia ter sido acompanhada pelo quarto gol de Minda na temporada.

No último ataque, o Atlético conseguiu avançar pela direita enquanto Carlos Miguel estava fora da meta, depois de deixar sua área para participar da pressão do Palmeiras. O cruzamento encontrou Minda em condição de cabecear.

O equatoriano tentou direcionar a bola para o gol desprotegido, mas mandou para fora.

O desperdício não alterou o resultado, porque o árbitro encerrou a partida pouco depois. Ainda assim, impediu que Minda fechasse uma atuação quase perfeita: assistência para o gol da vitória e conclusão definitiva nos acréscimos.

A chance perdida também expôs uma parte que o atacante ainda precisa desenvolver. Sua velocidade permite que ele chegue antes dos marcadores, mas a produção precisa ser acompanhada por maior tranquilidade no gesto final.

O próprio jogo oferece os dois lados dessa discussão. No gol de Igor Gomes, Minda teve clareza para avaliar a saída do goleiro e escolher o passe. No cabeceio, com menos oposição e a meta aberta, não conseguiu executar.

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Anna Millard
Anna Millard
Jornalista pela Universidade Federal de Ouro Preto. Tem experiência em jornalismo esportivo, cidades e economia. Passou pelo setor público em assessoria de comunicação e assessoria de imprensa.